Energia

Energ Power vai equipar Santo Antonio

Valor Econômico
14/08/2009 03:42
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A empresa mineira de engenharia Energ Power dobrou sua carteira neste ano com apenas um contrato: o de fornecimento de equipamentos auxiliares para a usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O negócio de R$ 200 milhões fechado com a Odebrecht, apesar de ser significativo para a Energ Power, é pequeno para os padrões da usina, que vai ter um investimento total de R$ 13,5 bilhões.

 

A principal característica da Energ Power é ser uma intermediadora, ela não produz equipamentos. Para conseguir mercado e competir com fornecedores como Alstom, Siemens e ABB, ela tem negociado com fornecedores não tão tradicionais no mercado brasileiro. Foi dessa forma que a empresa trouxe turbinas russas para o Brasil, ao fechar contratos com a Neoenergia há pouco mais de um ano, com preços bastante competitivos. Um atraso na entrega por parte dos russos chegou a gerar pendengas com a Neoenergia. De qualquer forma as turbinas foram entregues e a hidrelétrica de Corumbá III, construída pela empresa carioca, já recebeu os equipamentos.

 

O diretor comercial da Energ Power, Jorge Augusto dos Santos, diz que a carteira da empresa é de R$ 400 milhões, em função do negócio fechado com a Odebrecht. Entre os equipamentos auxiliares que vai fornecer para as 44 turbinas que serão usadas em Santo Antônio estão os sistemas anti-incêncio, de ar comprimido, de esgotamento, elevadores, material de instalação, ponte rolante para a área de montagem, entre outros. Santos afirma que todos os equipamentos para a usina serão comprados no mercado brasileiro.

 

Este é um dos últimos contratos de fornecimento fechados pela Odebrecht para a obra de Santo Antônio. O diretor do consórcio construtor da usina, José Bonifácio Júnior, diz que apesar de fazer quase um ano que a usina está em construção, só agora este contrato foi fechado por se tratar de fornecimento de auxiliares mecânicos. Era preciso que os principais fornecedores prestassem mais informações para definir exatamente o escopo para tais equipamentos auxiliares.

 

Os principais fornecedores estão reunidos em um consórcio industrial, formado por Alstom, Voith Siemens, Vatech, ABB e Areva, num negócio que hoje está em R$ 4 bilhões. Os valores são corrigidos por uma fórmula paramétrica que inclui variações de cotações do cobre e alumínio na bolsa de Londres. Com quase um ano em construção, cerca de 12% da obra da usina foi concluída e os primeiros equipamentos começaram a ser instalados. Bonifácio diz que começou a montagem de tubos de sucção, usados para a saída da água.

 

A Odebrecht além de líder do consórcio construtor, em um contrato de R$ 10 bilhões, é também a principal sócia da usina. Apesar de ter menos de 20% na participação da sociedade, ela é majoritária em função de um acordo de acionistas feito com o Fundo de Investimentos em Participações Amazônia Energia e a construtora Andrade Gutierrez. O fundo hoje pertence ao Banif, Santander e ao fundo de investimento do FGTS. Os outros sócios da usina são Cemig e Furnas.

 

Os contratos de fornecimento para a usina de Santo Antônio são todos fechados com a Odebrecht e não com a concessionária. A construtora foi contratada como um EPC - em que a empreiteira faz toda a intermediação de suprimento, obras civis e engenharia.

 

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