O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) começa a construir, no início do próximo ano, uma Vila Operária para seus funcionários. O consórcio vai investir cerca de R$ 70 milhões no programa habitacional para erguer 1.500 casas, no município de Ipoj
Jornal do Commercio - PEO Estaleiro Atlântico Sul (EAS) começa a construir, no início do próximo ano, uma Vila Operária para seus funcionários. O consórcio vai investir cerca de R$ 70 milhões no programa habitacional para erguer 1.500 casas, no município de Ipojuca. A Caixa Econômica Federal (CEF) vai financiar as habitações em nome dos empregados, mas as prestações serão pagas pelo EAS.
Com a iniciativa, além de garantir moradia para os colaboradores próximo ao local de trabalho, o estaleiro também contribui para diminuir o déficit habitacional nas cidades do entorno de Suape (Cabo, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada), que chega a 35 mil unidades, segundo levantamento da Agência Condepe/Fidem.
“O programa terá, ainda, o papel de fidelizar nossos funcionários, já que estamos estudando a possibilidade de entregar a escritura definitiva das casas para eles depois de determinado tempo de serviços prestados ao estaleiro”, adianta o presidente do EAS, Angelo Bellelis. A preocupação do executivo se justifica, principalmente num momento em que deve enfrentar a chegada de um estaleiro concorrente (Galvão-Alusa) e, terá que disputar mão de obra.
O projeto inicial da Vila Operária era construir 2.000 casas, mas em função da topografia do terreno adquirido, sairia caro fazer a terraplenagem em toda a área de 71 hectares. Por isso, o número de residências foi reduzido para 1.500. O terreno foi comprado à Usina Ipojuca. Bellelis diz que está discutindo com a Prefeitura de Ipojuca as demandas de infraestrutura do terreno para começar a terraplenagem. O estaleiro ainda vai contratar a empresa que será responsável pela construção civil.
O plano do presidente do estaleiro é entregar metade das casas ainda em 2010 e o restante em 2011. Com 49,5 metros quadrados, as residências têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e garagem. O estaleiro construiu duas dessas casas para apresentar o projeto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última sexta-feira, quando ele veio participar da cerimônia do batimento de quilha do primeiro navio do EAS, mas a agenda presidencial apertada não permitiu a visitação.
Bellelis diz que está estudando os critérios que serão adotados na seleção para definir os funcionários que serão beneficiados pelo Programa Habitacional, uma vez que serão disponibilizadas 1.500 casas, enquanto o número total de colaboradores do empreendimento deverá chegar a 5.000 até o final de 2010. “Os primeiros critérios serão as regras do próprio financiamento da Caixa Econômica, como adimplência junto ao sistema bancário e não possuir outro imóvel. Também queremos beneficiar os mais necessitados”, enumera Bellelis, adiantando que um último critério será um sorteio entre os selecionados finais.
COREIA Em dois meses, a diretoria do Atlântico Sul espera assinar a entrada oficial dos investidores da Samsung como acionistas do empreendimento. Por enquanto, os coreanos figuram como parceiros tecnológicos, mas deverão ter participação de 10% no negócio. Hoje, os acionistas majoritários são a Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, cada um com 49,5% de participação, enquanto a PJMR Empreendimentos tem 1%. Na nova composição, os majoritários reduziriam suas participações para 40% e a Samsung e PJMR aumentariam sua fatia para 10% cada uma.
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