Entrevista Exclusiva

Diversidade energética brasileira reforça protagonismo

A TN Petróleo, que há duas décadas vem discutindo a questão da sustentabilidade no setor de energia, criou a série SUSTENTABILIDADE: INDÚSTRIA DE O&G É PARTE DA SOLUÇÃO, dando voz representantes da cadeia produtiva, que estará reunida no SPE Brazil Sustainability Symposium (https://sbs2.spebrasil.org/), que a SPE Brasil realiza entre os dias 3 e 5 de outubro, no Rio de Janeiro. A TN Petróleo é mídia suporte desse evento que vai debater os caminhos para a indústria de óleo e gás ter protagonismo efetivo na transição energética.

Redação TN Petróleo/Beatriz Cardoso
29/09/2023 15:04
Diversidade energética brasileira reforça protagonismo Imagem: Divulgação Equinor Visualizações: 2449

A matriz energética majoritariamente limpa e grande diversidade de fontes renováveis favorecem o protagonismo da indústria de óleo e gás do Brasil na transição energética.  “O amplo potencial dos recursos energéticos faz do Brasil um dos países onde a Equinor tem buscado ativamente oportunidades em energia renovável e soluções de baixo carbono”, destaca Claudia Brun, vice-presidente de Novas Cadeias de Valor da Equinor. 

Reiterando o papel-chave da tecnologia na atuação da indústria de O&G nesse processo de transição, a executiva da Equinor vai participar no dia 4/10 da sessão sobre CCUS, falando sobre a utilização de CO2/ EOR no desenvolvimento da produção offshore.

Confira programação https://sbs2.spebrasil.org/programacao/

Porque a indústria de O&G deve ser protagonista dessa transição energética?
Claudia Brun – Nosso propósito na Equinor é transformar recursos naturais em energia para as pessoas e progresso para a sociedade. Neste sentido, acreditamos que estamos no lugar e momento ideais para liderar a transição energética. Temos a ambição de ser uma companhia neutra em emissões até 2050, com a estratégia de combinar a produção de óleo e gás, nossa expansão em renováveis e investimentos em novas tecnologias e cadeias de valor. 

O Brasil é um parceiro importante nessa jornada?
A Equinor considera o Brasil como um país-chave no desafio de redução de emissões da empresa a nível global. Vale relembrar que a Equinor é hoje a companhia no setor de O&G que produz com as menores emissões do mundo - cerca de 9 kg de CO2 por barril e, já em 2025, pretendemos reduzir ainda mais, mantendo essa média abaixo dos 8 kg. A média global da indústria é de 16 kg de CO2 por barril. 

De que forma a tecnologia, mais além da mudança de mindset, vai assegurar esse protagonismo?
A tecnologia é uma grande aliada em nossas operações para alcançarmos nossos objetivos e viabilizar a transição energética. Por exemplo, em Bacalhau, na bacia de Santos, primeiro campo do pré-sal brasileiro a ser operado por uma companhia internacional, utilizaremos a tecnologia de ciclo combinado em nosso FPSO. A tecnologia combina turbinas a gás com turbinas a vapor para tirar proveito do excesso de calor que, de outra forma, seria perdido nas turbinas a gás. Com isto, esperamos que as emissões em Bacalhau sejam menores que 9 kg de CO2 por barril produzido. 

Ainda sobre este tópico, temos outro exemplo, que é o investimento de cerca de R$ 42 milhões em parcerias de P&D com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O propósito é fomentar pesquisas que viabilizem o surgimento das tecnologias que contribuam diretamente com a transição energética e com a redução de emissões de carbono na indústria O&G. 

De que forma o fato de o Brasil ter uma matriz energética limpa e múltiplas alternativas em energias renováveis podem atrair novos investimentos que vão contribuir para uma economia de baixo carbono?
O amplo potencial dos recursos energéticos faz do Brasil um dos países onde a Equinor tem buscado ativamente oportunidades em energia renovável e soluções de baixo carbono. A primeira usina solar no portfólio global da empresa está no Brasil – o Complexo Solar de Apodi, no estado do Ceará. Mendubim, o segundo projeto solar do portfólio da Equinor no país, está em construção no estado do Rio Grande do Norte, em parceria com as também norueguesas Scatec e Hydro Rein. E estamos analisando potenciais projetos de energia eólica offshore no país, setor em que já somos referência no mundo.

Acreditamos que, tanto no âmbito de renováveis e de soluções de baixo carbono, a colaboração irrestrita entre consumidores, reguladores e a indústria é a chave para desenvolver novos mercados e estabelecer as fundações para a criação de valor sustentável. É desta forma que, na Equinor, pretendemos moldar o futuro da energia. 

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23