DecomBR
Redação TN Petróleo/Beatriz Cardoso
É o consenso entre os mais de 250 participantes do DecomBR - SPE Brazil Decommissioning Symposium - A holistic approach, promovido pela Society of Petroleum Engineers - SPE Seção Brasil entre os dias 27 e 29 de junho, no Rio de Janeiro.
Foram três dias de debates, apresentações e palestras divididas em noves sessões conduzidas por cerca de 60 profissionais do setor, entre executivos e especialistas da indústria de óleo e gás (operadoras e fornecedores de bens e serviços), entidades dos setores O&G, naval e offshore, autoridades, reguladoras, representantes da academia.
Um encontro dos diversos agentes do mercado que terão um papel a desempenhar no descomissionamento, processo que abrange uma série de ações e atividades, sob a condução de distintos atores, públicos e privados. Principalmente em função dos números crescentes de ativos de exploração e produção que chegam ao fim do ciclo de vida.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrava, dos 104 Programas de Descomissionamento de Instalações (PDIs) registrados até agora, 81 foram aprovados, dos quais 33 no mar. Esse status dos PDIs podem estar em diferentes níveis em outros órgãos reguladores, como Ibama e Marinha, ambos presentes no evento, que foi o primeiro a reunir um número tão grande de atores desse processo.
“O debate técnico promovido pela SPE Seção Brasil é importante para fomentar a atratividade do negócio no nosso país, pois os dados a respeito deste tema são informações estratégicas para as empresas. O que contribuirá para que as atividades de descomissionamento no Brasil se tornem oportunidades de negócios, promovendo e capacitando toda a cadeia de fornecedores, gerando renda e mais emprego no nosso país”, pontuou a especialista em
Regulação, Karen Alves, Coordenadora de Gestão Organizacional na Superintendência de Desenvolvimento e Produção (SDP) da ANP.
Na abertura, o diretor executivo de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos José do Nascimento Travassos, chair honorário do evento, falou sobre o cenário de descomissionamento nas operações da companhia. Ele conduziu a sessão ao lado do chair do comitê executivo do DecomBR, Eduardo Zacaron, gerente geral de Descomissionamento da Petrobras e de Carlos Alberto Pedroso, presidente da SPE Seção Brasil.
Também participaram da abertura o diretor da ANP, Daniel Maia, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás, Márcio Félix, CEO da EnP Energy Platform, a gerente de Petróleo, Gas e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Karine Fragoso.
A programação técnica robusta deu aos diversos agentes da indústria a possibilidade de debater os principais aspectos do descomissionamento, como os aspectos regulatórios e os desafios ambientais, bem como criou a oportunidade de conhecer as experiências da indústria e autoridades reguladoras de outras regiões produtoras que vivenciam esse processo há mais tempo, como o Reino Unido e a Noruega.
Nas duas sessões sobre a visão do mercado, algumas das principais operadoras do mercado falaram de suas experiências e expectativas, além de expor seus desafios e principais demandas à cadeia produtiva. Entre as operadoras presentes estavam Petrobras, Equinor, Trident, PRIO, Enauta, 3R Petroleum.
As novas soluções e tecnologias, bem como os investimentos necessários em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDI) para o setor, também foram debatidas no evento, no qual empresas puderam também compartilhar experiências e lições aprendidas. Alternativas para o descomissionamento e os caminhos para que ela seja um processo sustentável e as perspectivas para o futuro foram abordados nas duas últimas sessões do DecomBR.
No encerramento, foram a tônica da mesa redonda comandada por Luciana Chamusca, gerente de Concepção e Suporte Técnico em Descomissionamento na Petrobras, e Mauro Nunes, Tech Solutions Lead da Halliburton e diretor da SPE Seção Brasil.
Participaram do debate de encerramento os presidentes do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy, da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (SOBENA), Ricardo Portela, da Associação Brasileira de Análise de Risco, Segurança de Processos e Confiabilidade (Abrisco), Helton Santana, da Abpip, Márcio Félix, o coordenador de Petróleo da Secretaria Estadual de Energia e Economia do Mar, Antonio Rocha, e a gerente de Concepção e Suporte Técnico em Descomissionamento da Petrobras, Luciana Chamusca.
O DecomBR - SPE Brazil inovou não somente na programação técnica, com uma visão holística do descomissionamento, como também por outras iniciativas, como o selo de Evento Neutro, o primeiro de redução, quantificação e compensação de carbono (e a primeira concessão do selo a um evento técnico do setor de O&G).
E reafirmando sua missão de disseminar conhecimento e promover maior integração técnica entre os agentes da indústria petrolífera, a SPE Seção Brasil reiterou também seu compromisso com a qualificação contínua e formação de novos profissionais convidando universitários dos Capítulos Estudantis para participar ativamente do DecomBR - SPE Brazil, que já entrou para o calendário de eventos da SPE Seção Brasil.
O DecomBR - SPE Brazil Decommissioning Symposium - A holistic approach tem o patrocínio da Petrobras (Master), Schlumberger (Gold), Trident Energy, Baker Hughes e Enauta (Silver), o suporte institucional da ANP e da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) e a TN Petróleo como mídia suporte.
Saiba mais: https://www.spebrazildecombr.com/
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