FEPE
Redação TN Petróleo/Assessoria FEPE
“Partimos”, afirmou Lilian Melo, gerente executiva do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo - Cenpes/Petrobras, ao final da sessão de abertura do FEPE 2026 - Fórum de Educação, Pesquisa e Empreendedorismo.
Uma chamada geral para todos os que participam do evento inédito que busca estabelecer um espaço estratégico de integração de todos os agentes de transformação do setor energético – universidades, agências de inovação, empresas, startups, deeptechs, aceleradoras, incubadoras e órgãos governamentais, entre ou
tros.
“Ninguém tinha feito isso até então. Parabéns para a gente”, disse a executiva do maior centro de pesquisa do setor energético na América Latina Ciente, reiterando o apoio do Cenpes/Petrobras a essa iniciativa. O que o FEPE propõe é uma ampla discussão sobre como despertar o interesse de crianças e jovens pelas carreiras STEM, fortalecer o ensino fundamental e médio, atualizar as ementas universitárias para formar os profissionais do futuro e impulsionar a criação de novas empresas — gerando inovação, novos mercados e empregos em todo o país, com base no potencial de investimento das empresas do setor de energia.
“É uma mudança de paradigma, do olhar da indústria para essa questão, assumindo uma responsabilidade, em função da nossa capacidade de impacto para sociedade”, observou Lilian Melo, lembrando que temos um cenário de transição energética e de que ela precisa ser feita de forma justa. E, como toda transição, é um processo e não uma virada de chave.
“Precisamos dar resposta à sociedade, que deseja uma indústria cada vez mais sustentável. E quando a gente olha para a frente, um ponto de impacto importante é quem vai conduzir esse novo desafio? Não podemos ficar em uma posição de ‘espera’ e sim de ação. E para isso, todos precisam agir de forma integrada”, complementou Lilian Melo.
Pontuando que apenas 5% das nossas startups se tornaram deeptechs, ela frisa que é fundamental ter mão de obra qualificada, capacitada para fazer frente a esses desafios, uma engenharia forte. “A sustentabilidade não apenas dá nossa indústria, mas do nosso país passa por ter ciência e tecnologia aplicada para sermos, de fato, uma potência tecnológica. Mais do que a continuidade da nossa indústria ou prepará-la para transição energética, é fundamental a continuidade de uma nação como um todo. O FEPE vem justamente com esse olhar, com esse engajamento e esse propósito”, afiança a gerente executiva, lembrando que Petrobras é a empresa que mais investiu nessa capacitação tecnológica no Brasil nos últimos 20 anos, referindo-se aos recursos da clausula de PD&I, que somam mais de 30 bilhões. “Nosso compromisso, está mais do que declarado. Por isso apoiamos o FEPE!”, concluiu
O primeiro FEPE começa a trilhar uma jornada cheia de desafios, na qual todos os envolvidos estão cientes de que mais importante que a chegada é a caminhada. Como dizia o poeta espanhol Antonio Machado, "caminhante, não há caminho, se faz o caminho ao andar".
Fale Conosco