Hidrovia

Diretores da Antaq vão à ANA pedir retomar da navegação na Paraná-Tietê

Nível dos lagos ainda está reduzido.

Ascom Antaq
17/06/2014 11:54
Diretores da Antaq vão à ANA pedir retomar da navegação na Paraná-Tietê Imagem: Angelo Perosa Visualizações: 400

 

Os diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia (diretor-geral) e Adalberto Tokarski, estiveram na última terça-feira (10), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, para conversar sobre a retomada da navegação na Hidrovia Paraná-Tietê. A atividade está paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus lagos, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. Os diretores da Antaq se reuniram com o diretor-presidente da Agência, Vicente Andreu Guillo, com o superintendente de Usos Múltiplos das Águas, Joaquim Gondin Filho, e com o coordenador de Articulação e Comunicação da autarquia, Antônio Félix Domingues.
“Nós estamos preocupados com o respeito ao uso múltiplo dos rios e o retorno da navegação na Hidrovia Paraná-Tietê, que ainda está sem uma solução à vista”, disse Povia, durante a audiência na ANA.
Povia salientou que a Antaq atua no sentido de viabilizar uma melhor logística para o Brasil, defendendo uma maior utilização do modal aquaviário, sobretudo do transporte fluvial e da cabotagem. “Precisamos aproveitar melhor o enorme potencial hidroviário do país para o transporte de cargas, principalmente cargas de menor valor agregado, grãos e minérios”, afirmou.
Responsável pela regulação e fiscalização da navegação e terminais na hidrovia, a Antaq entende que essa paralisação poderá prejudicar os esforços feitos no início deste ano pelo Governo Federal, com a participação da Antaq, para acabar com os engarrafamentos no escoamento da safra agrícola no Porto de Santos.
Em dois meses de implantação do Sistema de Gerenciamento de Trafego de Caminhões (SGTC), 21 autos de infração foram aplicados pela ANTAQ a 14 arrendatários de terminais do porto santista.
Além disso, o Governo Federal está realizando pesados investimentos para alavancar o transporte na hidrovia. Só a Transpetro, subsidiária da Petrobras, está investindo R$ 432 milhões na construção de 20 comboios com capacidade para transportar 6 mil toneladas de etanol por viagem. As novas embarcações têm previsão para começar a operar em 2015 e, conforme testes já realizados, poderão transportar 3,1 milhões de toneladas de etanol por ano.
Com recursos do PAC 2, também serão ser investidos pelo Governo Federal mais R$ 1 bilhão na hidrovia, recursos que somados aos investimentos alocados pelo governo de São Paulo totalizam cerca de R$ 1,6 bilhão.
De acordo com o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, caso a hidrovia continue interrompida, a queda estimada na movimentação de carga, no período maio/novembro, será no mínimo de 2 milhões de toneladas de mercadorias, como soja, milho, farelo de soja, madeira e celulose.
“Isso equivale a 45 mil carretas bitrem de 45 toneladas circulando pelas estradas de São Paulo”, disse, destacando os impactos ambientais da paralisação com a maior emissão de gases do efeito estufa pelo modal rodoviário.
A hidrovia
Considerada a mais desenvolvida do país, em função dos investimentos em infraestrutura e tecnologia, a Hidrovia Paraná-Tietê integra as regiões produtoras de grãos, cana-de-açúcar e etanol do oeste do estado de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul ao alto Tietê.
No ponto mais a montante da hidrovia a carga transborda para rodovias, ferrovias e dutos, e chega aos centros consumidores e portos marítimos. São cerca de 1.653 km de vias fluviais navegáveis, interligando cinco estados brasileiros - Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Segundo dados da Administração da Hidrovia do Paraná (AHRANA) e do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH/SP), em 2013, foram transportados 6,28 milhões de toneladas pela hidrovia. Desse total, 3,8 milhões de toneladas passaram pelo rio Tietê no estado de São Paulo. Esse volume representa aproximadamente 13,5% do total transportado pela navegação interior no Brasil.

