Negócios

Eike tenta atrair parceria com Petrobras

Empresário quer desenvolver o Porto do Açu.

Folha de São Paulo
25/01/2013 10:24
Visualizações: 955

 

Depois de um ano difícil, em que viu sua fortuna encolher, o dono do grupo EBX, o empresário Eike Batista, busca apoio do governo para firmar uma aliança com a Petrobras e desenvolver um dos seus principais projetos: o Porto do Açu.
Segundo a 'Folha' apurou, Eike esteve em Brasília na semana passada com a presidente da República justamente para tentar a bênção de Dilma para um investimento da estatal no empreendimento.
Na quinta-feira (24), o empresário levou o ex-presidente Lula para conhecer o projeto, em São João da Barra (região norte do RJ).
Eike vem tentando se aproximar da Petrobras desde meados do ano passado. Como encontrou pouca receptividade em Graça Foster, presidente da estatal, decidiu concentrar esforços em Brasília.
De acordo com empresários cariocas, a intenção de se aproximar da estatal teria motivado Eike a contratar o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio de Gouvêa Vieira, como vice-presidente da EBX. Com origem no setor de petróleo e bom trânsito nos meios oficiais, Gouvêa Vieira teria papel importante nessa articulação.
Integrantes do Executivo em Brasília veem a negociação com a Petrobras com bons olhos. Alguns até defendem que se substitua investimentos no Porto do Rio, público, por negócios com Eike.
A 'Folha' apurou que a avaliação da Petrobras é que Açu poderia ser usado apenas como base de apoio para escoar a grande produção do pré-sal da bacia de Santos, mas isso não invalidaria investimentos no Porto do Rio.
Nas conversas da semana passada no Planalto, foi dito que a entrada da Petrobras em Açu poderia se dar por arrendamento de área ou por uma sociedade efetiva.
Ferrovia
Segundo apuração da 'Folha', Eike também foi buscar em Brasília uma solução para acelerar a ferrovia que dará acesso ao empreendimento, crucial para a operação.
A falta de infraestrutura ligando o porto ao mercado consumidor foi apontada pela siderúrgica estatal chinesa Wisco como motivo para desistir de se instalar em Açu.
Nas palavras de um assessor, Dilma Rousseff aprecia o que chama de "instinto animal" de Eike, um dos mais próximos hoje do Executivo. Entretanto, a bênção ainda não foi concedida: deu-se apenas um "OK" para o início das negociações.
A assessoria de Lula disse que o ex-presidente foi ao porto pela primeira vez, atendendo a convite feito há bastante tempo por Eike, e negou que o ex-presidente esteja costurando uma aproximação da EBX com a Petrobras.

Depois de um ano difícil, em que viu sua fortuna encolher, o dono do grupo EBX, o empresário Eike Batista, busca apoio do governo para firmar uma aliança com a Petrobras e desenvolver um dos seus principais projetos: o Porto do Açu.


Segundo a 'Folha' apurou, Eike esteve em Brasília na semana passada com a presidente da República justamente para tentar a bênção de Dilma para um investimento da estatal no empreendimento.


Na quinta-feira (24), o empresário levou o ex-presidente Lula para conhecer o projeto, em São João da Barra (região norte do RJ).


Eike vem tentando se aproximar da Petrobras desde meados do ano passado. Como encontrou pouca receptividade em Graça Foster, presidente da estatal, decidiu concentrar esforços em Brasília.


De acordo com empresários cariocas, a intenção de se aproximar da estatal teria motivado Eike a contratar o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio de Gouvêa Vieira, como vice-presidente da EBX. Com origem no setor de petróleo e bom trânsito nos meios oficiais, Gouvêa Vieira teria papel importante nessa articulação.


Integrantes do Executivo em Brasília veem a negociação com a Petrobras com bons olhos. Alguns até defendem que se substitua investimentos no Porto do Rio, público, por negócios com Eike.


A 'Folha' apurou que a avaliação da Petrobras é que Açu poderia ser usado apenas como base de apoio para escoar a grande produção do pré-sal da bacia de Santos, mas isso não invalidaria investimentos no Porto do Rio.


Nas conversas da semana passada no Planalto, foi dito que a entrada da Petrobras em Açu poderia se dar por arrendamento de área ou por uma sociedade efetiva.


Ferrovia


Segundo apuração da 'Folha', Eike também foi buscar em Brasília uma solução para acelerar a ferrovia que dará acesso ao empreendimento, crucial para a operação.


A falta de infraestrutura ligando o porto ao mercado consumidor foi apontada pela siderúrgica estatal chinesa Wisco como motivo para desistir de se instalar em Açu.


Nas palavras de um assessor, Dilma Rousseff aprecia o que chama de "instinto animal" de Eike, um dos mais próximos hoje do Executivo. Entretanto, a bênção ainda não foi concedida: deu-se apenas um "OK" para o início das negociações.


A assessoria de Lula disse que o ex-presidente foi ao porto pela primeira vez, atendendo a convite feito há bastante tempo por Eike, e negou que o ex-presidente esteja costurando uma aproximação da EBX com a Petrobras.

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