Opinião

Executivo do BNDES cobra novo modelo industrial no país

Eficiência reduzirá custo de produção.

Agência Estado
12/04/2013 16:24
Visualizações: 494

 

O assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), David Kupfer, afirmou nesta sexta-feira (12) que não haverá uma saída macroeconômica para o Brasil sem um profundo processo de transformação industrial. "Temos de pensar em fazer nascer indústria nova e não despertar a que está hibernando, além de ainda abrir espaço para o processo de mudança estrutural, que está travado", disse o executivo, no seminário "Rumos da Economia - Nosso Modelo de Crescimento", em São Paulo.
Para o assessor do BNDES, há uma clara rigidez estrutural no país. "Nós produzimos quase as mesmas coisas, da mesma forma que fazíamos há 20 anos. A única diferença é que produzimos mais", alertou. "Uma leva grande de outros países, como China e outros da Ásia e da África, ganhou musculatura industrial e a (indústria) brasileira não percorreu movimentos semelhantes", completou.
Kupfer citou que o país mantém a participação de 1,8% do valor adicionado da atividade industrial mundial há 20 anos. "Temos de abrir espaço para algumas determinadas atividades e pensar que as antigas não têm tanto campo para se desenvolver porque houve o desenvolvimento industrial asiático, por exemplo, que mudou a forma de produzir. Precisamos dar uma resposta de ajustamento industrial de grande fôlego", disse.
Para mudar a matriz industrial brasileira, Kupfer defendeu ações em infraestrutura, que precisa ser altamente eficiente para reduzir o custo de produção. Ele pediu ainda investimentos na matriz energética, como em petróleo e gás, e que esses investimentos sejam transmitidos à cadeia do setor.
Kupfer citou também que, mesmo no atual cenário, o Brasil voltará, "no segundo semestre deste ano e em 2014", a um ciclo de investimentos "mais animado" do que no período recente. "Os indicadores do BNDES mostram que as consultas e aprovações estão crescendo e o retorno da atividade de investimento à normalidade vai ajudar na transição desejada", afirmou.

O assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), David Kupfer, afirmou nesta sexta-feira (12) que não haverá uma saída macroeconômica para o Brasil sem um profundo processo de transformação industrial. "Temos de pensar em fazer nascer indústria nova e não despertar a que está hibernando, além de ainda abrir espaço para o processo de mudança estrutural, que está travado", disse o executivo, no seminário "Rumos da Economia - Nosso Modelo de Crescimento", em São Paulo.


Para o assessor do BNDES, há uma clara rigidez estrutural no país. "Nós produzimos quase as mesmas coisas, da mesma forma que fazíamos há 20 anos. A única diferença é que produzimos mais", alertou. "Uma leva grande de outros países, como China e outros da Ásia e da África, ganhou musculatura industrial e a (indústria) brasileira não percorreu movimentos semelhantes", completou.


Kupfer citou que o país mantém a participação de 1,8% do valor adicionado da atividade industrial mundial há 20 anos. "Temos de abrir espaço para algumas determinadas atividades e pensar que as antigas não têm tanto campo para se desenvolver porque houve o desenvolvimento industrial asiático, por exemplo, que mudou a forma de produzir. Precisamos dar uma resposta de ajustamento industrial de grande fôlego", disse.


Para mudar a matriz industrial brasileira, Kupfer defendeu ações em infraestrutura, que precisa ser altamente eficiente para reduzir o custo de produção. Ele pediu ainda investimentos na matriz energética, como em petróleo e gás, e que esses investimentos sejam transmitidos à cadeia do setor.


Kupfer citou também que, mesmo no atual cenário, o Brasil voltará, "no segundo semestre deste ano e em 2014", a um ciclo de investimentos "mais animado" do que no período recente. "Os indicadores do BNDES mostram que as consultas e aprovações estão crescendo e o retorno da atividade de investimento à normalidade vai ajudar na transição desejada", afirmou.

 

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