Energia

Eletrosul estuda linhas de Belo Monte

Leilão está previsto para acontecer no início de 2014.

Valor Econômico
09/12/2013 10:50
Visualizações: 717

 

A Eletrosul, braço de operações da Eletrobras na região Sul, se prepara para participar do leilão do sistema de transmissão que fará o escoamento da energia da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), para o Sudeste. O presidente da empresa, Eurides Mescolotto, afirmou ao 'Valor' que a companhia está preparada para disputar o leilão, mas a decisão final será da holding.
"Nos colocamos a disposição para disputar [as linhas de transmissão de] Belo Monte. Claro que estamos sempre sob orientação da holding [Eletrobras]", disse o executivo. "Estamos bem preparados se formos chamados para participar desse grande leilão de transmissão", completou.
O leilão do sistema de transmissão de Belo Monte está previsto para o início de 2014. De acordo com estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a principal linha do sistema terá 2.140 quilômetros de extensão, ligando a hidrelétrica a uma subestação em Minas Gerais, e investimentos de R$ 4 bilhões. A linha terá capacidade para escoar 4 mil megawatts (MW) em 800 quilovolts (kV) - nível de tensão inédito para o sistema brasileiro.
Ainda na área de transmissão, Mescolotto contou que o segundo circuito da linha de transmissão Porto Velho (RO) - Araraquara (SP) - o "linhão" do Madeira, que fará o escoamento da energia do complexo hidrelétrico, de quase 7 mil megawatts (MW), para o Sudeste - está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2014.
A estatal possui 24,5% do empreendimento, por meio do consórcio Norte Brasil Transmissora de Energia. Os demais sócios são a coligada Eletronorte (24,5%) e a espanhola Abengoa (51%). Segundo ele, o investimento na obra é de cerca de R$ 2 bilhões.
O primeiro circuito do "linhão", de mais de 2 mil quilômetros de extensão, já está em operação. O empreendimento pertence ao consórcio IE Madeira, formado por Cteep (51%), Chesf (24,5%) e Furnas (24,5%).
Mescolotto também afirmou que a companhia não deverá participar do próximo leilão de energia "A-5" (com início de fornecimento em 2018), marcado para sexta-feira, por não ter definido a estrutura financeira de seus projetos. "Não vamos participar desse leilão A-5 por uma questão de estruturação de projetos. Apesar de termos colocado projetos [no leilão], não vamos 'bidar'", explicou.
A Eletrosul foi uma das principais vencedoras do leilão A-3 (que negociou contratos com início de fornecimento em 2016), em agosto deste ano. A empresa vendeu energia de 15 projetos eólicos, que somam 212,5 MW de capacidade instalada, e investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão. Somando aos 570 MW de capacidade de projetos eólicos em operação e em construção, a Eletrosul tem R$ 3,5 bilhões de investimentos no setor.
"Realmente estamos descobrindo a nossa vocação nessa área de energia eólica", disse o presidente da estatal.
Com relação aos 15 parques negociados no leilão de agosto, o executivo disse que é possível a companhia buscar sócios para desenvolver os projetos, mas que até o momento a empresa permanece como única investidora.

A Eletrosul, braço de operações da Eletrobras na região Sul, se prepara para participar do leilão do sistema de transmissão que fará o escoamento da energia da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), para o Sudeste. O presidente da empresa, Eurides Mescolotto, afirmou ao 'Valor' que a companhia está preparada para disputar o leilão, mas a decisão final será da holding.

"Nos colocamos a disposição para disputar [as linhas de transmissão de] Belo Monte. Claro que estamos sempre sob orientação da holding [Eletrobras]", disse o executivo. "Estamos bem preparados se formos chamados para participar desse grande leilão de transmissão", completou.

O leilão do sistema de transmissão de Belo Monte está previsto para o início de 2014. De acordo com estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a principal linha do sistema terá 2.140 quilômetros de extensão, ligando a hidrelétrica a uma subestação em Minas Gerais, e investimentos de R$ 4 bilhões. A linha terá capacidade para escoar 4 mil megawatts (MW) em 800 quilovolts (kV) - nível de tensão inédito para o sistema brasileiro.

Ainda na área de transmissão, Mescolotto contou que o segundo circuito da linha de transmissão Porto Velho (RO) - Araraquara (SP) - o "linhão" do Madeira, que fará o escoamento da energia do complexo hidrelétrico, de quase 7 mil megawatts (MW), para o Sudeste - está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2014.

A estatal possui 24,5% do empreendimento, por meio do consórcio Norte Brasil Transmissora de Energia. Os demais sócios são a coligada Eletronorte (24,5%) e a espanhola Abengoa (51%). Segundo ele, o investimento na obra é de cerca de R$ 2 bilhões.

O primeiro circuito do "linhão", de mais de 2 mil quilômetros de extensão, já está em operação. O empreendimento pertence ao consórcio IE Madeira, formado por Cteep (51%), Chesf (24,5%) e Furnas (24,5%).

Mescolotto também afirmou que a companhia não deverá participar do próximo leilão de energia "A-5" (com início de fornecimento em 2018), marcado para sexta-feira, por não ter definido a estrutura financeira de seus projetos. "Não vamos participar desse leilão A-5 por uma questão de estruturação de projetos. Apesar de termos colocado projetos [no leilão], não vamos 'bidar'", explicou.

A Eletrosul foi uma das principais vencedoras do leilão A-3 (que negociou contratos com início de fornecimento em 2016), em agosto deste ano. A empresa vendeu energia de 15 projetos eólicos, que somam 212,5 MW de capacidade instalada, e investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão. Somando aos 570 MW de capacidade de projetos eólicos em operação e em construção, a Eletrosul tem R$ 3,5 bilhões de investimentos no setor.

"Realmente estamos descobrindo a nossa vocação nessa área de energia eólica", disse o presidente da estatal.

Com relação aos 15 parques negociados no leilão de agosto, o executivo disse que é possível a companhia buscar sócios para desenvolver os projetos, mas que até o momento a empresa permanece como única investidora.

 

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