Energia

Energia: investimento em renovável pode chegar a US$ 1,6 tri até 2020

Projeção divulgada pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Valor Online
28/08/2014 10:45
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Os investimentos globais em novas capacidades de energia renovável podem alcançar US$ 1,6 trilhão entre 2014 e 2020, mesmo com uma desaceleração no segmento, em razão de incertezas relacionadas a regulações impostas por vários governos.
A projeção é da Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório anual sobre energia renovável, publicado hoje em Paris. Os investimentos em capacidade devem alcançar US$ 250 bilhões este ano e ficar em torno de US$ 230 bilhões por ano até 2020, abaixo do pico de US$ 280 bilhões em 2011.
Segundo a AIE, a queda ocorre em razão do menor custo de tecnologias e da baixa no ritmo de expansão no segmento. As oportunidades “competitivas’’ de investimentos no setor variam conforme os países. A AIE considera que, em alguns mercados dinâmicos, a produção eólica terrestre é economicamente preferível hoje à opção de novas usinas elétricas com combustível.
A agência exemplifica com o caso do Brasil, com forte demanda na produção de energia eólica terrestre, além da África do Sul e do Chile, com energia solar. A produção mundial de eletricidade originária de renováveis deve crescer 45% e alcançar participação de quase 26% na produção total de eletricidade até 2020, comparada a 22% em 2013, segundo a AIE.
Os maiores aumentos de geração de eletricidade por fonte renovável, em termos de TWh (terawatt hours), estão previstos para China (alta de 867% entre 2013 e 2020), Estados Unidos (212%) e Brasil (187%).
Em termos de crescimento anual, a Arábia Saudita lidera a lista (117%), seguida por Jordânia (67%) e Emirados Árabes Unidos (53%) no mesmo período. Mas a agência prevê que o crescimento anual dos renováveis vai diminuir e se estabilizar após 2014, provocando o risco de que não sejam alcançados os níveis de produção necessários para atingir os objetivos mundiais de redução de gases que causam mudanças climáticas.
A AIE insiste que as incertezas políticas e de regulação aumentaram em vários mercados importantes. A China, segunda maior economia do mundo e com alto índice de poluição, tem dificuldades para integrar fontes de energia re novável à sua rede elétrica.
Em todo caso, a China representará quase 40% da expansão global de capacidade de energia renovável. Com forte geração, objetivos de redução de poluição e ambiente favorável, esse segmento deverá superar a produção de energia com carvão no país.
Em 2013, a produção de energia hidrelétrica cresceu  menos de 2% em termos mundiais, ante uma expansão superior a 4% no ano anterior. A desaceleração de ritmo decorreu também dos efeitos da seca no Brasil, segundo a AIE.

Os investimentos globais em novas capacidades de energia renovável podem alcançar US$ 1,6 trilhão entre 2014 e 2020, mesmo com uma desaceleração no segmento, em razão de incertezas relacionadas a regulações impostas por vários governos.

A projeção é da Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório anual sobre energia renovável, publicado hoje em Paris.

Os investimentos em capacidade devem alcançar US$ 250 bilhões este ano e ficar em torno de US$ 230 bilhões por ano até 2020, abaixo do pico de US$ 280 bilhões em 2011.

Segundo a AIE, a queda ocorre em razão do menor custo de tecnologias e da baixa no ritmo de expansão no segmento. As oportunidades “competitivas’’ de investimentos no setor variam conforme os países.

A AIE considera que, em alguns mercados dinâmicos, a produção eólica terrestre é economicamente preferível hoje à opção de novas usinas elétricas com combustível.

A agência exemplifica com o caso do Brasil, com forte demanda na produção de energia eólica terrestre, além da África do Sul e do Chile, com energia solar.

A produção mundial de eletricidade originária de renováveis deve crescer 45% e alcançar participação de quase 26% na produção total de eletricidade até 2020, comparada a 22% em 2013, segundo a AIE.

Os maiores aumentos de geração de eletricidade por fonte renovável, em termos de TWh (terawatt hours), estão previstos para China (alta de 867% entre 2013 e 2020), Estados Unidos (212%) e Brasil (187%).

Em termos de crescimento anual, a Arábia Saudita lidera a lista (117%), seguida por Jordânia (67%) e Emirados Árabes Unidos (53%) no mesmo período. Mas a agência prevê que o crescimento anual dos renováveis vai diminuir e se estabilizar após 2014, provocando o risco de que não sejam alcançados os níveis de produção necessários para atingir os objetivos mundiais de redução de gases que causam mudanças climáticas.

A AIE insiste que as incertezas políticas e de regulação aumentaram em vários mercados importantes. A China, segunda maior economia do mundo e com alto índice de poluição, tem dificuldades para integrar fontes de energia re novável à sua rede elétrica.

Em todo caso, a China representará quase 40% da expansão global de capacidade de energia renovável. Com forte geração, objetivos de redução de poluição e ambiente favorável, esse segmento deverá superar a produção de energia com carvão no país.

Em 2013, a produção de energia hidrelétrica cresceu  menos de 2% em termos mundiais, ante uma expansão superior a 4% no ano anterior. A desaceleração de ritmo decorreu também dos efeitos da seca no Brasil, segundo a AIE.

 

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