Os diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia (diretor-geral) e Adalberto Tokarski, estiveram na última terça-feira (10), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, para conversar sobre a retomada da navegação na Hidrovia Paraná-Tietê. A atividade está paralisada desde que as usinas de Três Irmãos e Ilha Solteira passaram a gerar mais energia, reduzindo o nível dos seus lagos, que são interligados pelo Canal Pereira Barreto. Os diretores da Antaq se reuniram com o diretor-presidente da Agência, Vicente Andreu Guillo, com o superintendente de Usos Múltiplos das Águas, Joaquim Gondin Filho, e com o coordenador de Articulação e Comunicação da autarquia, Antônio Félix Domingues.

“Nós estamos preocupados com o respeito ao uso múltiplo dos rios e o retorno da navegação na Hidrovia Paraná-Tietê, que ainda está sem uma solução à vista”, disse Povia, durante a audiência na ANA.

Povia salientou que a Antaq atua no sentido de viabilizar uma melhor logística para o Brasil, defendendo uma maior utilização do modal aquaviário, sobretudo do transporte fluvial e da cabotagem. “Precisamos aproveitar melhor o enorme potencial hidroviário do país para o transporte de cargas, principalmente cargas de menor valor agregado, grãos e minérios”, afirmou.

Responsável pela regulação e fiscalização da navegação e terminais na hidrovia, a Antaq entende que essa paralisação poderá prejudicar os esforços feitos no início deste ano pelo Governo Federal, com a participação da Antaq, para acabar com os engarrafamentos no escoamento da safra agrícola no Porto de Santos.

Em dois meses de implantação do Sistema de Gerenciamento de Trafego de Caminhões (SGTC), 21 autos de infração foram aplicados pela ANTAQ a 14 arrendatários de terminais do porto santista.

Além disso, o Governo Federal está realizando pesados investimentos para alavancar o transporte na hidrovia. Só a Transpetro, subsidiária da Petrobras, está investindo R$ 432 milhões na construção de 20 comboios com capacidade para transportar 6 mil toneladas de etanol por viagem. As novas embarcações têm previsão para começar a operar em 2015 e, conforme testes já realizados, poderão transportar 3,1 milhões de toneladas de etanol por ano.

Com recursos do PAC 2, também serão ser investidos pelo Governo Federal mais R$ 1 bilhão na hidrovia, recursos que somados aos investimentos alocados pelo governo de São Paulo totalizam cerca de R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, caso a hidrovia continue interrompida, a queda estimada na movimentação de carga, no período maio/novembro, será no mínimo de 2 milhões de toneladas de mercadorias, como soja, milho, farelo de soja, madeira e celulose.

“Isso equivale a 45 mil carretas bitrem de 45 toneladas circulando pelas estradas de São Paulo”, disse, destacando os impactos ambientais da paralisação com a maior emissão de gases do efeito estufa pelo modal rodoviário.


A hidrovia

Considerada a mais desenvolvida do país, em função dos investimentos em infraestrutura e tecnologia, a Hidrovia Paraná-Tietê integra as regiões produtoras de grãos, cana-de-açúcar e etanol do oeste do estado de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul ao alto Tietê.

No ponto mais a montante da hidrovia a carga transborda para rodovias, ferrovias e dutos, e chega aos centros consumidores e portos marítimos. São cerca de 1.653 km de vias fluviais navegáveis, interligando cinco estados brasileiros - Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Segundo dados da Administração da Hidrovia do Paraná (AHRANA) e do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH/SP), em 2013, foram transportados 6,28 milhões de toneladas pela hidrovia. Desse total, 3,8 milhões de toneladas passaram pelo rio Tietê no estado de São Paulo. Esse volume representa aproximadamente 13,5% do total transportado pela navegação interior no Brasil.

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