A EDP vai criar uma holding com a Sonangol Holdings, o Banco Privado Atlântico e a Finicapital, com vista a investir na produção de energia elétrica convencional e renovável em Angola, um mercado onde ainda não tem investimentos.
De acordo com um comunicado da elétrica portuguesa, o acordo entre as quatro entidades, firmado nesta quarta-feira, visa "o estabelecimento de parcerias nas áreas da produção de energia elétrica convencional - incluindo gás natural - e renovável em Angola".
A EDP, a Sonangol Holdings e o Banco Privado Atlântico entram na holding com participações iguais (30%), enquanto a Finicapital - Investimentos e Gestão ficará com os demais 10%, anunciou a elétrica portuguesa.
A parceria, explica a EDP, é válida por um período de cinco anos. "A continuidade de projetos concretos fica dependente da realização de estudos técnicos e econômicos que demonstrem a sua viabilidade e que venham a ser selecionados pelas partes".
Nesse caso, diz o comunicado, a EDP assumirá "uma participação máxima de 30% nesses projetos". A EDP considera que desta forma "passa a dispor de uma plataforma estável para a análise de eventuais oportunidades de negócio, mantendo o seu enfoque em áreas que integram o foco da sua atividade".
Atividade no país
No momento, a elétrica portuguesa apenas faz serviços de consultoria em Angola para clientes como o ministério angolano da Energia e a Empresa Nacional de Eletricidade (ENE).
No ano passado, a EDP faturou perto de 10 milhões de euros em serviços de consultoria em Angola. Segundo o jornal Sol, entre os trabalhos estão "a realização de estudos de viabilidade de projeto, o concurso para a reabilitação e expansão de um aproveitamento hidrelétrico e a concepção do plano Diretor de Desenvolvimento das Redes de alta tensão e média tensão de Luanda".
A empresa liderada também já fez fiscalização e supervisão do fornecimento de centrais a gás em Angola.
A EDP considera que a sua presença em Angola "tem permitido adquirir um conhecimento profundo do setor e dos desafios e oportunidades que se colocam, quer do ponto de vista das necessidades de investimento, quer do ponto de vista da estrutura organizativa e regulatória do setor".