Mercado

Dilma acredita em redução no preço dos combustíveis

Jornal do Commercio
04/12/2008 03:05
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, indicou ontem que o preço dos combustíveis pode cair, mas não se comprometeu com a medida. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, ela disse que, se a cotação do petróleo se estabilizar nos níveis atuais, é possível que haja uma “acomodação para baixo” nos preços dos combustíveis. Ela acrescentou que, no mercado internacional, os derivados de petróleo já têm apresentado uma queda. “Os preços dos derivados são uma multiplicação do preço do Brent, que já caiu de US$ 147 para US$ 45″, disse.

 

Brent é o petróleo comercializado no mercado de Londres. No entanto, ela afirmou que “não tem como dizer” se e quando haverá redução dos preços dos combustíveis no mercado interno. Segundo a ministra, a Petrobras não costuma repassar imediatamente para os consumidores as variações dos preços internacionais. “A acomodação está se dando para baixo, mas não sabemos o tempo que dura e se é permanente”, disse.

 

A discussão sobre o preço dos combustíveis começou depois que um deputado sugeriu a adoção de uma política de subsídios para o diesel, dentro da estratégia do governo de estimular a atividade econômica. A idéia foi descartada por Dilma. “Não tem margem para se fazer uma política de subsídio ao diesel”, disse.

 

O preço da gasolina no Brasil já está 38,6% acima do praticado no mercado internacional, segundo cálculo da consultoria Tendências. No caso do diesel, a diferença é de 30,7%. O analista da consultoria Walter de Vitto, porém, acredita que o governo deve esperar alguns meses antes de tomar a decisão pela redução dos preços internos, uma vez que a Petrobras ainda não recuperou as perdas acumuladas com a manutenção dos preços no início do ano.

 

“O petróleo está em tendência de queda e uma redução nos preços dos combustíveis vai ser inevitável, mas, na média do ano, os preços internos ainda estão abaixo”, comentou Vitto, que acha mais provável uma redução só a partir do ano que vem. Segundo seus cálculos o preço médio da gasolina no ano está 15,5% abaixo das cotações internacionais, que estiveram muito altas até o início da crise. Já o diesel está 9,3% mais barato.

 

Agora, com o petróleo em torno dos US$ 50 por barril, aumenta a pressão por redução nos preços internos, dizem especialistas. Quando realizou o último reajuste nos dois produtos, em maio, o petróleo estava cotado a US$ 110 por barril. A queda do petróleo, porém, é parcialmente compensada pela alta do dólar no período.

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