Gerdau

Diversificação inclui Oriente Médio e Sudeste Asiático

Jornal do Commercio
05/08/2008 05:04
Visualizações: 639

O presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, reiterou ontem, em palestra, que a estratégia de diversificação geográfica do grupo siderúrgico contempla novas regiões para o crescimento, citando a Europa, Ásia e incluindo o Oriente Médio entre elas.

 

O executivo disse que, na Ásia, o grupo continua olhando oportunidades na China, mas ao mesmo tempo afirmou que outros países do sudeste do continente interessam à Gerdau, como Tailândia e Vietnã. "Temos presença forte nas Américas e estamos olhando novas regiões. A China é o maior produtor e consumidor (de aço) e claro que continuamos avaliando", explicou.

 

A avaliação da China não exclui outros países da região. "Não tem eliminação nem exclusão", complementou, em entrevista após apresentar palestra em reunião da Associação do Aço do Rio Grande do Sul. Na Índia, onde a Gerdau tem joint venture, que pode servir à ampliação na Ásia, o foco é em aços para construção e especiais.

 

Na palestra, ele abordou a siderurgia mundial, a brasileira e os desafios da Gerdau.

 

Johannpeter disse que prossegue a consolidação da siderurgia mundial, lembrando que os cinco maiores produtores de aço detinham apenas 18% do total em 2007.

 

A Ásia continua sendo o motor do crescimento no setor, que prevê produzir 1,4 bilhão de toneladas em 2008, ante 1,3 bilhão de toneladas no ano passado. Nos Estados Unidos, há certa queda de consumo, comentou ele, mas há menos importações de produtos siderúrgicos. Ele reiterou que a situação tem beneficiado os fabricantes locais e permitido exportar a partir dos EUA, o que já foi verificado no começo do primeiro trimestre.

 

Na América Latina, o consumo crescerá 7% ao ano nos próximos dois anos, puxado pelo Brasil, disse Johannpeter. O Instituto Brasileiro de Siderurgia projeta consumo interno de 25 milhões de toneladas neste ano, ante produção de 37,6 milhões de toneladas.

 

A produção brasileira atende plenamente a demanda, a capacidade está sendo ampliada pelos fabricantes e não há falta de produtos em nenhuma linha, disse Johannpeter. Ele considerou que há possibilidade de direcionar mais produto para o mercado interno, reduzindo exportações, o que depende do comportamento da demanda.

 

Os países do Bric (Brasil, Índia, Rússia e China) responderam por 47% da produção de aço em 2007, ante 27% em 1998. O Brasil já teve custos entre os menores do mundo no setor, mas a perda de competitividade é uma preocupação para o futuro, analisou o executivo.

 

Parte das condições de competição está sendo afetada pelo câmbio, compensado atualmente pelo mercado interno. Questionado sobre novos aumentos nos preços de siderúrgicos, Johannpeter disse que a Gerdau não tem previsão, mas ponderou que as pressões de custos de matérias-primas tendem a prosseguir no segundo semestre.

 

O presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul, José Fernandes Martins, afirmou que toda a indústria metalúrgica está preocupada com possíveis aumentos do aço.

 

O produto subiu 30% em média até junho, há previsão de mais 15% de reajuste até o final de agosto e o setor comenta sobre mais 25% até dezembro.

 

As usinas, disse Martins, afirmam que os preços no mercado brasileiro ainda estão cerca de 10% abaixo dos internacionais, o que para ele é comportamento racional, já que o custo de produção do setor siderúrgico no País também é menor que o de concorrentes no exterior.

 

A Gerdau prevê investir US$ 6,347 bilhões entre 2008 e 2010, dos quais US$ 3,678 bilhões no Brasil (sem incluir aquisições). Os aços especiais receberão US$ 1,052 bilhão desse total. A capacidade instalada do grupo está em 26 milhões de toneladas e deve chegar a 29,365 milhões de toneladas em 2010.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
Negócio
Vallourec conquista importantes contratos de line pipe c...
25/05/26
Bahia
Desenvolvimento Econômico impulsiona industrialização e ...
25/05/26
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
Meio Ambiente
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercad...
21/05/26
Mato Grosso
Setor elétrico de MT avança e prepara nova fase para ate...
21/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25