Opinião

Fiesp: aumento da Selic prejudica a retomada da atividade econômica

Para a CNI, elevação foi de acordo com as expectativas.

Agência Brasil
10/10/2013 09:37
Visualizações: 931

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou o aumento da taxa básicas de juros (Selic), anunciada na quarta-feira (9) pelo Banco Central (BC). Na avaliação da Fiesp, foi um erro elevar a taxa em razão de a inflação estar dentro da meta e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) apontar para um resultado negativo no terceiro trimestre.
“Este novo aumento da taxa de juros vem prejudicar o momento propício à retomada da atividade. O estímulo à produção nacional dado pela desvalorização cambial será anulado pelo aumento da taxa de juros. É hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões, para voltarmos a crescer”, disse, em nota, Paulo Skaf, presidente da entidade.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) de 9% para 9,5% ao ano. Foi o quinto aumento seguido desde abril, dos quais quatro com variação de 0,5 ponto percentual.
CNI: política fiscal deve ser mais usada no combate à inflação
Já para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a elevação da taxa foi de acordo com as expectativas, conforme nota divulgada logo depois do anúncio do Copom.
A CNI ressalta, porém, a necessidade de a política fiscal ter “papel mais ativo no combate à inflação daqui para a frente”. A entidade representativa dos empresários da indústria entende que “o maior controle dos gastos públicos diminuirá a necessidade de atuação da política monetária e imporá menores custos ao setor produtivo”.
Segundo a instituição, mesmo com a retração da inflação, que está em 5,86% no acumulado dos últimos 12 meses, a evolução dos preços exige acompanhamento atento da política econômica, pois a desaceleração atual tem características basicamente de curto prazo, sem sinais de manutenção duradoura. Por isso, é preciso manter o alerta para o comportamento dos preços em 2014.
Um fato relevante, diz a nota, é a discrepância de tendências entre os preços monitorados (combustíveis, energia, transportes, saneamento e outros) e os preços livres. “Sem a contribuição dos monitorados, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA] dificilmente terminaria 2013 dentro do limite superior da meta de 6,5%. É importante ressaltar que esse expediente será bastante limitado em 2014, com a reversão das reduções praticadas em 2013”, acrescenta.
A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) também reconhece que o BC “cumpre seu papel técnico” de conter a escalada inflacionária. Ressalta, contudo, que o aumento da Selic se soma “às dificuldades que o empresariado enfrenta para tocar seus negócios em meio ao cipoal regulatório e tributário que consome as forças da economia”.
Segundo o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes, os empresários não podem deixar de atentar para o fato de que “a combinação de investimento insuficiente, alto endividamento, pressões cambiais e juros crescentes cria um cenário perverso de baixo crescimento e falta de competitividade, insustentável a médio e longo prazo”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou o aumento da taxa básicas de juros (Selic), anunciada na quarta-feira (9) pelo Banco Central (BC). Na avaliação da Fiesp, foi um erro elevar a taxa em razão de a inflação estar dentro da meta e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) apontar para um resultado negativo no terceiro trimestre.

“Este novo aumento da taxa de juros vem prejudicar o momento propício à retomada da atividade. O estímulo à produção nacional dado pela desvalorização cambial será anulado pelo aumento da taxa de juros. É hora de baixar juros e aumentar o investimento público direto e em concessões, para voltarmos a crescer”, disse, em nota, Paulo Skaf, presidente da entidade.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) de 9% para 9,5% ao ano. Foi o quinto aumento seguido desde abril, dos quais quatro com variação de 0,5 ponto percentual.


CNI: política fiscal deve ser mais usada no combate à inflação

Já para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a elevação da taxa foi de acordo com as expectativas, conforme nota divulgada logo depois do anúncio do Copom.

A CNI ressalta, porém, a necessidade de a política fiscal ter “papel mais ativo no combate à inflação daqui para a frente”. A entidade representativa dos empresários da indústria entende que “o maior controle dos gastos públicos diminuirá a necessidade de atuação da política monetária e imporá menores custos ao setor produtivo”.

Segundo a instituição, mesmo com a retração da inflação, que está em 5,86% no acumulado dos últimos 12 meses, a evolução dos preços exige acompanhamento atento da política econômica, pois a desaceleração atual tem características basicamente de curto prazo, sem sinais de manutenção duradoura. Por isso, é preciso manter o alerta para o comportamento dos preços em 2014.

Um fato relevante, diz a nota, é a discrepância de tendências entre os preços monitorados (combustíveis, energia, transportes, saneamento e outros) e os preços livres. “Sem a contribuição dos monitorados, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA] dificilmente terminaria 2013 dentro do limite superior da meta de 6,5%. É importante ressaltar que esse expediente será bastante limitado em 2014, com a reversão das reduções praticadas em 2013”, acrescenta.

A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) também reconhece que o BC “cumpre seu papel técnico” de conter a escalada inflacionária. Ressalta, contudo, que o aumento da Selic se soma “às dificuldades que o empresariado enfrenta para tocar seus negócios em meio ao cipoal regulatório e tributário que consome as forças da economia”.

Segundo o presidente da Abad, José do Egito Frota Lopes, os empresários não podem deixar de atentar para o fato de que “a combinação de investimento insuficiente, alto endividamento, pressões cambiais e juros crescentes cria um cenário perverso de baixo crescimento e falta de competitividade, insustentável a médio e longo prazo”.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.