Ranking

Energia renovável em segundo plano

Jornal do Commercio - PE
15/06/2009 04:04
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O Brasil ocupou a 20ª posição num ranking de países feito pela Ernst & Young que aponta as melhores estratégias adotadas para implantar energia renovável. Nesse levantamento, os Estados Unidos ocupam a liderança, seguidos pela Alemanha e China. “O ranking faz uma ligação direta com as políticas públicas adotadas neste sentido e a inserção de fontes renováveis”, explicou o diretor da área de sustentabilidade da Ernst & Young, Joel Bastos.

 


Segundo ele, são duas as razões principais que fazem o Brasil ocupar essa posição: ausência de políticas públicas e de incentivos para energia renovável. O estudo não considerou a matriz energética brasileira, que é predominantemente hidrelétrica e isso faz com que o País tenha uma posição privilegiada na geração de energia limpa.

 

“O presidente Obama (dos Estados Unidos) tem concedido incentivos fiscais e econômicos para a implantação de fontes renováveis. A China também anunciou um grande volume de recursos para energia renovável. Quem está usando energia mais suja, está investindo mais em energias limpas”, afirmou. Os dois países queimam muito combustíveis fósseis para fabricar energia.

 

No mundo, a busca pela energia renovável está ocorrendo por dois motivos: diminuir a poluição e reduzir a dependência dos derivados de petróleo, que estava com o preço muito alto antes antes da crise global ficar mais séria, o que ocorreu a partir de setembro do ano passado. O barril de petróleo chegou a US$ 147 em junho de 2007, que foi o maior preço da sua história.

 

O ranking faz a pontuação dos países levando em conta a infraestrutura necessária à implantação das energias renováveis e os empreendimentos anunciados, reunindo os vários tipos de energia renováveis, como eólica, solar, biomassa etc.

 

No caso do Brasil, Bastos acrescentou que a produção de energia eólica recebeu pontos positivos, enquanto a queima de biomassa - para gerar energia - recebeu pontos negativos. A principal biomassa queimada no País é a cana-de-açúcar, usada na fabricação do álcool e que também produz energia elétrica. “O Brasil tem que mostrar que é possível fazer álcool e biodiesel de forma responsável com respeito ao homem do campo e também ao meio ambiente”, comentou.

 

Bastos afirmou também que o estudo mostra que as alterações na matriz energética dependem de uma política pública que estimule e incentive esse tipo de iniciativa

 

Ainda no estudo, o País apresentou uma posição intermediária - 15º colocado – no ranking de países com estratégias para geração de energia eólica no curto prazo, à frente de países desenvolvidos como Suécia e Japão, que ocuparam, respectivamente a 17ª e a 23ª posição. Os países que ocupam a liderança são Estados Unidos, China e Índia.

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