Energia

Encaminhamento da questão das concessões pode gerar economia de R$15 bi para o país

Cálculos da ABRACE consideram diferença entre o custo real da energia das usinas cujas concessões estão por vencer e o valor médio praticado no mercado, entre outros aspectos.

Redação
18/10/2011 10:45
Visualizações: 423
O governo brasileiro pode reduzir os custos da sociedade em cerca de R$ 15 bilhões com energia se distribuir adequadamente o benefício das concessões de geração e transmissão que vencem nos próximos anos. O cálculo é da ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres).
 
Desse montante, R$ 7 bilhões referem-se à diferença entre o custo real da energia das usinas cujas concessões estão por vencer e o valor médio cobrado no mercado. No caso das transmissoras, o abatimento é da ordem de R$ 3 bilhões. O cálculo considera ainda que se aproveite a oportunidade de discussão das concessões para se interromper a cobrança da Reserva Global de Reversão (RGR), cujo custo para os consumidores é de R$ 2 bilhões por ano. Por fim, a redução de custos seria alavancada pela consequente diminuição de PIS e Cofins.
 
“Independente da opção pela renovação ou nova licitação das concessões, o importante é que os benefícios desse processo sejam destinados aos consumidores de energia. Esta é a grande oportunidade de se reverter um processo que ampliou em mais de 100% o custo da energia para a indústria nacional nos últimos dez anos”, afirma o presidente-executivo da ABRACE, Paulo Pedrosa. “A energia cara destrói valor da economia brasileira e compromete a competitividade nacional no exato momento em que ela é fundamental para afastar do País a crise que assola as grandes economias do mundo”, completa.
 
Principais pontos defendidos pela ABRACE com relação ao vencimento das concessões:
 
- A União não deve usar os benefícios alcançados para se beneficiar - tendo em vista que foram os consumidores de energia que contribuíram para a construção dos empreendimentos, não é correto que, no momento da instituição de um novo período de concessão, os benefícios decorrentes sejam apropriados pela União ou por outros agentes, em detrimento da modicidade tarifária.
 
- Avaliação adequada do valor dos ativos - levando-se em consideração que os consumidores já pagaram pela amortização dos investimentos por décadas, caso os valores sejam considerados de forma equivocada, os consumidores serão onerados diretamente, por meio do preço da energia em caso de renovação, ou indiretamente, ao compor o lance dos vencedores e em seguida o preço da energia no caso de licitação.
 
- Garantia de isonomia de custos - é imprescindível que seja garantida a aplicação do Princípio da Isonomia, tanto no acesso à energia quanto nos valores pagos pelos consumidores (preços/tarifas), sejam os consumidores cativos ou livres. A isonomia também deve ser aplicada em relação às geradoras. Nesse sentido, vale observar que as concessionárias estatais não correspondem diretamente ao Poder Concedente e que uma solução que lhes proporcione ganhos adicionais seria questionável por beneficiar investidores privados e governos estaduais.
 
- Maior eficiência da Operação e Manutenção (O&M) das usinas - observa-se que, de maneira geral, os custos registrados de O&M das empresas cujas concessões estão por vencer são maiores dos que os utilizados como referência para precificação de usinas novas, sem que seja justificada a razão que leva à divergência de valores. Os custos de O&M das usinas devem refletir a obrigatoriedade de eficiência da concessionária na prestação do serviço e considerar as melhores práticas nacionais e internacionais. 
 
- Interrupção da cobrança da Reserva Global de Reversão (RGR) - estima-se que os recursos recolhidos por meio do encargo, corroídos pela baixa remuneração do fundo, são insuficientes para as indenizações necessárias e muito possivelmente não poderão ser usados no processo. Sendo assim, não faz sentido a manutenção da cobrança do encargo. O fim da RGR resultará em um ganho adicional de R$ 2 bilhões por ano.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Negócio
Supergasbras assina primeiro contrato de fornecimento de...
06/07/26
Posicionamento IBP
Mudança do instrumento não corrige as ilegalidades do Im...
06/07/26
Pessoas
Alessandro Cantarino assume o cargo de Vice-Presidente E...
06/07/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana com mercado dividido entre queda...
06/07/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 11 milhões em infraestrutura de gás e...
06/07/26
Transpetro
Transpetro realiza primeiro abastecimento da frota com c...
06/07/26
BOGE 2026
Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização d...
04/07/26
Combustíveis
Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina após qu...
03/07/26
Financiamento
FAPESP destina R$ 50 milhões para projetos de inovação e...
03/07/26
Pessoas
Alessandra Davolio Gomes assume a direção de um dos maio...
02/07/26
Bacia Potiguar
BRAVA Energia inaugura Centro de Operações Integradas e ...
02/07/26
Tecnologia e Inovação
ABPIP desenvolve ecossistema próprio de inteligência art...
02/07/26
Etanol de milho
Atvos lança Pedra Fundamental da primeira planta de etan...
02/07/26
Reconhecimento
Constellation é a única empresa do setor de perfuração d...
02/07/26
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.