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Debate sobre petroquímica confirma vocação do Rio de Janeiro no futuro do setor

Braskem confirma investimentos no Comperj.

Redação TN/ Ascom Sedeis
14/11/2013 09:00
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Debate sobre petroquímica confirma vocação do Rio de Janeiro no futuro do setor
Presidente da Braskem confirma investimentos no Comperj durante Ciclo de Seminarios promovido pela Secretaria de Desenvolvimento
O futuro do setor petroquímico no Brasil passara certamente pelo Rio de Janeiro. A certeza foi a principal conclusão da primeira edição do Ciclo de Seminários promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que foi dedicada ao setor.
Em painel sobre painel “Disponibilidade de Matérias-Primas para Petroquímica”, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas confirmou o interesse da empresa em investir no Comperj e disse acreditar em maior oferta de gás no mercado brasileiro. “O Brasil é abençoado em recursos naturais e é uma questão de tempo para que sejam utilizados. O setor petroquímico no país é de extrema importância para a Braskem”, disse.
O secretario de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, lembrou que o investimento traz uma revolução na economia não só da região em que o Comperj será instalado, como altera todo o cenário da petroquímica no Pais.
Segundo estudo encomendado à consultoria Maxiquim para identificar os cenários para a indústria petroquímica fluminense, a capacidade de produção de matéria-prima petroquímica no Rio (eteno, polipropileno e polietileno) com a entrada da segunda fase de investimentos no Comperj passará dos atuais 1,54 milhão de toneladas por ano para 4,6 milhões de toneladas por ano, tornando o Estado o maior polo petroquímico do País.
Também presente ao seminário, a diretora geral da ANP, Magda Chambriard, afirmou que a projeção para o futuro é que a indústria petroquímica brasileira terá no médio prazo farta disponibilidade de gás, em cenário no qual a lei da oferta e da procura vai possibilitar a equalização dos preços do insumo.
“O patamar é indesejado e o déficit comercial de químicos mostra bem a dificuldade que a indústria petroquímica vem enfrentando em relação a esses insumos. Mas o que posso dizer é que o gás está chegando, em volume suficiente para contribuir para equalização desses preços. É claro que é uma previsão otimista, mas não vemos hoje na ANP nada que impeça que esse objetivo seja atingido”, disse Magda.
Os argumentos da diretora geral se debruçam sobre as perspectivas do pré-sal – ela citou nominalmente o já licitado campo de Libra, além de Franco, que faz parte da cessão onerosa feita à Petrobras, e Lula, todos na Bacia de Santos - e de áreas onshore (em terra) de exploração de gás convencional e não convencional que serão licitadas, pela ANP, no próximo dia 28 de novembro e que englobam novas fronteiras, como Sergipe e Alagoas. As colocações foram motivadas pelo questionamento do secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, sobre o cenário de preços nos próximos anos.
Essas perspectivas positivas para o gás exigem um planejamento de longo prazo para o setor petroquímico, segundo alertou o presidente da Gas Energy, Marco Tavares. “Vem muito gás pela frente e, se queremos ter visão de longo prazo, temos que aproveitar esse momento. A oportunidade é agora, porque temos que pensar que em 2020 teremos muita matéria-prima e temos que planejar isso agora para aproveitar para criar indústrias e emprego”, afirmou.
Do lado da produção do gás, o gerente executivo de Petroquímica da Petrobras, Patrick Horback Fairon, sublinhou que a disponibilidade da matéria-prima é, hoje, “um desafio muito grande”. Ele também acredita em uma oferta de gás no País muito superior à existente hoje, que estará disponível em cerca de seis anos. “O grande desafio hoje é buscar sinergias, ou seja, as soluções tradicionais talvez não nos deem a competitividade que precisamos. Temos que buscar alternativas de suprimento para passarmos desse momento de pressão conjuntural para maior disponibilidade no futuro”, acredita.
Para o presidente do Conselho Empresarial de Energia da Firjan, Armando Guedes, a Indústria petroquímica hoje “está em situação delicada”, já que 80% do setor estão vinculados à nafta, quando o almejado é o gás. Ele acredita que a possibilidade de produção de gás em terra possa ser uma solução em médio prazo, mas alerta que há o problema da logística de transporte do insumo.
 

