Energias Renováveis

Energia Eólica fecha 2012 com 2% de participação na matriz energética brasileira

Capacidade instalada atual gera energia a quatro milhões de residências.

Redação
10/12/2012 14:10
Energia Eólica fecha 2012 com 2% de participação na matriz energética brasileira Imagem: Divulgação Visualizações: 2119

 

Energia Eólica fecha 2012 com 2% de participação na matriz energética brasileira
2012 foi o ano de consolidação da energia eólica como fonte de energia no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). O país vai encerrar o ano de com 2.4 GW de potência eólica instalada e 2% de participação na matriz elétrica brasileira. 
“Essa capacidade instalada representa, de fato, a efetiva inserção da indústria eólica no País. Somente em 2012 instalamos 38 novos parques eólicos, totalizando 106 empreendimentos, e acrescentamos 1 GW no sistema. Esse mesmo volume foi injetado anteriormente em um período de 13 anos, de 1998 a 2011. Tivemos um salto virtuoso”, destaca.
A capacidade instalada atual possibilita o fornecimento de energia a quatro milhões de residências.  “É uma fonte limpa e renovável, que gera empregos e renda para o Brasil. Em 2012 foram gerados 15 mil empregos diretos e temos, hoje, 11 fabricantes instalados no País. No último ano foram investidos no setor certa de R$ 7 bilhões de reais e a previsão é chegar a R$ 50 bilhões até 2020”, ressalta Elbia.
Além dos números do segmento, dados do Plano Decenal de Energia (PDE 2021), documento do governo federal que define metas do setor de energia para o período        2012-2021, evidenciam o crescimento surpreendente da fonte eólica no Brasil. Segundo o PDE 2021, a participação eólica na matriz elétrica chegará a 9% em 2021, com 16 GW instalados.
Nesse processo crescente de inserção da fonte eólica, com crescimento exponencial, o setor enfrentou desafios importantes ao longo de 2012. “A logística de transporte e de transmissão, no caso o atraso das ICGs, a revisão das regras no credenciamento dos fabricantes na linha de financiamento Finame, oferecida pelo BNDES, os sucessivos adiamentos dos leilões e a publicação da MP 579 sinalizaram momentos sensíveis para o setor. A ABEEólica trabalhou ativamente na mediação e interlocução com empresas e instituições governamentais para conciliar os interesses da indústria”, avalia Elbia.  
Para o próximo ano, o Brasil atingirá 4 GW de capacidade instalada e, com isso, o país saltará da atual 16ª posição para se posicionar entre os 10 países com maior capacidade eólica instalada no mundo, o que demonstra o cenário virtuoso pelo qual o setor vem passando.
“O ano de 2012, sob o aspecto da contratação, não foi um período muito animador, visto que a economia cresceu menos do que o esperado e as distribuidoras estão sobrecontratadas. Para 2013 esperamos a retomada do crescimento do PIB nacional, em torno de 4%, e a retomada nos níveis de contratação de energia elétrica, possibilitando, dessa forma, que seja mantida nossa meta de 2.0 GW por ano, garantindo a consolidação e a sustentabilidade da indústria no longo prazo”, vislumbra Elbia. 

2012 foi o ano de consolidação da energia eólica como fonte de energia no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). O país vai encerrar o ano de com 2.4 GW de potência eólica instalada e 2% de participação na matriz elétrica brasileira. 


“Essa capacidade instalada representa, de fato, a efetiva inserção da indústria eólica no País. Somente em 2012 instalamos 38 novos parques eólicos, totalizando 106 empreendimentos, e acrescentamos 1 GW no sistema. Esse mesmo volume foi injetado anteriormente em um período de 13 anos, de 1998 a 2011. Tivemos um salto virtuoso”, destaca.


A capacidade instalada atual possibilita o fornecimento de energia a quatro milhões de residências.  “É uma fonte limpa e renovável, que gera empregos e renda para o Brasil. Em 2012 foram gerados 15 mil empregos diretos e temos, hoje, 11 fabricantes instalados no País. No último ano foram investidos no setor certa de R$ 7 bilhões de reais e a previsão é chegar a R$ 50 bilhões até 2020”, ressalta Elbia.

Além dos números do segmento, dados do Plano Decenal de Energia (PDE 2021), documento do governo federal que define metas do setor de energia para o período        2012-2021, evidenciam o crescimento surpreendente da fonte eólica no Brasil. Segundo o PDE 2021, a participação eólica na matriz elétrica chegará a 9% em 2021, com 16 GW instalados.

Nesse processo crescente de inserção da fonte eólica, com crescimento exponencial, o setor enfrentou desafios importantes ao longo de 2012. “A logística de transporte e de transmissão, no caso o atraso das ICGs, a revisão das regras no credenciamento dos fabricantes na linha de financiamento Finame, oferecida pelo BNDES, os sucessivos adiamentos dos leilões e a publicação da MP 579 sinalizaram momentos sensíveis para o setor. A ABEEólica trabalhou ativamente na mediação e interlocução com empresas e instituições governamentais para conciliar os interesses da indústria”, avalia Elbia.  

Para o próximo ano, o Brasil atingirá 4 GW de capacidade instalada e, com isso, o país saltará da atual 16ª posição para se posicionar entre os 10 países com maior capacidade eólica instalada no mundo, o que demonstra o cenário virtuoso pelo qual o setor vem passando.

“O ano de 2012, sob o aspecto da contratação, não foi um período muito animador, visto que a economia cresceu menos do que o esperado e as distribuidoras estão sobrecontratadas. Para 2013 esperamos a retomada do crescimento do PIB nacional, em torno de 4%, e a retomada nos níveis de contratação de energia elétrica, possibilitando, dessa forma, que seja mantida nossa meta de 2.0 GW por ano, garantindo a consolidação e a sustentabilidade da indústria no longo prazo”, vislumbra Elbia. 

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