Aço

Depois de cair 18% no 1º semestre, indústria brasileira do aço espera recuperação no resto do ano

Redação TN Petróleo/Assessoria
31/07/2020 16:53
Depois de cair 18% no 1º semestre, indústria brasileira do aço espera recuperação no resto do ano Imagem: Divulgação Visualizações: 2185

A produção brasileira de aço bruto caiu 17,9% no 1º semestre de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019, enquanto as vendas internas sofreram queda de 10,5% de janeiro a junho, mesmo percentual de decréscimo do consumo aparente (-10,5%). As exportações diminuíram 8,1% e as importações, 17,0%. O desempenho negativo do setor no 1º semestre deveu-se aos impactos provocados pela pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo.

No entanto, os números de junho em relação a maio já foram melhores, refletindo o começo da trajetória de recuperação. As vendas internas de aço em junho apresentaram aumento de 29,6% em comparação com o mês anterior, enquanto o consumo aparente subiu 29,4% e as exportações aumentaram 14,5%. A produção de aço em junho, no entanto, caiu 5,0% em relação ao mês imediatamente anterior. Do total de 32 altos fornos existente no Brasil, 10 continuam paralisados.


InstitucionalO Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) de julho ultrapassou o patamar de 50 pontos, linha divisória entre a confiança e a falta de confiança. A volta da confiança do setor em julho se deveu, preponderantemente, aos indícios de recuperação no 2º semestre. O ICIA cresceu 15,9 pontos na comparação com o mês anterior e atingiu 62,8 pontos. Com esse resultado, o ICIA se aproxima do patamar pré-pandemia do COVID-19 (70,2 pontos em fevereiro).

Operando, atualmente, com apenas 48,5% da sua capacidade instalada, o setor tem expectativa de que a retomada do mercado interno ocorrerá de forma gradativa. O Instituto Aço Brasil considera que a exportação é a alternativa de curto prazo para reduzir a ociosidade das empresas do setor. O maior incremento das exportações depende, no entanto, da recomposição do Reintegra, mecanismo pelo qual é feito o ressarcimento às empresas dos tributos presentes nas exportações que prejudicam a competitividade dos produtos brasileiros. O restabelecimento da alíquota do Reintegra no patamar de 3% possibilitará que a indústria de transformação recupere os níveis de produção anteriores ao início da pandemia e possa aumentar a oferta de empregos qualificados no país. Trata-se de medida de caráter transitório até que ocorra o fim da cumulatividade de impostos, preconizada na reforma tributária, ora em discussão no Congresso Nacional.

No mercado doméstico, a expectativa do setor é que os projetos de infraestrutura e a construção civil sejam os principais drivers de consumo de produtos siderúrgicos, com uma retomada mais lenta dos demais segmentos consumidores, como o automotivo.

No panorama mundial, o grave abalo na economia dos países, ocasionado pela pandemia, fez com que seus governantes adotassem medidas ainda mais restritivas de defesa comercial para proteção de sua indústria e dos empregos. O COVID 19 expôs também a grande dependência que a maior parte dos países tem de insumos e produtos fabricados, principalmente, na China. Esta situação de vulnerabilidade gera reflexão sobre a necessidade de fortalecer as cadeias produtivas nacionais, para redução da dependência de outros países, valorizando a pesquisa e a inovação tecnológica e priorizando a geração de empregos no País.

Os dados consolidados de janeiro a junho de 2020 do setor do aço no Brasil estão publicados em: https://institutoacobrasil.net.br/site/estatistica-de-desempenho/

O índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) de julho/2020 está disponível em:

https://institutoacobrasil.net.br/site/indice-de-confianca-da-industria-do-aco/

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