Energia

Eólicas geram pouco com entressafra de ventos no NE

Parques geraram 14% a menos do que em fevereiro.

Valor Econômico
30/05/2014 15:55
Visualizações: 1056

 

Apesar da entrega de linhas de transmissão no Nordeste, que estavam atrasadas há dois anos, os ventos não ajudaram o Brasil a produzir mais energia elétrica no começo do ano, período de entressafra dos ventos no país. Os parques eólicos em operação comercial produziram apenas 630 MW médios em março, o que representou 14% menos que o total produzido em fevereiro e 17% abaixo do volume gerado em janeiro, segundo informações contidas em relatório da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Em relação a março de 2013, os aerogeradores instalados no país produziram um volume 2% maior de energia. No entanto, a capacidade instalada das usinas aumentou 36%, totalizando 2,758 mil MW médios. Em março, foram conectados ao sistema 18 novos parques no Nordeste, onde está localizada a maior parte das turbinas. Mas a quantidade de ventos foi ainda pior na região, onde o volume gerado em março ficou 3% abaixo do produzido em igual período do ano passado.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Élbia Melo, essa queda em março não é uma surpresa nem preocupa, por se tratar de um período de menos ventos. A geração eólica atinge seu pico de junho a dezembro, durante o período seco no país. Quando chove muito venta pouco, e vice-versa.
Em abril, afirmou a executiva, a geração a partir dos ventos no país já atingiu a marca histórica de 1 mil MW.
Neste ano, diz Elbia, a expectativa é que as usinas eólicas comecem a contribuir de forma mais significativa para o abastecimento elétrico nacional devido à entrada em operação das linhas de transmissão na Bahia e no Rio Grande do Norte. Esses empreendimentos, que estão sendo construídos pela Chesf, do grupo Eletrobras, deveriam estar prontos em 2012.
"O problema do atraso das linhas de transmissão está totalmente resolvido", disse Élbia.
A Chesf entregou ontem a última linha de transmissão que faltava, no interior da Bahia, informou a executiva. Com isso, os primeiro parques eólicos da Renova na região, que possuem 300 MW de potência instalada, poderão ser conectados à rede elétrica nacional (SIN).
A Renova informou que, após a energização das linhas de transmissão pela Chesf, terá até 30 dias para começar a entregar energia dos empreendimentos no interior da Bahia, que fazem parte do projeto Alto Sertão. Esses serão os primeiros parques da companhia que vão entrar em operação.
A entrega das linhas de transmissão pela Chesf elimina um gargalo na infraestrutura do país e aumenta a oferta de energia limpa em um momento crítico para o país, que enfrenta uma das piores secas na região Sudeste. Como não havia conexão, a energia de muitos parques eólicos não estava sendo injetada na rede elétrica. Esses parques possuem uma potência instalada de 600 MW.
Segundo Élbia, ainda há um atraso na construção das linhas de transmissão dos parques eólicos vendidos em 2013, mas, neste caso, espera-se que as obras atrasem menos, em torno de um ano, e que fiquem prontas nos próximos meses.
Como os parques entraram em operação no fim de março, isso acabou afetando os índices de eficiência em março, a relação entre o volume gerado e a capacidade instalada. Esse fator caiu para 23% em março, após ter atingido 30% em igual período do ano passado, segundo a CCEE.
A eólica tem sido a fonte de energia mais vendida nos últimos leilões de novos empreendimentos promovidos pelo governo federal e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso porque os preços por megwatt-hora oferecidos pelos investidores tornaram-se altamente competitivos, chegando a ficar abaixo de R$ 100 no certame realizado em setembro de 2012. Na época, a queda preocupou até mesmo os empresários do setor eólico. Mas, no certame realizado no fim do ano passado, o preço médio já foi de R$ 124 por MWh, considerado um patamar mais realista.

Apesar da entrega de linhas de transmissão no Nordeste, que estavam atrasadas há dois anos, os ventos não ajudaram o Brasil a produzir mais energia elétrica no começo do ano, período de entressafra dos ventos no país. Os parques eólicos em operação comercial produziram apenas 630 MW médios em março, o que representou 14% menos que o total produzido em fevereiro e 17% abaixo do volume gerado em janeiro, segundo informações contidas em relatório da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Em relação a março de 2013, os aerogeradores instalados no país produziram um volume 2% maior de energia. No entanto, a capacidade instalada das usinas aumentou 36%, totalizando 2,758 mil MW médios. Em março, foram conectados ao sistema 18 novos parques no Nordeste, onde está localizada a maior parte das turbinas. Mas a quantidade de ventos foi ainda pior na região, onde o volume gerado em março ficou 3% abaixo do produzido em igual período do ano passado.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Élbia Melo, essa queda em março não é uma surpresa nem preocupa, por se tratar de um período de menos ventos. A geração eólica atinge seu pico de junho a dezembro, durante o período seco no país. Quando chove muito venta pouco, e vice-versa.

Em abril, afirmou a executiva, a geração a partir dos ventos no país já atingiu a marca histórica de 1 mil MW.

Neste ano, diz Elbia, a expectativa é que as usinas eólicas comecem a contribuir de forma mais significativa para o abastecimento elétrico nacional devido à entrada em operação das linhas de transmissão na Bahia e no Rio Grande do Norte. Esses empreendimentos, que estão sendo construídos pela Chesf, do grupo Eletrobras, deveriam estar prontos em 2012.

"O problema do atraso das linhas de transmissão está totalmente resolvido", disse Élbia.

A Chesf entregou ontem a última linha de transmissão que faltava, no interior da Bahia, informou a executiva. Com isso, os primeiro parques eólicos da Renova na região, que possuem 300 MW de potência instalada, poderão ser conectados à rede elétrica nacional (SIN).

A Renova informou que, após a energização das linhas de transmissão pela Chesf, terá até 30 dias para começar a entregar energia dos empreendimentos no interior da Bahia, que fazem parte do projeto Alto Sertão. Esses serão os primeiros parques da companhia que vão entrar em operação.

A entrega das linhas de transmissão pela Chesf elimina um gargalo na infraestrutura do país e aumenta a oferta de energia limpa em um momento crítico para o país, que enfrenta uma das piores secas na região Sudeste. Como não havia conexão, a energia de muitos parques eólicos não estava sendo injetada na rede elétrica. Esses parques possuem uma potência instalada de 600 MW.

Segundo Élbia, ainda há um atraso na construção das linhas de transmissão dos parques eólicos vendidos em 2013, mas, neste caso, espera-se que as obras atrasem menos, em torno de um ano, e que fiquem prontas nos próximos meses.

Como os parques entraram em operação no fim de março, isso acabou afetando os índices de eficiência em março, a relação entre o volume gerado e a capacidade instalada. Esse fator caiu para 23% em março, após ter atingido 30% em igual período do ano passado, segundo a CCEE.

A eólica tem sido a fonte de energia mais vendida nos últimos leilões de novos empreendimentos promovidos pelo governo federal e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso porque os preços por megwatt-hora oferecidos pelos investidores tornaram-se altamente competitivos, chegando a ficar abaixo de R$ 100 no certame realizado em setembro de 2012. Na época, a queda preocupou até mesmo os empresários do setor eólico. Mas, no certame realizado no fim do ano passado, o preço médio já foi de R$ 124 por MWh, considerado um patamar mais realista.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
Brasil-Alemanha
PMEs Go Green realiza ciclo de workshops gratuitos com f...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Petrobras
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de comb...
22/01/26
Combustíveis
IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e...
22/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.