Mossoró Oil & Gas Energy 2025

Estudo aponta forte impacto da cadeia de petróleo e gás na economia do RN

Levantamento apresentado pelo Sebrae nesta terça (25), no Mossoró Oil & Gas Energy, revela impacto do onshore no desenvolvimento econômico.

Redação TN Petróleo/Assessoria Mossoró Oil & Gas Energy
27/11/2025 09:59
Estudo aponta forte impacto da cadeia de petróleo e gás na economia do RN Imagem: Divulgação Visualizações: 1945

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Responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Rio Grande do Norte, o setor de óleo e gás (O&G) onshore (em terra) participa em 23% na arrecadação de ICMS no Estado. No Oeste Potiguar, a cadeia de O&G é o motor da Indústria na região de Mossoró: os municípios da região que ampliaram o protagonismo da indústria extrativa entre 2011 e 2021 apresentaram um crescimento acumulado mediano do valor adicionado da indústria de 437,6%. É o que revela levantamento, apresentado pelo Sebrae RN, na abertura do Mossoró Oil & Gas Energy 2025, na Arena Partage Shopping, em Mossoró.

O estudo “Impacto do Onshore no Desenvolvimento Econômico”, conduzido pela Neoway em parceria com o Sebrae RN e Nilo Engenharia, mostra que, entre 2010 e 2021, o crescimento econômico foi expressivo nos municípios potiguares onde a indústria extrativa se expandiu. Se por um lado o crescimento acumulado mediano foi de 437,6% onde a cadeia aumentou protagonismo, por outro foi de apenas 37,6% nas cidades onde se manteve estável e até queda de 14% nas que registraram retração no setor.

Outro detalhe é que, nos municípios do Rio Grande do Norte onde ao longo de 10 anos a indústria extrativa aumentou o protagonismo, o crescimento acumulado mediano do PIB per capita foi de 116%, ao passo que em municípios onde esse protagonismo ficou estável ou decresceu o crescimento acumulado foi menor, de aproximadamente 111% e 80,8%.

O estudo, contudo, vai além de reafirmar o protagonismo da indústria extrativa (óleo e gás), ao destacar que figura entre as três atividades mais relevantes da região de Mossoró ao longo da década. O levantamento também projeta o futuro. A partir de modelo econométrico robusto para medir o impacto real da cadeia onshore, parte da premissa: e se a indústria de óleo & gás dobrasse de tamanho?

O levantamento revela impacto sobre emprego e renda, com amostra de 1.111 municípios produtores ou recebedores de royalties entre 2014 e 2024, ao considerar variáveis como novos poços, empregos em pequenas e médias empresas (PMEs), salários médios, arrecadação de ICMS/ISS e PIB per capita, revela impacto sobre emprego e renda.

Espaço para crescimento

O dobro de intervenções em poços (intervenções de completação) aumentaria em 14,3% os empregos e em 18% os salários. E os empregos aumentariam 32,4% e os salários (33%), se for dobrada a duração de abandono em municípios vizinhos.

Em relação à questão tributária, a arrecadação de ICMS no Estado aumentaria em 14,8% e a de ISS nos municípios cresceria 28%, se forem dobradas as intervenções de abandono nos poços.

Quanto ao impacto sobre o PIB per capita, dobrar o número de empresas da cadeia energética aumentaria 13,6%.

Em síntese, o estudo confirma que a cadeia onshore de óleo e gás tem impacto positivo, mensurável e significativo sobre emprego, renda, arrecadação tributária e PIB per capita nos municípios produtores. Revela ainda que o licenciamento ambiental é fator crítico: onde há licença, os ganhos são substancialmente maiores.

Também mostra que intervenções técnicas em poços (abandono, completação, perfuração, workover) funcionam como motores de geração de empregos e arrecadação; royalties e preços de energia influenciam diretamente a expansão da base produtiva. Assim, quanto maior o protagonismo da atividade extrativa, maior o crescimento esperado da indústria, do emprego e da riqueza regional.

Roteiro

Conforme o diretor superintendente do Sebrae RN, José Ferreira de Melo Neto (foto), que acompanhou a apresentação, o estudo deverá servir de base para a construção de novo modelo de arranjo produtivo para a indústria do petróleo e gás no estado. Em seu discurso, fez um chamado aos representantes de entidades e instituições públicas e privadas a abraçarem a proposta, baseada na participação inovação e na coletividade.

“A gente tem que construir, juntos, um arranjo produtivo que beneficie todo mundo, que seja mais inclusivo, unindo as empresas, a federação das indústrias, as universidades e demais entidades para incorporar inovação tecnológica e qualificação de recursos humanos nesse processo. Esse estudo apresentado aqui hoje é um roteiro para iniciarmos essa caminhada, que vai nos ajudar a enfrentar problemas sérios do setor, como o licenciamento ambiental”, conclamou.

Ao declarar apoio à proposta apresentada pelo Sebrae RN, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, destacou a relevância dos dados apresentados para um melhor aproveitamento do potencial do setor de petróleo e gás no RN.

“Desafio aceito. A pauta para o setor foi apresentada nesse estudo, e precisamos agora saber aproveitar tais informações para um melhor direcionamento das ações e, de forma estratégica, calibrar esse ambiente de negócios e desenvolver ainda mais o potencial gigante que o setor possui”, atestou.

A solenidade de abertura do Mossoró Oil & Gas Energy reuniu autoridades políticas, como a governadora Fátima Bezerra, o prefeito Allyson Bezerra (Mossoró), representantes de operadoras e entidades do setor de energia. O presidente da Redepetro RN, José Nilo de Souza Júnior, ressaltou a força do segmento, informando que as 50 empresas associadas à entidade geram 12 mil empregos. “Mossoró é celeiro de oportunidades. Aproveitem a feira para fazer bons contatos, bons negócios”, saudou, ao dar boas-vindas aos presentes.

Realizado pela Redepetro RN, com apoio do Sebrae RN e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e outros parceiros, o Mossoró Oil & Gas Energy segue até esta quinta-feira (27). Trata-se do maior evento de petróleo e gás onshore do Brasil e um dos maiores da América Latina. Em 2025, chega à décima edição, consolidado como hub energético e de negócios.

 

 

 

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