Negócios

Em tempo de crise global, aumentam exportações de Portugal para o Brasil

Principal produto importado entre janeiro e julho foi gasolina processada.

Agência Brasil
06/09/2012 10:24
Visualizações: 1004

 

As exportações de Portugal para o Brasil em 2011 chegaram a 1,58 bilhões de euros, de acordo com o site do Ministério de Negócios Estrangeiros de Portugal. O governo português comemora o aumento das vendas.
“É extraordinário que Portugal consiga aumentar as exportações quando a economia está em recessão, e a maioria dos mercados importantes na Europa está em recessão ou estagnação”, disse o chanceler português Paulo Portas ao participar na quarta-feira (5) de encontro com empresários brasileiros em São Paulo.
Em 2012, as exportações portuguesas para o Brasil continuaram aumentando. Segundo Portas, houve um aumento de 9% nas vendas para o mercado brasileiro no primeiro semestre deste ano.
O aumento das exportações portuguesas para o Brasil tende a equilibrar a balança comercial, ainda favorável aos brasileiros. Em julho de 2011, o saldo comercial foi US$ 221 milhões positivos para o Brasil; em julho de 2012, foi US$ 20,4 milhões - menos de um décimo do valor anterior, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Conforme o MDIC, o principal produto importado de Portugal (em valores) entre janeiro e julho de 2012 foi a gasolina processada (US$ 33,1 bilhões em compra). Na pauta de exportação do Brasil, os principais produtos são soja triturada e petróleo (óleo bruto).
O Brasil (junto com a África e a China) tem sido visto pelos portugueses como um parceiro estratégico em momento de crise nos mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos. Além de aumentar as exportações, empresários acreditam que o governo português quer que empresas brasileiras participem das privatizações de estatais (como a companhia aérea TAP), que serão vendidas para diminuir o déficit fiscal (conforme exigência de acordo com o FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu).
Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal do Distrito Federal, Fernando Brites, as empresas brasileiras e o governo deveriam olhar com mais atenção para Portugal. “O Brasil precisa botar um pé em Portugal para alcançar a Europa”, disse ele à "Agência Brasil".
Brites lembrou que Portugal tem o porto na Europa mais próximo do Brasil e que quando a Ferrovia Norte-Sul estiver escoando as commodities produzidas no país (como soja e minério de ferro) pelo Maranhão (Porto de Itaqui), o Brasil poderá levar seus produtos para o Sul da Europa a preços mais competitivos do que faz pelos portos da Holanda e da Alemanha.
Apesar do interesse de alguns segmentos empresariais, a participação brasileira na economia portuguesa ainda é limitada em comparação aos países da União Europeia e à China, que este ano adquiriu uma grande empresa de energia elétrica em Portugal, vencendo disputa com o Brasil.
A proposta formulada pelo Brasil teve o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo a assessoria do banco, nenhuma outra empresa encaminhou consulta formal para instalação de unidades em Portugal ou aquisição de empresas.
Neste 7 de setembro, em Brasília, os governo dos dois países lançam o ano de Portugal no Brasil e o ano do Brasil em Portugal. O objetivo é promover atividades culturais e empresariais e de  intercâmbio científico e tecnológico.
Os portugueses têm interesse de projetar Portugal no Brasil como país moderno, tecnologicamente avançado, com vasto patrimônio histórico e uma importante produção cultural. Portugal é um dos principais destinos de interesse de pesquisadores brasileiros que se candidatam a bolsas do Programa Ciência sem Fonteira.
Nesta quinta-feira (6), em Brasília, o chanceler brasileiro Antonio Patriota recebe o ministro português Paulo Portas.

As exportações de Portugal para o Brasil em 2011 chegaram a 1,58 bilhões de euros, de acordo com o site do Ministério de Negócios Estrangeiros de Portugal. O governo português comemora o aumento das vendas.


“É extraordinário que Portugal consiga aumentar as exportações quando a economia está em recessão, e a maioria dos mercados importantes na Europa está em recessão ou estagnação”, disse o chanceler português Paulo Portas ao participar na quarta-feira (5) de encontro com empresários brasileiros em São Paulo.


Em 2012, as exportações portuguesas para o Brasil continuaram aumentando. Segundo Portas, houve um aumento de 9% nas vendas para o mercado brasileiro no primeiro semestre deste ano.


O aumento das exportações portuguesas para o Brasil tende a equilibrar a balança comercial, ainda favorável aos brasileiros. Em julho de 2011, o saldo comercial foi US$ 221 milhões positivos para o Brasil; em julho de 2012, foi US$ 20,4 milhões - menos de um décimo do valor anterior, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Conforme o MDIC, o principal produto importado de Portugal (em valores) entre janeiro e julho de 2012 foi a gasolina processada (US$ 33,1 bilhões em compra). Na pauta de exportação do Brasil, os principais produtos são soja triturada e petróleo (óleo bruto).


O Brasil (junto com a África e a China) tem sido visto pelos portugueses como um parceiro estratégico em momento de crise nos mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos. Além de aumentar as exportações, empresários acreditam que o governo português quer que empresas brasileiras participem das privatizações de estatais (como a companhia aérea TAP), que serão vendidas para diminuir o déficit fiscal (conforme exigência de acordo com o FMI, a União Europeia e o Banco Central Europeu).


Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal do Distrito Federal, Fernando Brites, as empresas brasileiras e o governo deveriam olhar com mais atenção para Portugal. “O Brasil precisa botar um pé em Portugal para alcançar a Europa”, disse ele à "Agência Brasil".


Brites lembrou que Portugal tem o porto na Europa mais próximo do Brasil e que quando a Ferrovia Norte-Sul estiver escoando as commodities produzidas no país (como soja e minério de ferro) pelo Maranhão (Porto de Itaqui), o Brasil poderá levar seus produtos para o Sul da Europa a preços mais competitivos do que faz pelos portos da Holanda e da Alemanha.


Apesar do interesse de alguns segmentos empresariais, a participação brasileira na economia portuguesa ainda é limitada em comparação aos países da União Europeia e à China, que este ano adquiriu uma grande empresa de energia elétrica em Portugal, vencendo disputa com o Brasil.


A proposta formulada pelo Brasil teve o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo a assessoria do banco, nenhuma outra empresa encaminhou consulta formal para instalação de unidades em Portugal ou aquisição de empresas.


Neste 7 de setembro, em Brasília, os governo dos dois países lançam o ano de Portugal no Brasil e o ano do Brasil em Portugal. O objetivo é promover atividades culturais e empresariais e de  intercâmbio científico e tecnológico.


Os portugueses têm interesse de projetar Portugal no Brasil como país moderno, tecnologicamente avançado, com vasto patrimônio histórico e uma importante produção cultural. Portugal é um dos principais destinos de interesse de pesquisadores brasileiros que se candidatam a bolsas do Programa Ciência sem Fonteira.


Nesta quinta-feira (6), em Brasília, o chanceler brasileiro Antonio Patriota recebe o ministro português Paulo Portas.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.