Ceará

Exploração pode atrair estaleiro

Petrobras começará a explorar petróleo em águas profundas.

Diário do Nordeste
30/09/2013 09:50
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A atividade exploração e produção de petróleo, capitaneada pela Petrobras no Ceará, muito além de gerar royalties para o estado e municípios, poderá incentivar a criação de um polo naval em território cearense. É o que acredita o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Roberto Smith, levando em consideração a ampliação dos investimentos no pós-sal, em especial na chamada Margem Equatorial, que envolve o Ceará. De acordo com ele, já há três grupos investidores de olho nessas oportunidades.
Em seu Plano de Negócios 2013-2017, a Petrobras reservou US$ 24,3 bilhões para a atividade de exploração (perfuração de poços), dos quais, US$ 17,1 bilhões, ou 70% do total, será reservado ao pós-sal, ou seja, acima da camada de sal (nos locais em que ela existe).
No Ceará, toda a produção marítima é nesta área, uma vez que nunca foi comprovada existência de camada de sal por aqui. Para a atividade de produção (quando os poços já estão em operação comercial), estão destinados outros US$ 34,3 bilhões para o pós-sal.
Recursos de sobra para o CE
Apesar dos grandes investimentos para a área do pré-sal, localizado no Sudeste do país, que somam US$ 46,4 bilhões para produção no período, Smith acredita que há recursos de sobra com os quais o Ceará tem a chance de tirar proveito.
"A Petrobras tem toda uma outra província petrolífera na faixa Norte brasileira, e é essa que vai nos beneficiar. As primeiras perfurações no Ceará, em águas profundas, mostraram que a área é rica", reforça.
Segundo ele, com este novo horizonte em águas profundas no estado - hoje, o Ceará só retira petróleo marítimo em águas rasas -, será necessária a criação de novas bases em terra para apoiar a atividade de produção, caso ela se confirme nos poços já perfurados e nos novos que serão iniciados após a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na qual seis lotes no estado foram arrematados. "Será preciso a estruturação de estaleiros, tanto de reparo naval como para barcos de menor porte, sobretudo para exploração petrolífera", afirmou.
Recentemente, a Adece visitou o grupo russo JSC Shipbulding & Shiprepair Technology Center (SSTC), interessado em montar um estaleiro de reparos no município de Camocim.
Conforme Smith, o município é a grande aposta para o setor no território do Ceará.
Novos projetos
A agência, adianta, também está em contato com investidores brasileiros interessados também em um estaleiro no Camocim, focado nestas oportunidades com a exploração e produção de petróleo. O nome do grupo, diz, não pode ser ainda divulgado.
Da mesma forma acontece com uma outra oportunidade de construção de fábrica naval no município, esta sendo uma associação entre capital estrangeiro e brasileiro. "Existe um estaleiro da Holanda que tem um projeto para cá, e já está em contato com um investidor brasileiro para se associar. Acredito que vai dar certo", informa.

A atividade exploração e produção de petróleo, capitaneada pela Petrobras no Ceará, muito além de gerar royalties para o estado e municípios, poderá incentivar a criação de um polo naval em território cearense. É o que acredita o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Roberto Smith, levando em consideração a ampliação dos investimentos no pós-sal, em especial na chamada Margem Equatorial, que envolve o Ceará. De acordo com ele, já há três grupos investidores de olho nessas oportunidades.


Em seu Plano de Negócios 2013-2017, a Petrobras reservou US$ 24,3 bilhões para a atividade de exploração (perfuração de poços), dos quais, US$ 17,1 bilhões, ou 70% do total, será reservado ao pós-sal, ou seja, acima da camada de sal (nos locais em que ela existe).


No Ceará, toda a produção marítima é nesta área, uma vez que nunca foi comprovada existência de camada de sal por aqui. Para a atividade de produção (quando os poços já estão em operação comercial), estão destinados outros US$ 34,3 bilhões para o pós-sal.



Recursos de sobra para o CE


Apesar dos grandes investimentos para a área do pré-sal, localizado no Sudeste do país, que somam US$ 46,4 bilhões para produção no período, Smith acredita que há recursos de sobra com os quais o Ceará tem a chance de tirar proveito.


"A Petrobras tem toda uma outra província petrolífera na faixa Norte brasileira, e é essa que vai nos beneficiar. As primeiras perfurações no Ceará, em águas profundas, mostraram que a área é rica", reforça.


Segundo ele, com este novo horizonte em águas profundas no estado - hoje, o Ceará só retira petróleo marítimo em águas rasas -, será necessária a criação de novas bases em terra para apoiar a atividade de produção, caso ela se confirme nos poços já perfurados e nos novos que serão iniciados após a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na qual seis lotes no estado foram arrematados. "Será preciso a estruturação de estaleiros, tanto de reparo naval como para barcos de menor porte, sobretudo para exploração petrolífera", afirmou.


Recentemente, a Adece visitou o grupo russo JSC Shipbulding & Shiprepair Technology Center (SSTC), interessado em montar um estaleiro de reparos no município de Camocim.


Conforme Smith, o município é a grande aposta para o setor no território do Ceará.



Novos projetos


A agência, adianta, também está em contato com investidores brasileiros interessados também em um estaleiro no Camocim, focado nestas oportunidades com a exploração e produção de petróleo. O nome do grupo, diz, não pode ser ainda divulgado.


Da mesma forma acontece com uma outra oportunidade de construção de fábrica naval no município, esta sendo uma associação entre capital estrangeiro e brasileiro. "Existe um estaleiro da Holanda que tem um projeto para cá, e já está em contato com um investidor brasileiro para se associar. Acredito que vai dar certo", informa.

 

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