Etanol
Estadão
A ETH Bioenergia, braço sucroenergético do Grupo Odebrecht, está empenhada em tirar do papel o projeto de um alcoolduto da Brenco, o CentroSul, que ficou em suspenso depois que a Brenco foi absorvida pela ETH. A expectativa é de que o conselho de administração da companhia aprove o projeto - orçado em R$ 2 bilhões - em um período entre 120 e 180 dias, afirmou nesta terça-feira, 4, o CEO da ETH, José Carlos Grubisich. O alcoolduto tem como principal objetivo e diferencial maior capilaridade na região Centro-Oeste, onde pretende atuar como escoadouro não apenas da produção própria da ETH como também de outras usinas.
Grubisich disse à Agência Estado que uma equipe foi nomeada há três semanas para analisar o projeto do ponto de vista técnico e financeiro. "O alcoolduto é fundamental para reduzir os custos de logística e o impacto ambiental do transporte de álcool da região até o porto", afirmou.
O projeto original do alcoolduto pertencia à Brenco, companhia adquirida pela ETH no final de 2009, mas foi colocado em compasso de espera até a finalização do acordo de fusão, que ocorreu em abril. De acordo com Grubisich, o empreendimento deve, após aprovado, ser implantado em um prazo de dois anos.
O executivo explicou que o traçado do duto da ETH, de 1.200 quilômetros, é diferente dos dois outros projetos existentes, o da Uniduto e o da PMCC, da Petrobras. Segundo ele, contudo, o duto da ETH pode ser complementar ao que será construído pela Petrobras. "O projeto da Petrobrás não atende à área do Centro-Oeste que nos interessa. Ele sai de Senador Carneiro, em Goiás, e segue para Uberaba, em Minas, depois Ribeirão Preto e Paulínia. O nosso sai de Alto Taquari, na divisa de Mato Grosso e Goiás, vai até a divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul, desce e se encontra com o da Petrobras na região de Ribeirão Preto", detalhou. Para Grubisich, ambos os dutos poderiam se unir no trecho entre Ribeirão Preto e Santos, mas a maior parte do traçado é divergente.
A ETH espera atrair parceiros investidores entre as usinas instaladas na região do alcoolduto. "A meta principal é ter logística competitiva. Se outras empresas tiverem interesse em participar serão bem-vindas", afirmou o presidente da ETH. O projeto é crucial para a ETH, que deve concentrar a produção de etanol no Centro-Oeste. Das nove usinas da companhia, sete estão na região. A companhia espera produzir um total de 3 bilhões de litros de etanol por ano até 2012.
Por Ana Conceição, da Agência Estado
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