Empresas

Francesa Total planeja crescer no Brasil com rodadas em 2013

Empresa planeja participar da 11ª rodada da ANP

Valor Econômico
20/09/2012 10:41
Visualizações: 727

 

Animada com o anúncio do governo sobre a intenção de fazer a 11ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural em 2013, a Total planeja participar do leilão para expandir suas atividades no Brasil, que ainda responde por parcela pequena do faturamento global de US$ 257 bilhões/ano da companhia. O objetivo da petroleira francesa é disputar os blocos em parceria com outras empresas do setor para dividir o risco do negócio.
"Temos muito interesse em participar, porque o Brasil é um país estratégico e porque temos muita experiência sobre margem equatorial, devido a nossa presença no oeste da África" contou ao Valor o diretor-geral da área de exploração e produção da Total no Brasil, Denis Besset.
A companhia participou de uma descoberta de petróleo significativa na Guiana Francesa no ano passado, que comprovou que a característica geológica da margem equatorial também é positiva na América do Sul. A 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ofertará justamente blocos na área da margem equatorial.
A petroleira aproveitou o intervalo de cinco anos entre a última rodada, em 2008, e a próxima, para realizar estudos sobre a região que será ofertada ao mercado. "Nos últimos dois anos fizemos muitos estudos para nos preparar para a rodada. Queremos ter sucesso", disse o principal executivo da Total no Brasil.
A 11ª rodada, no entanto, não é a única aposta da Total no Brasil. Em junho deste ano, a companhia se tornou operadora do bloco exploratório BC-2, na Bacia de Campos. No local encontra-se a maior parte do campo de Xerelete, localizado a 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e cuja comercialidade foi declarada em 2007. O campo está em fase de desenvolvimento da produção. A francesa e a Petrobras têm, cada uma, 41,2% da concessão. A outra sócia é a BP, com 16,6%.
A Total está preparando uma nova perfuração na área, prevista para começar no ano que vem. A empresa, porém, ainda não tem um plano de investimentos definido para o bloco, nem para o Brasil como um todo, nos próximos anos. "O que sabemos é que vamos perfurar vários poços durante o ano que vem. E cada poço custa milhões de dólares. Vamos gastar o que tivermos que gastar para encontrar petróleo e poder, dentro de alguns anos produzir aqui", contou o executivo.
A Total também está na expectativa da declaração de comercialidade da descoberta feita no prospecto Gato do Mato, no bloco BM-S-54, em águas profundas, na Bacia de Santos. O bloco é operado pela anglo-holandesa Shell, com 80% de participação. A francesa detém os 20% restantes.
Perguntado sobre um possível interesse nos ativos de exploração e produção que a Petrobras pôs à venda no Golfo do México, Besset explicou que a companhia avalia todas as propostas colocadas no mercado. "Mas dizer que estamos interessados em comprar é outra coisa", afirmou.
Com produção mundial de 2,3 milhões de barris de óleo equivalente (BOE)/dia, a Total quer crescer no Brasil a partir de ativos na margem equatorial e no pré-sal. As duas áreas serão contempladas nos leilões de maio e novembro de 2013, respectivamente.
Besset revelou preocupação em relação ao modelo de partilha para exploração e produção de petróleo, sob o qual será realizada a licitação de blocos na camada pré-sal. "Não estou seguro de que será um modelo fácil para as empresas e para a Petrobras também. É um modelo particular, único no mundo", afirmou.
Outro motivo de atenção para a empresa são as regras de conteúdo local. Segundo Besset, o governo brasileiro terá que aperfeiçoar as regras para impedir que exigências excessivas afetem o crescimento da produção de petróleo no Brasil. Ele destaca que as companhias internacionais são "duplamente punidas", pois ainda precisam disputar com a Petrobras, que, devido ao seu porte, é o cliente preferencial dos fornecedores da indústria.

Animada com o anúncio do governo sobre a intenção de fazer a 11ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural em 2013, a Total planeja participar do leilão para expandir suas atividades no Brasil, que ainda responde por parcela pequena do faturamento global de US$ 257 bilhões/ano da companhia. O objetivo da petroleira francesa é disputar os blocos em parceria com outras empresas do setor para dividir o risco do negócio.


"Temos muito interesse em participar, porque o Brasil é um país estratégico e porque temos muita experiência sobre margem equatorial, devido a nossa presença no oeste da África" contou ao Valor o diretor-geral da área de exploração e produção da Total no Brasil, Denis Besset.


