A demanda por etanol combustível no Brasil deve encerrar outubro com queda de 10% em relação a setembro, de acordo com informação do diretor técnico da União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues. Segundo ele, os números ainda não estão fechados, mas já é perceptível um recuo na utilização do etanol nos tanques dos carros flex em função da alta nas cotações do etanol.
O executivo ressaltou que não haverá desabastecimento e que os preços irão regular a oferta. A expectativa é de que de uma demanda mensal de 1,5 bilhão de litros, outubro já registre uma demanda de 1,35 bilhão de litros. Rodrigues disse que não é possível estimar ainda qual será o preço em que o etanol vai se estabilizar nos próximos meses. "Dependendo da queda na demanda nos próximos meses iremos descobrindo qual será este patamar de equilíbrio", disse. Ele acredita que, ao produtor, o preço do hidratado hoje em torno de R$ 0,97 por litro deve ultrapassar o patamar de R$ 1 por litro mas dificilmente chegará, por exemplo, ao nível de R$ 1,20 por litro.
Pádua disse, contudo, que em estados mais distantes da região produtora do Centro-Sul o etanol vai perder sua competitividade para a gasolina, mas no Estado de São Paulo, o etanol permanecerá competitivo mesmo com a alta de preço.