Negócios

Eletrobrás quer fatia maior de elétricas locais

Jornal do Commercio
27/08/2009 03:11
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A Eletrobrás estuda ampliar sua participação em empresas de distribuição de energia nas quais tem participação minoritária, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Astrogildo Quental. Uma das empresas que está na mira da Eletrobrás é a Celg, de Goiás. "Estamos olhando um possível aumento de participação, não só na Celg, como também em outras empresas onde estamos presentes, como Celpa, Ceal, Cemat e Cemar. A distribuição de energia se tornou um negócio importante para o grupo e queremos expandir nossa atuação", disse o executivo.



Um aporte da estatal na Celg era esperado como parte do acordo para resolver a dívida da distribuidora com Itaipu e os diversos fundos do setor elétrico, que hoje totaliza R$ 1 bilhão, com boa parte vencendo nos próximos anos. Quental informou, porém, que a questão da dívida está sendo equacionada com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que obteve autorização para emprestar dinheiro à companhia depois que esta se tornou adimplente junto ao governo federal. "A Celg é uma companhia de enorme potencial", disse Quental.



O diretor afirmou ainda que a Eletrobrás espera que o governo renove as concessões de usinas e serviços, cujos prazos terminam nos próximos anos, sobretudo em 2015. A decisão está a cargo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que inclusive já teria um relatório pronto para apresentar às autoridades do setor. Quental disse que se o Conselho optar por novas licitações, a Eletrobrás vai participar dos leilões.



mais participação. A empresa também estuda entrar nos novos leilões de geração e transmissão de energia em parceria com suas subsidiárias. A medida faz parte de um esforço para ampliar os ganhos da holding em suas relações com as subsidiárias. Segundo ele, a entrada direta da Eletrobrás permitiria à holding assumir diretamente os lucros de cada projeto. A ideia, portanto, é usar a experiência operacional das subsidiárias como parceiras, mas abocanhar parte do lucro com uma participação acionária em cada projeto. A Eletrobrás não está proibida de disputar leilões, mas até agora vem privilegiando a participação de suas subsidiárias, como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.



O executivo comentou os projetos de internacionalização da Eletrobrás. A companhia avalia empreendimentos em países da América Latina (Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Nicarágua e Honduras), da África (Moçambique, Angola, Namíbia e Marrocos) e da Ásia (Nepal). Quental disse que não esxiste nada de concreto nos Estados Unidos, mas que a companhia está atenta ao mercado norte-americano.

 

"Um projeto de integração como o brasileiro é conveniente para o mercado americano e a Eletrobrás se interessa. O ideal seria uma parceria com alguma empresa que já atua no país. O Conselho Consultivo da Eletrobrás sugeriu que a internacionalização seja feita em países com mais potencial e os Estados Unidos estão entre eles."

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