Rio Oil & Gas 2020

Discussões sobre inovação e importância das startups para o setor de O&G dão início a Rio Oil & Gas 2020

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
02/12/2020 13:00
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A Rio Oil & Gas 2020 teve início nesta segunda-feira (30/11) com o Starting Up, sessões de debates em parceria com a Petrobras sobre as oportunidades e desafios para as startups na indústria de O&G e energia. A Starting Up foi apresentada pelo jornalista especialista em digital, Pedro Doria, e encerrada pela presidente o IBP, Clarissa Lins.

Os painéis trouxeram discussões sobre como o setor de O&G pode ser atrativo para empreendedores, as oportunidades para as startups geradas pelo segmento e como tem se dado a integração entre a cadeia de O&G e as startups, visando à construção de ecossistemas. Além disso, foram apresentados cases de startups de sucesso e compartilhadas, com empreendedores que estão começando, bem como lições aprendidas sobre este mercado.

Divulgação

Juliano Dantas, gerente-executivo da Petrobras-Cenpes, afirmou que qualquer que seja a estratégia da companhia será muito importante acelerar os processos de inovação, e, certamente, as startups têm papel fundamental neste contexto, já que trabalham como velocidade e novos talentos e trazem um novo modelo de pensamento para a indústria tradicional. “Para isso acontecer de fato, temos de construir um ecossistema que permita novas formas de contrato entre os grandes players e as startups, além de engajar as empresas com esse propósito da inovação”, disse.

InstitucionalGustavo Araújo, CEO da Distrito, que reúne um dos ecossistemas de startups no Brasil, falou sobre o poder da inovação aberta. “O mercado está aprendendo que se manter conectado e ligado ao que está acontecendo ao seu redor é motor para a sua própria transformação. A inovação aberta acaba sendo muito eficiente num mundo em que as empresas têm que se transformar de maneira acelerada”, disse.

Ao analisar o mercado financeiro, por exemplo, antes de se abrir para a Fintechs, dois terços da população brasileira não tinham conta em banco, segundo Araújo. As fintechs reduziram essa taxa para 25%. “Podemos viver também um open energy, num mercado muito regulado. Isso irá gerar uma melhora de atendimento ao consumidor e custo menor de produção. Então, exercitar a inovação aberta é fundamental no setor de O&G, que já tem muita tecnologia, mas agora precisa passar a inovar nos seus modelos de negócio, atendimento ao consumidor, seguindo outros segmentos”, completou.

InstitucionalClaudia Diniz, diretora executiva do MiningHub, primeiro hub de inovação aberta do mundo no setor de mineração, explicou que as startups funcionam como um verdadeiro pilar de transformação do setor, ao empregar novas tecnologias para as áreas operacionais e administrativas. “É uma mudança cultural. Pegamos os desafios da nossa indústria e conversamos com todos os atores, entre fornecedores, pesquisadores e startups, para alcançarmos de forma rápida soluções para problemas comuns às mineradoras. O conhecimento gerado, ou seja, a propriedade intelectual dos projetos, continuam pertencendo às startups e, assim, fomentamos o empreendedorismo e a permanência dessas empresas no mercado”, afirmou.

“Acredito que nós, como IBP, temos de incentivar que esse tipo de hub seja criado no setor de O&G, já que somos uma plataforma de colaboração”, disse Clarissa Lins, presidente do IBP.

Ao encerrar a discussão, Christian Schock, diretor de O&G da Siemens, trouxe algumas dicas do que a empresa já está fazendo para contribuir para a descarbonização da indústria de óleo e gás, de olho no futuro. “É importante deixar claro que não iremos fazer todo o processo de transição energética do dia para a noite. Se olharmos para a história, todas as transições levaram cerca de 50 anos e agora não será diferente, visto que 80% da energia global ainda é baseada em hidrocarbonetos e a demanda vai aumentar 40% nas próximas duas décadas. A indústria de O&G sempre foi de grande inovação. Com a onda de descarbonização não será diferente e acredito que será ainda mais acelerado. A inovação é o grande foco da Siemens e, por isso, fomentamos startups a desenvolver soluções para os nossos parceiros”, concluiu.

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