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Duas cidades pólos da indústria naval e petrolífera, Niterói e Rio de Janeiro, vivem momento ímpar

Duas cidades pólos da indústria naval e petrolífera, Niterói e Rio de Janeiro, vivem um momento ímpar em suas histórias. Mas, nada há de louvável nisso. Sede da maior empresa brasileira (Petrobras) e berço da indústria naval nacio

Redação
08/04/2010 15:00
Duas cidades pólos da indústria naval e petrolífera, Niterói e Rio de Janeiro, vivem  momento ímpar Visualizações: 2005

Duas cidades pólos da indústria naval e petrolífera, Niterói e Rio de Janeiro, vivem um momento ímpar em suas histórias. Mas, nada há de louvável nisso.

Sede da maior empresa brasileira (Petrobras) e berço da indústria naval nacional (Niterói), as duas cidades, assim como o estado do Rio como um todo, que produz mais de 85% do petróleo do Brasil, estão todos reféns do caos. No caso de Niterói, litetalmente ilhada. Não há como fugir, os problemas estão por todos os  lados.

O fenômeno meteorológico que cai sobre a região é grave, mas o que é mais grave é percebermos que as duas cidades, e o estado, um dos mais importantes da União, não está preparado para episódios como esse. Nem de perto.  

A cobertura impecável de toda a mídia (com destaque para a Rádio CBN,  Globonews e diversos portais noticiosos da Internet)  para o drama que vem assolando as duas ciadades, mostram ao  país o tamanho do “desamparo”.

Os dramas mais graves, claro, acontecem com os menos providos de recursos financeiros. Mas, o resultado catastrófico das fortes chuvas e da falta de investimento político e estrutural é democrático. Muitas famílias de classe média alta sofrem dramas semelhantes.    

A atitude do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes em solicitar que as pessoas não circulassem pela cidade e só saissem de  casa se esta estivesse em risco, é louvável. Logo depois, o prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira tomou atitude semelhante. As atitudes são louváveis, sim, mas, apenas para o momento. Pois, o que se vê, de olhos arregalados, é terror além do que poderíamos imaginar. É resultado de descasos do poder público de longa data.     Em poucos dias, até aqui, já contamos mais de 150 óbitos no estado, boa parte em Niterói.

No Portal G1 lá está “Segundo a Defesa Civil, pelo menos 200 pessoas estão soterradas no deslizamento que atingiu o Morro do Bumba no Cubango, em Niterói, na Região Metropolitana no Rio, na noite de quarta-feira (7).”     Por outro lado,  nós temos a informação que  “o governo anunciou nesta quinta-feira (8) a liberação por meio de medida provisória de R$ 200 milhões ao Rio de Janeiro para o atendimento das emergências provocadas pelas chuvas no estado”. Entretanto, liberar a verba não é tudo. É preciso vontade política.  

A luta pelos royalties está na pauta. Mas, nós que vivemos o dia a dia da indústria do petróleo e da indústria naval, e contribuintes que somos, independentes de nossa ocupação, precisamos mais do que nunca saber onde esse “rico dinheirinho” vai ser aplicado. Pontes que levam nada a lugar nenhum, praças bonitas... mas, saneamento básico e retenção de encontas, por exemplo, tem que estar nestes investimentos. Nada temos contra as praças bonitas. É tudo questão de prioridade, é questão vital.  

    No Globo.com  consta a informação, já veiculada por vários órgãos de informação, que “O Tribunal de Contas da União divulgou um relatório que mostra que o dinheiro que deveria servir para prevenção e preparação para desastres, como o que se abateu sobre o Rio de Janeiro, não foi distribuído de acordo com parâmetros técnicos.

Segundo o tribunal, em 2008 e 2009, o Rio de Janeiro ficou com menos de 1% desse dinheiro. Já a Bahia, do ex-ministro Gedell Vieira Lima, que deixou o Ministério da Integração Nacional para disputar o governo do estado, ficou com 65%. Agora, com esses números nas mãos, ficou claro para o TCU que a distribuição de dinheiro feita pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, que é vinculada ao Ministério da Integração Nacional, não segue parâmetros muito técnicos, o que abre espaço para uso político de dinheiro público. O ex-ministro Geddel Vieira Lima tem uma explicação. Ele disse que a distribuição de recursos depende de projetos dos estados e municípios. A Bahia apresentou mais projetos”.   Curiosamente, Geddel Vieira é candidato ao governo baiano.  

  Torcemos que a tal verba distribuída para o estado, conforme constatou o TCU, tenha sido pelo menos bem aplicada e não resulte no que estamos vivenciando no estado do Rio de Janeiro.

TN Petróleo/Portal Naval

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