Portos

Exportações gaúchas recuam 4,4% no primeiro semestre de 2016

Jornal do Comércio/ Porto Alegre - 26/07/2016
26/07/2016 16:57
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A receita das exportações gaúchas recuou 4,4% no primeiro semestre de 2016, atingindo US$ 7,7 bilhões. Foram US$ 349,9 milhões a menos que o saldo do primeiro semestre do ano passado. Os cinco principais produtos exportados foram soja em grão, fumo em folhas, polímeros plásticos, carne de frango e farelo de soja.

Ao mesmo tempo, o volume embarcado cresceu 10,2%, mas os preços médios dos produtos exportados caíram 13,2%. Foi esta relação inversa que provocou receita menor, mesmo vendendo mais. Julho alcançou o maior volume embarcado pelo Estado na série histórica iniciada em 1989 pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Foram 11,56 milhões de toneladas.

Soja em grão, maior item vendido, registrou recorde de volume embarcado em primeiro semestre (5,131 milhões de toneladas). Apesar disso, a receita em dólar foi a menor dos últimos quatro anos.

Já a receita global foi a menor desde 2010. O Rio Grande do Sul perdeu uma posição no ranking nacional, passando para a quinta colocação entre os estados exportadores, á frente do Rio de Janeiro, que foi prejudicado pela queda dos preços do petróleo. Por outro lado, Mato Grosso e Paraná foram beneficiados pela alta das commodities, principalmente da soja.

A queda nas receitas com a venda de produtos básicos contribuiu mais para perder faturamento. Foram US$ 353,9 milhões a menos, 8% de recuo, e nos manufaturados, perda de US$ 198,4 milhões (-6,7%). As vendas de semimanufaturados aumentaram, fechando em US$ 245,8 milhões, alta de 44,9%.

No recuo de embarques, trigo em grãos e farelo de soja lideraram em produtos básicos. Já carne bovina teve alta de 81,7% em valor. Em manufaturados, os maiores recuos em divisas foram em máquinas e aparelhos para uso agrícola, hidrocarbonetos e motores para automóveis. Cresceram as vendas de polímeros plásticos, calçados, máquinas de elevação de carga e automóveis.

Nos semimanufaturados, o crescimento ocorreu em virtude das vendas de celulose (US$ 283,7 milhões, alta de 757,2% em valor e 810,1% em volume), efeito da quadruplicação da planta em Guaíba.

 

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