Infraestrutura

Expansão do transporte de cargas requer investimento em acessos

O investimento na infraestrutura “fora dos portos”, em acessos rodoviários e ferroviários, é uma das principais medidas para que seja garantida a expansão do transporte de cargas por contêineres, analisou o presidente da Federação Nacional

A Tribuna
17/10/2012 09:22
Visualizações: 898
O investimento na infraestrutura “fora dos portos”, em acessos rodoviários e ferroviários, é uma das principais medidas para que seja garantida a expansão do transporte de cargas por contêineres, analisou o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Mauro Salgado.

A observação está ligada ao fato de que as caixas metálicas são as que demandam uma logística mais sofisticada, com a utilização de caminhões e terminais retroportuários.

Para Salgado, que também é o diretor administrativo-comercial da Santos Brasil, grupo que explora, entre outras instalações portuárias, o Terminal de Contêineres (Tecon) de Santos, com a aplicação de recursos nessa infraestrutura, será possível para o país crescer no segmento de contêineres na proporção de um para três - ou seja, para cada 2% de incremento no Produto Interno Bruto (PIB), um aumento de 6% na movimentação dos contêineres. No mundo, o transporte por cofres cresce o dobro do PIB.

E, segundo o executivo, o Governo começou a entender essa necessidade. Uma demonstração foi a criação do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), contratado pela Secretaria de Portos (SEP) e elaborado pela Universidade de Santa Catarina. “Do montante de dinheiro que deve ser gasto para que os portos atendam tudo que o País precisa até 2030, 65% será aplicado fora dos portos e 35% nos portos”, disse.

Porém, para que esses investimentos funcionem, o diretor acredita que o grande dever de casa é fazer com que a SEP e o Ministério dos Transportes consigam trabalhar juntos. Ambos atuarão em parceria no Plano Nacional de Logística Integrada, originado a partir do PNLP. “Temos preocupação de que hoje isso ainda não esteja funcionando bem”, disse.

Ao fazer uma análise da movimentação de contêineres nos portos brasileiros, Salgado destacou a existência de problemas em dois estados, onde o governo precisará tomar providências: Paraná e Bahia. “O Governo ficou parado durante muito tempo. Não tomou as providências necessárias para que a oferta acompanhasse a demanda nessas regiões. O que falta é oferta de capacidade para contêineres”, afirmou.

Em relação a Santos, o executivo afirmou que o Terminal de Contêineres (Tecon), operado na Margem Esquerda (Guarujá), continua trabalhando abaixo de sua capacidade, com cerca de 1,5 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano. A capacidade total é de 2 milhões de TEUs anuais.

De acordo com Salgado, a tendência é que o cenário continuará o mesmo, apesar da entrada em funcionamento, no próximo ano, dos empreendimentos da Brasil Terminal Portuário (BTP) e da Embraport, ambos em construção no cais santista.

“Haverá, sim, uma redistribui-ção de cargas”, enfatizou o empresário, prevendo ainda a migração de mercadorias de outras regiões - sobretudo do Espírito Santo, com o fim da guerra fiscal (unificação do ICMS). “Se fala hoje em uma migração de 10% do total movimentado por Santos, cerca de 33 mil TEUs”, explicou, referindo-se às cargas que deverão vir para o cais santista.

Sobre a construção dos dois novos terminais, que serão concorrentes do Tecon, Salgado se mostrou otimista. “Sempre estamos preocupados com a concorrência porque queremos ser os melhores. Mas a pior situação é você ter pouca capacidade no Porto, porque aí a carga migra do porto e trazê-la de volta é muito difícil, ainda mais se o outro lugar está funcionando”, observou.

Para o executivo, a BTP e a Embraport aparecem em um momento decisivo, pois, sem os novos terminais, o complexo santista teria problemas em cerca de um ou dois anos. “Eles garantem que a carga vai continuar sendo do Porto. Um estudo da Codesp apontou que, até 2022, com os terminais, não haverá falta de capacidade para contêineres em Santos”.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23