Evento

EAB: Brasil tem potencial para dobrar volume de exportações

Entidade participou da Enaex 2013.

Ascom EAB
23/08/2013 11:02
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O Brasil tem potencial para dobrar o volume de exportações, principalmente a de manufaturados, afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, na abertura da 32ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2013, no Rio de Janeiro. “O potencial brasileiro é enorme, basta ver que o país é a 7ª economia do mundo, mas ocupa o 22º lugar no ranking dos países exportadores”, destacou.
Em 2013, ressaltou Castro, o Brasil deverá pela primeira vez apresentar déficit na balança comercial. Ele estima que a participação do país no comércio mundial caia para 1,25% este ano. No ano passado, essa fatia foi de 1,33% e, em 2011, foi ainda maior: 1,41%. “Mas a vontade de exportar hoje é muito maior do que os problemas que temos”.
Também participaram da cerimônia de abertura o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, o ex-ministro da Fazenda e consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Ernane Galvêas, do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, e do diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, entre outros.
Políticas de Governo
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Daniel Godinho, apresentou durante o evento as políticas de comércio exterior do governo. Godinho defendeu a prorrogação e a ampliação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), mas destacou que há agora uma dificuldade de renovação do programa para 2014 por falta de espaço fiscal. “O Reintegra é uma medida que beneficia a exportação na veia, com efeitos importantes para o exportador. Quero dizer que o MDIC apoia a renovação e a ampliação do Reintegra”, afirmou. 
O secretário também defendeu a política de acordos comerciais do país. Segundo Godinho, o governo trabalha para construir um acordo multilateral na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim do ano; rebateu críticas de que o país está parado, destacando a rede de acordos na América Latina.
Infraestrutura logística
Para o diretor da CNI Carlos Abijaodi, o Brasil está em patamar muito abaixo da média dos países em mesmo estágio de desenvolvimento no aspecto de infraestrutura logística. Segundo ele, é preciso aumentar a densidade da malha ferroviária, expandir o sistema rodoviário e reduzir a defasagem tecnológica da gestão dos portos para reverter esse quadro. 
Abijaodi disse ainda que o Brasil precisa solucionar seus problemas internos e, ao mesmo tempo, buscar maior inserção internacional. “Temos uma base industrial bastante diversificada e esse ativo precisa ser complementado com uma maior exposição internacional”, destacou. E acrescentou: “Temos que aprimorar os ambientes público e privado para que o Brasil possa dar um salto de competitividade”.
Impactos do câmbio
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em seu painel sobre “Infraestrutura e logística - reflexos na competitividade” afirmou que o país não pode ficar à mercê do câmbio. “É necessário criar mecanismos que nos permitam atravessar períodos mais ou menos favoráveis sem que a estratégia de exportação seja afetada”, ressaltou. Para Coutinho, o país precisa acelerar seu ganho de produtividade na indústria e aperfeiçoar instrumentos de desoneração tributária.
Após a palestra de Coutinho, foram realizados outros dois painéis. “Multinacionais brasileiras - avanços na internacionalização” contou com a participação do CEO da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, e do embaixador Rubens Gama, diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores. No painel “OMC: o multilateralismo e conferência de Bali”, os debatedores foram o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel M. Godinho, e o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp e conselheiro da AEB.
O primeiro dia do evento terminou com a entrega do Prêmio Destaque de Comércio Exterior.

O Brasil tem potencial para dobrar o volume de exportações, principalmente a de manufaturados, afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, na abertura da 32ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2013, no Rio de Janeiro. “O potencial brasileiro é enorme, basta ver que o país é a 7ª economia do mundo, mas ocupa o 22º lugar no ranking dos países exportadores”, destacou.


Em 2013, ressaltou Castro, o Brasil deverá pela primeira vez apresentar déficit na balança comercial. Ele estima que a participação do país no comércio mundial caia para 1,25% este ano. No ano passado, essa fatia foi de 1,33% e, em 2011, foi ainda maior: 1,41%. “Mas a vontade de exportar hoje é muito maior do que os problemas que temos”.


Também participaram da cerimônia de abertura o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, o ex-ministro da Fazenda e consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Ernane Galvêas, do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, e do diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi, entre outros.



Políticas de Governo


O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Daniel Godinho, apresentou durante o evento as políticas de comércio exterior do governo. Godinho defendeu a prorrogação e a ampliação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), mas destacou que há agora uma dificuldade de renovação do programa para 2014 por falta de espaço fiscal. “O Reintegra é uma medida que beneficia a exportação na veia, com efeitos importantes para o exportador. Quero dizer que o MDIC apoia a renovação e a ampliação do Reintegra”, afirmou.


O secretário também defendeu a política de acordos comerciais do país. Segundo Godinho, o governo trabalha para construir um acordo multilateral na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim do ano; rebateu críticas de que o país está parado, destacando a rede de acordos na América Latina.



Infraestrutura logística


Para o diretor da CNI Carlos Abijaodi, o Brasil está em patamar muito abaixo da média dos países em mesmo estágio de desenvolvimento no aspecto de infraestrutura logística. Segundo ele, é preciso aumentar a densidade da malha ferroviária, expandir o sistema rodoviário e reduzir a defasagem tecnológica da gestão dos portos para reverter esse quadro.


Abijaodi disse ainda que o Brasil precisa solucionar seus problemas internos e, ao mesmo tempo, buscar maior inserção internacional. “Temos uma base industrial bastante diversificada e esse ativo precisa ser complementado com uma maior exposição internacional”, destacou. E acrescentou: “Temos que aprimorar os ambientes público e privado para que o Brasil possa dar um salto de competitividade”.



Impactos do câmbio


O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em seu painel sobre “Infraestrutura e logística - reflexos na competitividade” afirmou que o país não pode ficar à mercê do câmbio. “É necessário criar mecanismos que nos permitam atravessar períodos mais ou menos favoráveis sem que a estratégia de exportação seja afetada”, ressaltou. Para Coutinho, o país precisa acelerar seu ganho de produtividade na indústria e aperfeiçoar instrumentos de desoneração tributária.


Após a palestra de Coutinho, foram realizados outros dois painéis. “Multinacionais brasileiras - avanços na internacionalização” contou com a participação do CEO da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, e do embaixador Rubens Gama, diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores. No painel “OMC: o multilateralismo e conferência de Bali”, os debatedores foram o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel M. Godinho, e o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp e conselheiro da AEB.


O primeiro dia do evento terminou com a entrega do Prêmio Destaque de Comércio Exterior.

 

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