Porto de Pecém

Exportação de frutas frescas deve saltar 16% com nova rota

Redação/Diário do Nordeste
22/08/2017 09:10
Exportação de frutas frescas deve saltar 16% com nova rota Imagem: Divulgação MSC Visualizações: 483

As exportações de frutas frescas do Ceará, por meio do Porto do Pecém, deverão crescer 16% neste ano, atingindo 10 mil contêineres. Em 2016, esse número fechou em 8,6 mil unidades. O aumento também será influenciado pela nova rota para a Europa, inaugurada na sexta-feira (18) pela empresa MSC durante evento realizado no terminal portuário.

O navio "MSC Margarita" tem como principal destino o porto de Antuérpia, na Bélgica, com chegada estimada em dez dias. A embarcação também passará pelos terminais de Roterdã/Holanda (12 dias), Hamburgo/Alemanha (14 dias), Bremerhaven/Alemanha (16 dias) e Le Havre/França (18 dias).

A rota vai operar de agosto deste ano até o mês de fevereiro de 2018, período que marca a safra de frutas no Estado. A carga segue para a Europa em contêineres refrigerados. O Ceará e o Rio Grande do Norte são os principais exportadores de melão, melancia e banana. Já as uvas e mangas vêm, principalmente, da Bahia.

A expectativa é que, no pico da operação, o "MSC Margarita" movimente em torno de 1,3 mil contêineres por semana. Atualmente, a região norte da Europa, que será contemplada com o novo serviço, já é atendida com uma linha da Maersk, enquanto a Hamburg Süd atende ao mercado norte-americano.

Volume

Os 10 mil contêineres de frutas frescas previstos para serem movimentados no Porto do Pecém neste ano equivalem a cerca de 220 mil toneladas. Isso porque cada unidade pesa 22 toneladas, de acordo com a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira.

"A inauguração dessa rota representa uma grande conquista para a Cearáportos, que administra o porto, além de ser uma ótima opção para alavancar os negócios dos empresários cearenses e nordestinos que exportam frutas", afirma.

Ela lembra que a MSC é parceira da Cearáportos há 15 anos, mas havia suspendido as operações há três. "Estamos muito felizes com o retorno da MSC, vendo esse grande navio atracado no porto, contribuindo com o desenvolvimento da economia do Ceará", acrescenta.

Segundo o gerente da filial da MSC em Fortaleza, Daniel Soares, a partir da nova rota, a empresa deverá ser responsável pela exportação de 20% do volume total de frutas frescas.

Para ele, a inauguração da rota é motivo de orgulho para a empresa e reforça o compromisso da MSC em contribuir com o crescimento do Brasil e, especialmente, do Ceará. "Essa nova escala proporciona aos nossos produtos mais credibilidade e aceitação, junto aos atuais e futuros mercados", destaca.

Movimentação total

Quanto à movimentação total prevista para o Porto do Pecém em 2017, Rebeca diz que são estimados 14 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 25% em relação ao volume do ano passado, quando foram contabilizados 11,2 milhões de toneladas. Se alcançado, o resultado estimado para 2017 será o sexto recorde consecutivo na movimentação de cargas no terminal portuário cearense.

"Em 2018, queremos atingir 16 milhões de toneladas. Estamos trabalhando para isso", adianta.

Fiscalização

Sobre a suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão (sábados e domingos), problema que já foi noticiado pelo Diário do Nordeste e que poderia prejudicar as exportações de frutas no Ceará, a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos informa que o impasse no Porto do Pecém foi, em parte, solucionado.

Conforme Rebeca Oliveira, depois de muito diálogo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) permitiu que os dois fiscais que atuam no Porto do Pecém trabalhem na liberação das cargas aos sábados, no período da manhã.

A suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão ocorreu em todo o Brasil e está ligada ao corte no Orçamento de 2017 do governo federal no valor de R$ 41,2 bilhões. O Mapa, cujo bloqueio das despesas alcançou 45,6% neste ano, foi uma das pastas mais atingidas. O valor para a Agricultura foi reduzido de R$ 2,21 bilhões para R$ 1,2 bilhão.

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