Gerdau

Diversificação inclui Oriente Médio e Sudeste Asiático

Jornal do Commercio
05/08/2008 05:04
Visualizações: 707

O presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, reiterou ontem, em palestra, que a estratégia de diversificação geográfica do grupo siderúrgico contempla novas regiões para o crescimento, citando a Europa, Ásia e incluindo o Oriente Médio entre elas.

 

O executivo disse que, na Ásia, o grupo continua olhando oportunidades na China, mas ao mesmo tempo afirmou que outros países do sudeste do continente interessam à Gerdau, como Tailândia e Vietnã. "Temos presença forte nas Américas e estamos olhando novas regiões. A China é o maior produtor e consumidor (de aço) e claro que continuamos avaliando", explicou.

 

A avaliação da China não exclui outros países da região. "Não tem eliminação nem exclusão", complementou, em entrevista após apresentar palestra em reunião da Associação do Aço do Rio Grande do Sul. Na Índia, onde a Gerdau tem joint venture, que pode servir à ampliação na Ásia, o foco é em aços para construção e especiais.

 

Na palestra, ele abordou a siderurgia mundial, a brasileira e os desafios da Gerdau.

 

Johannpeter disse que prossegue a consolidação da siderurgia mundial, lembrando que os cinco maiores produtores de aço detinham apenas 18% do total em 2007.

 

A Ásia continua sendo o motor do crescimento no setor, que prevê produzir 1,4 bilhão de toneladas em 2008, ante 1,3 bilhão de toneladas no ano passado. Nos Estados Unidos, há certa queda de consumo, comentou ele, mas há menos importações de produtos siderúrgicos. Ele reiterou que a situação tem beneficiado os fabricantes locais e permitido exportar a partir dos EUA, o que já foi verificado no começo do primeiro trimestre.

 

Na América Latina, o consumo crescerá 7% ao ano nos próximos dois anos, puxado pelo Brasil, disse Johannpeter. O Instituto Brasileiro de Siderurgia projeta consumo interno de 25 milhões de toneladas neste ano, ante produção de 37,6 milhões de toneladas.

 

A produção brasileira atende plenamente a demanda, a capacidade está sendo ampliada pelos fabricantes e não há falta de produtos em nenhuma linha, disse Johannpeter. Ele considerou que há possibilidade de direcionar mais produto para o mercado interno, reduzindo exportações, o que depende do comportamento da demanda.

 

Os países do Bric (Brasil, Índia, Rússia e China) responderam por 47% da produção de aço em 2007, ante 27% em 1998. O Brasil já teve custos entre os menores do mundo no setor, mas a perda de competitividade é uma preocupação para o futuro, analisou o executivo.

 

Parte das condições de competição está sendo afetada pelo câmbio, compensado atualmente pelo mercado interno. Questionado sobre novos aumentos nos preços de siderúrgicos, Johannpeter disse que a Gerdau não tem previsão, mas ponderou que as pressões de custos de matérias-primas tendem a prosseguir no segundo semestre.

 

O presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul, José Fernandes Martins, afirmou que toda a indústria metalúrgica está preocupada com possíveis aumentos do aço.

 

O produto subiu 30% em média até junho, há previsão de mais 15% de reajuste até o final de agosto e o setor comenta sobre mais 25% até dezembro.

 

As usinas, disse Martins, afirmam que os preços no mercado brasileiro ainda estão cerca de 10% abaixo dos internacionais, o que para ele é comportamento racional, já que o custo de produção do setor siderúrgico no País também é menor que o de concorrentes no exterior.

 

A Gerdau prevê investir US$ 6,347 bilhões entre 2008 e 2010, dos quais US$ 3,678 bilhões no Brasil (sem incluir aquisições). Os aços especiais receberão US$ 1,052 bilhão desse total. A capacidade instalada do grupo está em 26 milhões de toneladas e deve chegar a 29,365 milhões de toneladas em 2010.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.