A companhia participou de uma descoberta de petróleo significativa na Guiana Francesa no ano passado, que comprovou que a característica geológica da margem equatorial também é positiva na América do Sul. A 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ofertará justamente blocos na área da margem equatorial. A petroleira aproveitou o intervalo de cinco anos entre a última rodada, em 2008, e a próxima, para realizar estudos sobre a região que será ofertada ao mercado. "Nos últimos dois anos fizemos muitos estudos para nos preparar para a rodada. Queremos ter sucesso", disse o principal executivo da Total no Brasil.


A 11ª rodada, no entanto, não é a única aposta da Total no Brasil. Em junho deste ano, a companhia se tornou operadora do bloco exploratório BC-2, na Bacia de Campos. No local encontra-se a maior parte do campo de Xerelete, localizado a 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e cuja comercialidade foi declarada em 2007. O campo está em fase de desenvolvimento da produção. A francesa e a Petrobras têm, cada uma, 41,2% da concessão. A outra sócia é a BP, com 16,6%.


A Total está preparando uma nova perfuração na área, prevista para começar no ano que vem. A empresa, porém, ainda não tem um plano de investimentos definido para o bloco, nem para o Brasil como um todo, nos próximos anos. "O que sabemos é que vamos perfurar vários poços durante o ano que vem. E cada poço custa milhões de dólares. Vamos gastar o que tivermos que gastar para encontrar petróleo e poder, dentro de alguns anos produzir aqui", contou o executivo.


A Total também está na expectativa da declaração de comercialidade da descoberta feita no prospecto Gato do Mato, no bloco BM-S-54, em águas profundas, na Bacia de Santos. O bloco é operado pela anglo-holandesa Shell, com 80% de participação. A francesa detém os 20% restantes.


Perguntado sobre um possível interesse nos ativos de exploração e produção que a Petrobras pôs à venda no Golfo do México, Besset explicou que a companhia avalia todas as propostas colocadas no mercado. "Mas dizer que estamos interessados em comprar é outra coisa", afirmou.


Com produção mundial de 2,3 milhões de barris de óleo equivalente (BOE)/dia, a Total quer crescer no Brasil a partir de ativos na margem equatorial e no pré-sal. As duas áreas serão contempladas nos leilões de maio e novembro de 2013, respectivamente.


Besset revelou preocupação em relação ao modelo de partilha para exploração e produção de petróleo, sob o qual será realizada a licitação de blocos na camada pré-sal. "Não estou seguro de que será um modelo fácil para as empresas e para a Petrobras também. É um modelo particular, único no mundo", afirmou.


Outro motivo de atenção para a empresa são as regras de conteúdo local. Segundo Besset, o governo brasileiro terá que aperfeiçoar as regras para impedir que exigências excessivas afetem o crescimento da produção de petróleo no Brasil. Ele destaca que as companhias internacionais são "duplamente punidas", pois ainda precisam disputar com a Petrobras, que, devido ao seu porte, é o cliente preferencial dos fornecedores da indústria.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Navalshore
Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta...
20/08/26
Eficiência Energética
Shell Eco-marathon Brasil celebra dez anos com avanços e...
20/08/26
Combustíveis
Preços dos Combustíveis mantêm trajetória de queda em ag...
20/08/26
Pessoas
Bruno Monte assume comando da CPFL Renováveis
20/08/26
Bahia
Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energi...
20/08/26
Margem Equatorial
Após descoberta de petróleo, Governo do Amapá avança na ...
20/08/26
Descarbonização
ABPIP e ANP debatem novas regras de descarbonização do m...
19/08/26
Navalshore
Sotreq leva a Navalshore 2026 soluções em peças, motores...
19/08/26
Diesel
Vibra lança o Supera Plus, o único diesel premium desenv...
19/08/26
Termelétrica
Eneva e GE Vernova iniciam operações na usina Azulão
19/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação...
19/08/26
Navalshore
ABEEMAR e ApexBrasil lançam na Navalshore projeto para a...
18/08/26
Firjan
Panorama Naval no Rio de Janeiro destaca novo ciclo de o...
18/08/26
Gás Natural
Decisão judicial de São Paulo sobre taxa de fiscalização...
18/08/26
Navalshore
Firjan SENAI apresenta o Rede de Oportunidades para Forn...
17/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana bate recorde de países visitantes e...
17/08/26
Etanol
Aprovação do PLP 114 representa avanço para o setor de e...
17/08/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana em alta, com forte recuperação d...
17/08/26
Margem Equatorial
Poço Morpho: Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas...
15/08/26
Fenasucro
Necta destaca biometano como alternativa ao diesel duran...
14/08/26
Fenasucro
Binatural defende ampliação do uso de biodiesel em setor...
14/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.