Energia

Eletrosul quer parceria acadêmica para pesquisas de purificação de silício

Subsidiária da Eletrobras vai investir na produção de energia solar para dominar o enriquecimento de silício, última etapa para que o Brasil domine totalmente a tecnologia de fabricação de painéis de geração de energia fotovoltaica. Edital lançado considera a produção de 200 painéis so

Redação/ Agências
04/07/2011 18:19
Visualizações: 544
A Eletrosul pretende investir até R$ 20 milhões para dominar o enriquecimento de silício, última etapa para que o Brasil domine totalmente a tecnologia de fabricação de painéis de geração de energia fotovoltaica. O edital para recebimento de propostas foi lançado na semana passada e considera a produção de 200 painéis solares totalmente fabricados no país.

As empresas e instituições interessadas em participar da licitação têm até 11 de agosto para entregar as propostas. A companhia vai analisar as ofertas em até 45 dias e depois disso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terá até 60 dias para se manifestar a respeito do projeto escolhido pela empresa.

"É bem possível que a gente comece 2012 com o projeto andando", disse Jorge Luis Alves, gerente do departamento de pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética da Eletrosul.

A subsidiária da Eletrobras não estipulou prazo para a entrega dos painéis, variável que vai contar pontos na licitação. Além do prazo de entrega, a Eletrosul vai analisar o custo dos projetos apresentados, os parâmetros técnicos das propostas e o histórico dos proponentes antes de escolher uma das ofertas e apresentá-la à Aneel.
 
No mundo, apenas China, Alemanha, Japão, Dinamarca e EUA têm domínio da tecnologia de purificação do silício

A análise da agência reguladora é necessária porque o projeto de pesquisa faz parte do grupo de programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que a companhia é obrigada a desenvolver. Pelas regras da Aneel, as companhias do setor têm que destinar ao menos 0,4% da receita operacional líquida (ROL) para o setor de P&D.

Depois do desenvolvimento do projeto, a Eletrosul terá direito à patente da tecnologia de purificação do silício e fabricação dos painéis fotovoltaicos e poderá cedê-la a algum interessado em produzir painéis no país. "Nosso interesse é fomentar a tecnologia e não fabricar os painéis. Poderemos licenciar o projeto para quem tiver interesse", frisou Alves.

Atualmente, o Brasil produz o silício em grau metalúrgico e exporta o produto que é beneficiado no exterior. No mundo, apenas Alemanha, China, Japão, Dinamarca e Estados Unidos dominam a tecnologia de purificação do produto, necessária para o uso do silício na geração de energia solar.

Alves explicou que a Eletrosul foi a subsidiária da Eletrobras escolhida para desenvolver a tecnologia de geração de energia a partir da radiação solar. Atualmente a empresa desenvolve o projeto "Megawatt Solar", que pretende colocar em operação ainda este ano a maior usina de energia fotovoltaica do país, no telhado da sede da empresa e na cobertura dos estacionamentos da companhia em Florianópolis.

Quando atingir o pico de geração, o "Megawatt Solar" poderá produzir até 1.200 megawatts-hora por ano, o suficiente para o consumo de 570 residências. A empresa também opera um projeto piloto desde junho de 2009, que serve para consumo da sede catarinense da estatal.

A capacidade de geração da Eletrosul se limita hoje a um complexo eólico, Cerro Chato, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, onde a estatal tem 90% de participação e a Wobben outros 10%. Cerro Chato tem capacidade instalada de 90 MW, mas hoje produz apenas 18 MW. Além disso, há outros empreendimentos em construção, como as usinas hidrelétricas de Passo São João, com 77 MW no Rio Grande do Sul; de São Domingos, com 48 MW de capacidade no Mato Grosso do Sul; e Mauá, no Paraná, com 61 MW de potência instalada, em parceria com a Copel.

No portfólio da companhia também está a participação na hidrelétrica de Jirau, que terá capacidade de gerar 3.450 MW em Rondônia. No projeto, a Eletrosul tem 20% do consórcio Energia Sustentável, que tem ainda a Suez, com 50%; a Chesf, com 20%; e a Camargo Corrêa, com 10%. A estatal também participa, com 24,5% do consórcio da hidrelétrica de Teles Pires, no Mato Grosso, que poderá gerar até 1.820 MW.

No total, a carteira de empreendimentos da companhia soma um potencial de produção de até 5,88 mil MW.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.