Energia Elétrica

Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do Brasil; queda na próxima partida pode chegar a 20%

Jogo de segunda-feira, às 14h, ocorre no horário de pico da geração solar fotovoltaica.

Redação TN Petróleo/Assessoria FIEMG
26/06/2026 19:42
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do Brasil; queda na próxima partida pode chegar a 20% Imagem: Divulgação ANELL Visualizações: 145

Os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 têm provocado mudanças expressivas no consumo de energia elétrica no país. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a demanda caiu, em média, 11% nos três últimos jogos do Brasil, em comparação com o consumo esperado para os horários das partidas.

Para o próximo confronto, marcado para segunda-feira, 29 de junho, às 14h, a estimativa é de uma redução ainda maior, na casa de 20% da demanda, segundo projeção da Gerência de Energia da FIEMG. O horário da partida amplia a atenção sobre a operação do sistema elétrico, já que coincide com um dos períodos de maior geração de energia solar fotovoltaica no país.

Na prática, a queda não representa falta de energia. O que ocorre é uma mudança brusca no comportamento de consumo. Quando o Brasil entra em campo, indústrias reduzem processos, parte do comércio fecha temporariamente e milhões de pessoas interrompem suas rotinas para assistir ao jogo. Nos três jogos anteriores, a redução foi de aproximadamente 9% contra o Marrocos, 10% contra o Haiti e 14% contra a Escócia.

Além da queda durante a partida, o setor elétrico também precisa acompanhar a retomada rápida do consumo no intervalo e após o apito final. No jogo entre Brasil e Escócia, por exemplo, a demanda voltou a subir de forma intensa em poucos minutos: no intervalo, o aumento foi equivalente a religar praticamente o consumo do estado do Rio de Janeiro.

Segundo Sérgio Pacata, coordenador de Atendimentos e Negócios em Energia da FIEMG, o ponto de atenção não é apenas a queda no consumo durante o jogo, mas a velocidade com que a demanda volta a subir no intervalo e após o apito final. "No intervalo do jogo contra a Escócia, a demanda subiu quase 6 GW em apenas nove minutos. Para se ter uma ideia da dimensão, é como se o sistema tivesse que absorver, em poucos minutos, um volume de consumo próximo ao de um estado como o Rio de Janeiro. Após o fim da partida, a retomada foi ainda maior, chegando a quase 9 GW em 18 minutos, algo comparável ao consumo de Minas Gerais. Essas variações exigem uma resposta muito rápida da operação do sistema elétrico", explicou Pacata.

A próxima partida traz um fator adicional: será disputada às 14h, em horário comercial e em um dos períodos de maior geração solar fotovoltaica no país. Com isso, a estimativa é que a queda na demanda seja mais acentuada do que nos jogos anteriores. "Desta vez, a partida acontece em um horário em que indústria e comércio normalmente estão em atividade. Com a parada para o jogo, a expectativa é de uma queda maior, podendo chegar a 20% da demanda. Ao mesmo tempo, o sistema terá alta geração solar. O desafio é equilibrar uma oferta elevada de energia com uma redução forte do consumo", destacou Pacata.

Quando há mais energia sendo produzida do que consumida naquele momento, algumas usinas podem ter a geração reduzida ou até ser desligadas temporariamente. A medida faz parte da operação do sistema e busca manter o equilíbrio entre produção e consumo, garantindo segurança e estabilidade. O cenário mostra como grandes eventos nacionais impactam diretamente o sistema elétrico. Para o setor, o desafio é acompanhar essa variação com planejamento, controle e resposta rápida.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.