Petroquímica

Custos menores dão alívio a empresas

Jornal do Commercio
17/03/2009 04:48
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Após enfrentarem dificuldades com os elevados custos de produção registrados no quarto trimestre de 2008, as petroquímicas devem sinalizar nos balanços dos três primeiros meses de 2009 um cenário menos adverso de negócios. A mudança tem origem na adequação dos custos com a compra de matérias-primas ao cenário mundial pós-crise, marcado pela queda nos preços de commodities.

 

Isso acontecerá porque as petroquímicas reduziram significativamente, entre o final de 2008 e as primeiras semanas de 2009, o volume dos estoques baseados em preços anteriores ao agravamento da crise. Com isso concluíram a absorção dos efeitos dessas compras e passaram a operar com custo de produção mais adequado à nova realidade da economia mundial.

 

O preço médio da nafta ARA (Amsterdã-Roterdã-Antuérpia), considerada referência para a formulação de preços no Brasil, caiu 62% entre o terceiro trimestre e o quarto trimestre de 2008, segundo a petroquímica Braskem. No Brasil, o preço da nafta negociada em reais caiu de R$ 1.543 em setembro para R$ 698 por tonelada em dezembro, de acordo com levantamento da consultoria MaxiQuim.

 

Essa queda de aproximadamente 55% entre os preços de fechamento do terceiro e do quarto trimestres do ano passado ainda não foi visualizada no custo dos produtos vendidos das indústrias brasileiras, disse o presidente da Braskem, Bernardo Gradin.

 

“O fato de termos usado no quarto trimestre produtos em estoque reduziu nosso resultado em R$ 170 milhões no quarto trimestre, mas no primeiro trimestre de 2009 não teremos mais o impacto desses estoques mais caros”, afirmou o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Braskem, Carlos Fadigas.

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