Licitação

Gás no Maranhão

Áreas na bacia de Barreirinhas (MA) são as mais disputadas da rodada. O objetivo das empresas vencedoras é desenvolver uma rota de GNV do interior a São Luís.


30/06/2006 00:00
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As duas áreas com maior potencial de gás natural no Maranhão foram as mais disputadas na Segunda rodada de licitações de áreas marginais na ANP. As empresas vencedoras, a Panergy e o consórcio Engepet/Perícia, têm o mesmo objetivo de fornecer gás natural desde os campos de Espigão e Oeste de Canoas até São Luís, construindo uma rota de gás natural veicular (GNV) do interior à capital. O gás seria vendido à distribuidora local, a Gasmar.

Um dos diretores da Panergy, James Correa, estima a demanda do mercado maranhense em aproximadamente 150 mil m³ diários de gás natural, principalmente no uso veicular. Corrêa informa que o campo de Espigão, adquirido pela empresa com um bônus de US$1.115.550 e uma oferta de programa de trabalho inicial correspondente a R$2.660.000 de investimentos, tem condições de produzir o volume necessário.

"Vamos começar produzindo 30 mil m³ por dia, mas a vazão da área supera os 80 mil m³ diários. Se a distribuidora local precisar de 100 mil m³ nós temos, se precisar de 150 mil m³ também temos condições de atender", afirmou, durante a Rodada realizada nesta quinta-feira (29/06), no Rio de Janeiro.

A logística de distribuição adotada pelas duas empresas seria a mesma: transporte em carretas de gás natural comprimido (GNC), uma vez que não há gasodutos na região. o diretor da Engepet, Cleber Bahia Silva Júnior, explica que inicialmente o gás sairia do poço diretamente para o caminhão sem a necessidade de investimentos em um compressor. "A pressão no poço ainda é alta, mas com a extração ela diminui e no futuro seria necessário o investimento em compressão de aproximadamente R$ 5 milhões", diz.

A Engepet venceu a licitação para o poço de Oeste de Canoas, com um bônus de R$ 3.275.200,00 e R$ 2.360.000 de investimento no programa de trabalho mínimo. A expectativa de produção do campo é de aproximadamente 50 mil m³ de gás em um dos poços da área, um outro poço tem vazão menor e os outros dois são considerados insuficientes pela empresa.  

Durante a rodada de licitações, os diretores das duas empresas comentaram a possibilidade de firmarem parcerias operacionais para a instalação de infra-estrutura e contratação de técnicos. Os postos distam 70 km um do outro, afirma Correa. A expectativa da Panergy é começar a fornecer gás para o Maranhão a partir do segundo semestre de 2007.

As duas áreas, Espigão e Oeste de Canoas, estão situadas na bacia de Barreirinhas, Maranhão. A área de Espigão, adquirida pela Panergy, tem 21,32Km² de área, quatro poços perfurados e resevas de 283,3 milhões de m³ de gás segundo o antigo operador. O campo foi descoberto em 1969 e não chegou a produzir.

A área de Oeste de Canoas tem 80,55 km² de área, quatro poços perfurados e reservas de 174,6 milhões m³ de gás, de acordo com o antigo operador. O poço não chegou a produzir.

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