ROG.e 2026

Gigantes do setor e produtores independentes aceleram projetos no Brasil com simplificação, integração de descobertas e previsibilidade regulatória

Lideranças de Petrobras, Shell, ExxonMobil, BRAVA, Prio e ANP destacam na ROG.e estratégias para viabilizar decisões finais de investimento, reaproveitar infraestruturas ociosas e consolidar o país como porto seguro do capital de energia.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
22/09/2026 22:24
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram projetos no Brasil com simplificação, integração de descobertas e previsibilidade regulatória Imagem: Divulgação Visualizações: 31

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As incertezas geopolíticas, as disrupções logísticas e a necessidade de garantir a segurança energética colocaram a eficiência operacional e a disciplina de capital no centro dos debates do segundo dia da ROG.e 2026. No painel sobre competitividade offshore, executivos das maiores operadoras e fornecedoras globais revelaram que a resposta para viabilizar Decisões Finais de Investimento (FIDs) passa pela simplificação de projetos — como a redução de mais de 50% no peso de topsides (estrutura superior do navio) em novos FPSOs pela Petrobras — e pelo fortalecimento do conteúdo local estratégico. Representantes da SLB, ExxonMobil e Misc Group reforçaram que parcerias de longo prazo, automação e estabilidade de regras são pilares indispensáveis para sustentar a expansão do setor.

A posição do Brasil como porto seguro para os investimentos globais foi chancelada no espaço Strategic Talks pelo CEO global da Shell, Wael Sawan (foto). O executivo afirmou que a resiliência da companhia diante do recente fechamento do Estreito de Ormuz é fruto de décadas de investimento na diversificação geográfica de seus ativos, citando a operação brasileira ao lado do Canadá, Estados Unidos e Nigéria. Sawan ressaltou que a escolha dos aportes internacionais é pautada pelo equilíbrio entre risco e retorno, destacando o Brasil como um destino atraente e seguro pela estabilidade de suas regras, do ambiente geopolítico e do arcabouço tributário.


Na frente de desenvolvimento de campos maduros, o Fórum de Produtores Independentes destacou a re-aproveitamento de infraestruturas ociosas e o uso de tie-backs (integração de descoberta com plataforma) como ferramentas de eficiência econômica e socioambiental. Durante o painel moderado pela FIRJAN SENAI, representantes da BRAVA Energia e da Prio apontaram que a extensão da vida útil dos ativos adia o descomissionamento, otimiza investimentos e gera demanda contínua para a cadeia de fornecedores. Além do retorno operacional, a máxima eficiência nesses campos preserva empregos, renda e arrecadação em comunidades periféricas e regiões produtoras.

Paralelamente às operações de produção, o futuro do mercado de gás natural no país reuniu representantes da ANP, Petrobras e da indústria de base em torno do equilíbrio entre regulação e competição. Os debatedores enfatizaram que a competitividade do insumo depende de um movimento coordenado entre todos os elos da cadeia — do escoamento ao transporte e tributação —, criando um ambiente de negócios previsível capaz de atrair novos investimentos industriais. "Precisamos de uma negociação entre todos os atores envolvidos para que possamos evoluir e realizar mais, gerando novos empregos, mais arrecadação tributária, desenvolvimento e atraindo mais investimentos", afirmou Pedro Teixeira, vice-presidente Jurídico e Relações Institucionais Ternium.

Para sustentar esse ciclo de expansão tecnológica, o espaço Young Summit voltou o olhar para a formação de novos talentos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Diante do alerta de que apenas 38% dos estudantes de engenharia no Brasil concluem a graduação, especialistas da Unicamp e do mercado apontaram o empreendedorismo acadêmico e as startups de inovação aberta como pontes fundamentais para conectar o conhecimento universitário às demandas de transformação do setor de energia.

Sobre o IBP: O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) atua há décadas como o principal representante do setor de energia no Brasil, promovendo o conhecimento, o debate estratégico e o desenvolvimento de uma indústria cada vez mais sustentável e inovadora.

Sobre a ROG.e: A ROG.e 2026 conta com patrocínio da Petrobras, Shell, Equinor, Galp, Petronas, PRIO, Repsol Sinopec Brasil, TotalEnergies, Brava Energia, bp, Chevron, ExxonMobil, Misc, Acelen, Modec, Oceaneering, Origem, SBM Offshore, Subsea7, Vertical Group, Vibra, Accenture, Karoon Energy, PanAmerican Energy, SLB , TBG, TechnipFMC, ABB, ABS, Expro, Foresea, Honeywell Technologies, OceanPact, Vallourec, Viridien e EcoPetrol, Invest in Brazil, Apex Brasil, Abeemar, com as parcerias oficiais da United Airlines, Maringá Turismo, S&P Global, Goal Prime, Locatelli Group, Firjan Senai, Sebrae, Argos Consultoria e Fairmont.

Os eventos paralelos da ROG.e contam com o patrocínio da Petrobras, Shell, Subsea7, Accenture, Deloitte, Intelie, Petronas, Iconic, Mobil, Lubrax, Raízen, 2solve, enerflex, huajun jincheng, relimpp, getsaf, hailu heavy industry, leflows, lanyu oil field, PetroReconcavo, ABH2, Abiogás, CCS Brasil, DNV, TBG, Wison, Maire Tecnimont, Acelen, Hempel, PUC, INJ, Dolphin, Locatelli

O evento conta também com a participação das seguintes startups: CarbonAir Energy, Cognittiv, DescarbonTech, fu2re, Haka Bioprocessos, IndustriAll, Inflection Soft Works, Matcis, MicroDOTs, Mindsim, Mitico, Monitorai, Nanos, Neo Vision, NSGreen Fuels, Orion, Pix Force, Prothera, RFID Brasil, Scink, The Insight, Trackfy, Treevia, Vertesis, Viaflex, Voltpile, além das participantes do Programa NAVE e Sebrae RJ.

Parceiros de mídia da Agência eixos, Brasil Energia, MegaWhat, Petro&Química, TN Petróleo, Band News, Oil and Gas Journal, Offshore Engineer, Petroleum Economist, Plurale, Recharge, Upstream, World Oil e World Pipelines. 

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