Energia Eólica

Fuhrlaender lança Pedra Fundamental da sua primeira fábrica no Brasil

O empreendimento já tem Licença de Instalação para ocupar cerca de 122 mil metros quadrados no Complexo Industrial do Porto de Pecém (CIPP), e conta com investimento inicial de R$ 15 milhões. As instalações devem ficar totalmente prontas em oito meses e, já no primeiro semestre de 2013, ser

Redação
03/04/2012 15:56
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Uma das pioneiras na utilização de energia eólica no mundo, a empresa alemã Fuhrlaender lançou, nesta terça-feira (3), a Pedra Fundamental da sua primeira fábrica de máquinas e equipamentos voltados para o segmento. O aumento da participação da energia eólica na matriz brasileira e a encomenda de 126 máquinas para os 17 parques que Furnas constrói no Nordeste viabilizaram o investimento.
 
Entre os presentes na cerimônia estiveram o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o governador de Ceará, Cid Gomes, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto e o presidente de Furnas, Flavio Decat.

Lobão fez questão de lembrar a importância da parceria com a empresa alemã. “Sem Furnas, a Fuhrlaender não estaria aqui. Parabéns à companhia pela visão, descortino e talento. O Brasil não faz diferença entre empresa nacional e estrangeira desde que tragam tecnologia para o país”, declarou.

“A principal motivação de Furnas para trazer a Fuhrlaender para o Brasil foi a transferência de tecnologia. As características dos equipamentos e as boas condições de negociação nos ajudaram a conquistar os empreendimentos no último leilão. As duas empresas compartilham o objetivo comum de investir em geração de energia limpa e renovável”, afirmou Flavio Decat, presidente de Furnas. 

As palavras de Lobão e de Decat foram ratificadas pelo presidente da Fuhrlaender, Joachim Fuhrlaender. “Nossa preocupação não é apenas com a geração de energia limpa. Queremos transferir tecnologia e formar técnicos brasileiros no setor de energia eólica”, afirmou o executivo.

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, também ressaltou o empenho da subsidiária de Furnas no desenvolvimento da energia eólica no Brasil. “Parabenizo Flavio Decat pela engenharia técnico-financeira, que viabilizou a instalação de uma indústria de ponta no Nordeste brasileiro. Enquanto o potencial hidráulico do país é de 260 mil MW, o potencial eólico apenas onshore está estimado em 350 mil MW. Além disso, hoje em dia, com o avanço tecnológico, os dois tipos de energia já competem em termos de preço”, ressaltou Carvalho Neto.

Já o governador Cid Gomes apontou os benefícios do novo empreendimento para o estado. "Há cinco anos o Ceará era dependente do fornecimento de energia de outros estados. Até o final de 2012, seremos autossuficientes e, até 2016, seremos exportadores de energia limpa. Obrigado a Furnas por ter acreditado no potencial e viabilizado a vinda da Fuhrlaender, que já chega com uma boa demanda", agradeceu.

A futura fábrica, que já tem Licença de Instalação para ocupar cerca de 122 mil metros quadrados no Complexo Industrial do Porto de Pecém (CIPP), conta com investimento inicial de R$ 15 milhões. “Se for ampliada, a unidade poderá receber investimento adicional de R$ 30 milhões. Nós acreditamos que a opção do Brasil por uma matriz energética limpa e renovável vai criar o ambiente favorável para essa ampliação”, acredita o presidente da Fuhlaender, Joachim Fuhrlaender.

As instalações devem ficar totalmente prontas em oito meses. No primeiro semestre de 2013 será iniciada a fabricação de aerogeradores das classes FL 2.5 MW e FL 3.0MW, máquinas de grande potência com 141 metros de altura e adaptadas para obter o melhor aproveitamento dos ventos brasileiros.

A previsão é de que sejam produzidas 20 unidades por mês, em um turno de trabalho. Porém, dependendo da demanda, a capacidade de produção poderá ser distribuída em até três turnos. Inicialmente serão criados 200 empregos diretos de alta qualificação e cerca de 600 indiretos.

Fundada em 1960 na região de Frankfurt, a Fuhrlaender possui equipamentos em 40 países e fábricas na Alemanha, Vietnã, Ucrânia e China.
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