E&P

Devon tem pressa em produzir no BM-C-8

A empresa pretende declarar a comercialidade do bloco este mês, apresentar o plano de desenvolvimento à ANP em agosto e quer extrair o primeiro óleo em meados de 2007.


10/06/2005 00:00
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A Devon tem pressa em produzir no BM-C-8, campo adquirido na 2ª Rodada de Licitações e sobre o qual será feita a declaração de comercialidade ainda este mês. O presidente da empresa, Murilo Marroquim, destaca que a rentabilidade da produção está diretamente ligada a prazos e informa que a empresa pretende afretar um FPSO e busca uma sonda de perfuração de segunda-mão para agilizar o processo e reduzir os custos.
Marroquim esclarece, no entanto, que ainda depende da aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para o plano de desenvolvimento antes de iniciar a produção. Embora o executivo acredite na aprovação, evitou dar informações precisas sobre investimentos. A estimativa de Marroquim é de que será aplicada uma quantia maior do que US$ 200 milhões e menor do que US$ 300 milhões na compra de equipamentos e na perfuração dos 24 poços previstos no projeto de desenvolvimento.
O cronograma do projeto de E&P das acumulações encontradas no bloco BM-C-8 começa com a declaração de comercialidade em junho, depois haverá a apresentação do projeto de desenvolvimento em agosto. Em agosto de 2006, a empresa espera estar contruíndo equipamentos e estruturas que permitam fazer perfurações já no primeiro trimestre de 2007 e a extração do primeiro óleo em meados de 2007.
Segundo Marroquim, os cálculos da Devon determinam que para o campo ter rentabilidade, o período entre a fase de investimento e rentabilidade precisa ser curto. A empresa calcula que os poços do bloco BM-C-8 terão vida últil de sete anos, período pelo qual pretende afretar um FPSO.
A capacidade de processamento da embarcação deverá ser de 50 mil barris de petróleo por dia, além 140 mil barris de fluídos por dia e armazenamento de até 1 milhão de barris. Marroquim ressalta que "o reservatório é bom, o petróleo é que não ajuda." Segundo o executivo, o reservatório Macaé, a principal acumulação encontrada, tem petróleo de 19° API e muito pouco gás, tão pouco que sequer será suficiente para a geração de energia das instalações. A Devon também encontrou outra acumulação de petróleo com 14° API no mesmo bloco. Se for rentável, a extração poderá ampliar em outros sete anos a vida útil do campo.
Por ter uma situação adversa no que se refere à qualidade do óleo e capacidade de extração, o projeto de desenvolvimento da Devon tem algumas características inovadoras. O desenvolvimento dos campos será feito com uma plataforma fixa, na qual serão instalados os equipamentos básicos: sonda de perfuração, cabeças de poço e árvore de natal seca. No FPSO serão instaladas todas as outras estruturas. Com todos os 24 poços ligados à plataforma simplificada a estrututra se assemelha a um polvo, e este é o nome sugerido ao novo campo, após a aprovação da ANP.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (10/06), durante o evento Café com Energia, promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), no Rio de Janeiro.

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