Internacional

Empresa brasileira deverá participar de concessão de estaleiro português

O governo português anunciou que poderá receber até 14 propostas de empresas privadas para a concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no Norte do país. Segundo a Embaixada do Brasil em Lisboa, uma empresa brasileira (Rio Nave, do grupo carioca Estai) dev

Agência Brasil
22/08/2013 10:03
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O governo português anunciou que poderá receber até 14 propostas de empresas privadas para a concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no Norte do país. Segundo a Embaixada do Brasil em Lisboa, uma empresa brasileira (Rio Nave, do grupo carioca Estai) deverá participar da seleção da concessão que vai vigorar até 2031.
 

A previsão é de que a escolha da empresa concessionária ocorra no próximo mês. A concessão de serviços e privatização de empresas é uma das medidas para redução da dívida pública de Portugal (em torno de 130% do Produto Interno Bruto) e o alcance das metas de déficit, conforme exigência de programa de ajuda financeira e ajustamento econômico acordado em 2011 com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.
 

De acordo com a Agência Lusa, a oferta de remuneração ao Estado pelos concessionários terá peso de 70% na avaliação das propostas. Os portugueses também observarão o volume de caução depositado que "não poderá ser inferior a 5% da soma das rendas anuais [remuneração pelas instalações e terreno] propostas durante todo o período da subconcessão", informa a Lusa.
 

A concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo enfrenta forte resistência do movimento sindical e é criticada pela oposição na Assembleia da República. O Partido Socialista apresentou hoje (21) um projeto de apreciação parlamentar para revisão do decreto-lei do governo que definiu as regras da concessão.
 

Entre os representantes dos trabalhadores e políticos da oposição há o temor que a concessão cause a dispensa de empregados (620 postos de trabalho) e agrave a taxa de desemprego (16,9% no último trimestre).
 

O governo, no entanto, avalia que não ocorrerá demissões. “Em um juízo de normalidade, quem quer manter atividade e cumprir encomendas, é evidente que não vai dispensar funcionários”, disse o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar Branco, durante audiência no mês passado na Comissão Parlamentar de Defesa, na Assembleia da República.
 

A participação na licitação de concessionário do estaleiro português não será a primeira tentativa de empresas brasileiras no programa de privatização português. Companhias com capital brasileiro tentaram recentemente (sem sucesso) participar das privatizações da empresa ANA, responsável pelos aeroportos de Portugal; da distribuidora de energia REN; e da companhia geradora EDP.
 

Até mesmo a privatização da companhia aérea TAP, com proposta de uma empresa brasileira, o processo de venda foi interrompido por falta de garantia da proponente.
 

De acordo com a Embaixada do Brasil, é orientação do governo Dilma estimular ao máximo a participação de empresas brasileiras no programa de privatização português, inclusive com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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