Política

Dilma e Piñera voltam a discutir corredor interoceânico

Presidentes também debateram cooperação energética.

Agência Brasil
28/01/2013 15:52
Dilma e Piñera voltam a discutir corredor interoceânico Imagem: Sebastián Piñera cumprimenta Dilma Rousseff Visualizações: 700

 

A interligação do Brasil e do Chile a partir dos oceanos Atlântico e Pacífico deve se tornar realidade em pouco tempo. Os debates em torno do corredor interoceânico foram aprofundados no último sábado (26) em Santiago, capital chilena, entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Chile, Sebastián Piñera.
Durante reunião de trabalho no início da manhã, que antecedeu a abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) - União Europeia (UE), Piñera apresentou um mapa à presidenta brasileira ao retomar o debate sobre essa integração. Segundo Dilma Rousseff, depois de discutir “intensamente” o tema, os dois países vão começar a trabalhar pela integração dos principais portos marítimos.
Em declaração conjunta, Dilma e Piñera destacaram a relação de amizade mantida entre os dois países ao longo dos anos. A presidenta lembrou que o Chile foi o destino de muitos brasileiros que tiveram que deixar o país durante o período militar. “Muitos membros do meu governo viveram aqui [no Chile] no período da ditadura militar no Brasil e por isso sabemos que nossos laços estão muito além de simplesmente laços econômicos. São, sobretudo, laços humanos que construímos no correr do tempo”.
Segundo Dilma, é justamente porque não há fronteiras, mas dois oceanos, que a relação de infraestrutura é estratégica. "Essa amizade sem limites [entre o Brasil e o Chile} vira agora uma amizade sem fronteiras”, disse ela, destacando que também está sendo discutida a interligação entre as duas economias vizinhas por um corredor ferroviário.
A presidente lembrou que, mesmo diante de todas as dificuldades impostas pela crise financeira internacional, o Brasil e o Chile conseguiram manter uma trajetória de crescimento e de distribuição de renda e mantiveram uma relação comercial estratégica, principalmente em relação aos investimentos. “Por isso, fica claro que podemos mais. Os grandes investimentos que as empresas chilenas fazem no Brasil são muito bem-vindos”, acrescentou.
No encontro bilateral, que Dilma definiu como uma reunião de trabalho, a presidente brasileira e Piñera fecharam acordos de cooperação nas áreas de educação e intercâmbio cultural e iniciaram discussões sobre futuras parcerias, como na área energética. Piñera destacou o potencial da relação entre os dois países na área energética, como em energias renováveis, fontes hidrelétricas e a partir de biomassa.

A interligação do Brasil e do Chile a partir dos oceanos Atlântico e Pacífico deve se tornar realidade em pouco tempo. Os debates em torno do corredor interoceânico foram aprofundados no último sábado (26) em Santiago, capital chilena, entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Chile, Sebastián Piñera.


Durante reunião de trabalho no início da manhã, que antecedeu a abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) - União Europeia (UE), Piñera apresentou um mapa à presidenta brasileira ao retomar o debate sobre essa integração. Segundo Dilma Rousseff, depois de discutir “intensamente” o tema, os dois países vão começar a trabalhar pela integração dos principais portos marítimos.


Em declaração conjunta, Dilma e Piñera destacaram a relação de amizade mantida entre os dois países ao longo dos anos. A presidenta lembrou que o Chile foi o destino de muitos brasileiros que tiveram que deixar o país durante o período militar. “Muitos membros do meu governo viveram aqui [no Chile] no período da ditadura militar no Brasil e por isso sabemos que nossos laços estão muito além de simplesmente laços econômicos. São, sobretudo, laços humanos que construímos no correr do tempo”.


Segundo Dilma, é justamente porque não há fronteiras, mas dois oceanos, que a relação de infraestrutura é estratégica. "Essa amizade sem limites [entre o Brasil e o Chile} vira agora uma amizade sem fronteiras”, disse ela, destacando que também está sendo discutida a interligação entre as duas economias vizinhas por um corredor ferroviário.


A presidente lembrou que, mesmo diante de todas as dificuldades impostas pela crise financeira internacional, o Brasil e o Chile conseguiram manter uma trajetória de crescimento e de distribuição de renda e mantiveram uma relação comercial estratégica, principalmente em relação aos investimentos. “Por isso, fica claro que podemos mais. Os grandes investimentos que as empresas chilenas fazem no Brasil são muito bem-vindos”, acrescentou.


No encontro bilateral, que Dilma definiu como uma reunião de trabalho, a presidente brasileira e Piñera fecharam acordos de cooperação nas áreas de educação e intercâmbio cultural e iniciaram discussões sobre futuras parcerias, como na área energética. Piñera destacou o potencial da relação entre os dois países na área energética, como em energias renováveis, fontes hidrelétricas e a partir de biomassa.

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