Espírito Santo

Falta mão-de-obra qualificada no estado

As empresas de petróleo e de gás que estão chegando ou que já estão instaladas no Espírito Santo enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados. Algumas têm que importar mão-de-obra de outros estados para preencher as vagas disponíveis. Falta de domínio do inglês e de ex

A Gazeta/Vitória
22/11/2007 00:00
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As empresas de petróleo e de gás que estão chegando ou que já estão instaladas no Espírito Santo enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados. Algumas têm que importar mão-de-obra de outros estados para preencher as vagas disponíveis. Falta de domínio do inglês e de experiência no setor são os fatores que mais dificultam as contratações.



A qualificação da mão-de-obra no estado será um dos temas abordados hoje no 1º Seminário Energia - Petróleo e Gás. Sob o tema "Petróleo Gás Natural e Energia no Espírito Santo - Perspectivas, Oportunidades e Empregabilidade", cinco palestrantes falarão sobre o atual cenário, as perspectivas e as oportunidades proporcionadas pelo segmento energético e de petróleo e gás.



Stefano Vozza, gerente de operações do navio-plataforma FPSO (embarcação que produz e armazena óleo e gás natural) Cidade de Vitória, que entrou em operação no último dia 16, confirmou o problema. "Em algumas áreas tivemos que contratar profissionais de fora do Espírito Santo, porque aqui não tem", frisou.



Nessa primeira etapa de implantação da plataforma foram contratadas 25 pessoas. Nos próximos anos serão mais 40 profissionais. "Se a situação não mudar, vamos ter que continuar trazendo pessoal de fora, porque não dá para treinar dentro do navio", alerta Vozza. Ele revelou que as possibilidades de outros investimentos no estado esbarram no problema da falta de mão-de-obra qualificada.



Para o presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC), Fausto Frizzera, as parcerias entre empresas e cursos de formação técnica são uma saída para solucionar o problema. Frizzera aponta a falta de sincronia entre escola e mercado como outro problema a ser sanado.

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