O futuro do setor petroquímico no Brasil passara certamente pelo Rio de Janeiro. A certeza foi a principal conclusão da primeira edição do Ciclo de Seminários promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que foi dedicada ao setor.

Em painel sobre painel “Disponibilidade de Matérias-Primas para Petroquímica”, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas confirmou o interesse da empresa em investir no Comperj e disse acreditar em maior oferta de gás no mercado brasileiro. “O Brasil é abençoado em recursos naturais e é uma questão de tempo para que sejam utilizados. O setor petroquímico no país é de extrema importância para a Braskem”, disse.

O secretario de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, lembrou que o investimento traz uma revolução na economia não só da região em que o Comperj será instalado, como altera todo o cenário da petroquímica no pais.

Segundo estudo encomendado à consultoria Maxiquim para identificar os cenários para a indústria petroquímica fluminense, a capacidade de produção de matéria-prima petroquímica no Rio (eteno, polipropileno e polietileno) com a entrada da segunda fase de investimentos no Comperj passará dos atuais 1,54 milhão de toneladas por ano para 4,6 milhões de toneladas por ano, tornando o Estado o maior polo petroquímico do país.

Também presente ao seminário, a diretora geral da ANP, Magda Chambriard, afirmou que a projeção para o futuro é que a indústria petroquímica brasileira terá no médio prazo farta disponibilidade de gás, em cenário no qual a lei da oferta e da procura vai possibilitar a equalização dos preços do insumo.

“O patamar é indesejado e o déficit comercial de químicos mostra bem a dificuldade que a indústria petroquímica vem enfrentando em relação a esses insumos. Mas o que posso dizer é que o gás está chegando, em volume suficiente para contribuir para equalização desses preços. É claro que é uma previsão otimista, mas não vemos hoje na ANP nada que impeça que esse objetivo seja atingido”, disse Magda.

Os argumentos da diretora geral se debruçam sobre as perspectivas do pré-sal – ela citou nominalmente o já licitado campo de Libra, além de Franco, que faz parte da cessão onerosa feita à Petrobras, e Lula, todos na Bacia de Santos - e de áreas onshore (em terra) de exploração de gás convencional e não convencional que serão licitadas, pela ANP, no próximo dia 28 de novembro e que englobam novas fronteiras, como Sergipe e Alagoas. As colocações foram motivadas pelo questionamento do secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, sobre o cenário de preços nos próximos anos.

Essas perspectivas positivas para o gás exigem um planejamento de longo prazo para o setor petroquímico, segundo alertou o presidente da Gas Energy, Marco Tavares. “Vem muito gás pela frente e, se queremos ter visão de longo prazo, temos que aproveitar esse momento. A oportunidade é agora, porque temos que pensar que em 2020 teremos muita matéria-prima e temos que planejar isso agora para aproveitar para criar indústrias e emprego”, afirmou.

Do lado da produção do gás, o gerente executivo de Petroquímica da Petrobras, Patrick Horback Fairon, sublinhou que a disponibilidade da matéria-prima é, hoje, “um desafio muito grande”. Ele também acredita em uma oferta de gás no País muito superior à existente hoje, que estará disponível em cerca de seis anos. “O grande desafio hoje é buscar sinergias, ou seja, as soluções tradicionais talvez não nos deem a competitividade que precisamos. Temos que buscar alternativas de suprimento para passarmos desse momento de pressão conjuntural para maior disponibilidade no futuro”, acredita.

Para o presidente do Conselho Empresarial de Energia da Firjan, Armando Guedes, a Indústria petroquímica hoje “está em situação delicada”, já que 80% do setor estão vinculados à nafta, quando o almejado é o gás. Ele acredita que a possibilidade de produção de gás em terra possa ser uma solução em médio prazo, mas alerta que há o problema da logística de transporte do insumo.

 

 

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