Negócios

Doris e Petrobras fecham contrato de US$ 1 milhão

 O Brasil será o quarto país a ter uma subsidiária do grupo. Os outros três são Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.<BR><BR>Para comandar a subsidiária brasileira, a Doris contratou o brasileiro Carlos Filipe Rizzo, que era assessor da presidência do grupo Kepel Fels Brasil, controlador do ...

Valor Econômico(Francisco Góes)
14/08/2006 21:00
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 O Brasil será o quarto país a ter uma subsidiária do grupo. Os outros três são Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

Para comandar a subsidiária brasileira, a Doris contratou o brasileiro Carlos Filipe Rizzo, que era assessor da presidência do grupo Kepel Fels Brasil, controlador do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). Rizzo será substituído pelo secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado, Alceu Mariano, que assumirá o cargo de diretor de relações institucionais da Kepels Fels.

Rizzo disse que a Doris deve assinar esta semana contrato de cerca de US$ 1 milhão com a Petrobras para revalidar os projetos básicos das plataformas P-55 e P-57. As duas plataformas serão construídas a partir de licitação aberta pela estatal. O executivo afirmou que a Doris deve participar de concorrência da estatal para executar os projetos básicos das plataformas P-56 e P-58.

Rizzo disse que os acionistas da subsidiária serão a própria Doris e a Unicontrol, empresa da área de sistemas de automação para plataformas de petróleo e gás. A Unicontrol é ligada à canadense Router, empresa que é uma das principais sócias da Doris Engineering, disse Rizzo. Outro acionista da Doris é a italiana Saipem, do segmento de afretamentos marítimos.

Este ano a Doris Engineering foi a ganhadora da Offshore Technology Conference (OTC) 2006. Rizzo diz que a empresa possui tecnologia de ponta na área de terminais flutuantes de gás natural liquefeito (GNL). Um dos clientes da Doris em projetos de engenharia para exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas é a também francesa Total. No Canadá, a Doris desenvolveu projeto de engenharia para uma plataforma semi-submersível de concreto resistente a icebergs.

Rizzo disse que a empresa vai focar sua atividade no Brasil em projetos de engenharia de exploração e produção e na área de gás e energia. A companhia francesa também poderá participar de consórcios de engenharia, montagem e construção para plataformas de produção de petróleo e gás. A idéia é explorar o nicho de alta tecnologia agregada.

De acordo com Rizzo, uma das especialidades da Doris é o desenvolvimento de tecnologia para terminais flutuantes de gás natural liquefeito. O principal cliente potencial é a Petrobras, mas a Doris pretende explorar sinergias entre suas subsidiárias do Brasil e dos EUA para buscar negócios em outros países da região, como a Venezuela.

Fonte: Valor Econômico(Francisco Góes)
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