Além das geradoras de energia, todas as grandes empreiteiras devem compor consórcios para terem liderança na construção da usina de Teles Pires. As subsidiárias da Eletrobras também deverão fazer parte dos consórcios, como, em regra, tem ocorrido nas últimas concessões.
Tamanho interesse pelo projeto tem relação, em parte, pela baixa resistência local ao empreendimento, além do número reduzido de pessoas que habitam a região. São 303 famílias que serão atingidas, ou 1.111 moradores.
Uma pequena parte desse contingente precisará ser removida das áreas -os números terão de ser confirmados pelo vencedor do leilão, mas foi pouco questionado nas audiências públicas.
O que fica claro após as principais audiências para discussão do aproveitamento hidrelétrico de Teles Pires é que o governo conseguiu, pós-Belo Monte, quebrar a resistência de organizações contrárias à implantação de novos empreendimentos hidrelétricos dentro da região amazônica. Além das cinco usinas do Teles Pires, o governo prepara outras cinco hidrelétricas no chamado Complexo Tapajós.