Negócios

Governo de MG tenta atrair chineses para explorar gás

Comitiva vai até Pequim.

Valor Econômico
06/03/2014 12:05
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Depois de vencer o leilão da linha de transmissão da usina de Belo Monte, a companhia chinesa de infraestrutura de energia State Grid recebe, na segunda-feira (10), em Pequim, uma comitiva do governo de Minas Gerais. O governador Antonio Anastasia (PSDB) vai tentar atrair a empresa para negócios relacionados ao gás natural no estado.
O governo mineiro tem em vista atualmente dois empreendimentos na área: a prospecção de gás na bacia do Rio São Francisco e a construção de um gasoduto de quase 500 quilômetros de extensão, anunciado no fim de 2013. Nos dois, a participação do Estado se dá por meio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e de outras empresas públicas.
Anastasia também terá encontros com executivos de outras empresas, entre elas XCMG, fabricante de equipamentos cuja fábrica no Brasil está para ser inaugurada, em Pouso Alegre, sul de Minas. Segunda-feira, em seu primeiro compromisso, o tucano foi recebido por executivos da Geely Motors, fabricante de automóveis, nas proximidades de Xangai.
O governador tucano disse que sua intenção na viagem é atrair empresas chinesas, sobretudo as dos setor manufatureiro. "Meu objetivo é indústria de manufatura, ou seja, indústria mecânica. Indústria de caminhões, equipamentos, eletroeletrônica". O governador tucano passará por três cidades: Pequim, Xangai e Nanjim.
Com relação ao encontro com executivos da State Grid, em Pequim, Anastasia não quis detalhar o que estará em pauta, mas mencionou o gás natural. "Não tem nada ainda encaminhado. Por ora, vamos dizer que é uma visita exploratória". Em seguida, acrescentou: "Não se esqueça que nós estamos fazendo investimentos de gás no estado. Há interesse nisso. Mas não posso ir nada além disso em razão das cautelas comerciais".
No fim do ano passado, o governo de Minas anunciou a construção de um gasoduto de 475 quilômetros que ligará a cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e Uberaba, no oeste de Minas, onde a Petrobras terá uma unidade de amônia. O gasoduto, orçado em R$ 1,8 bilhão, terá o envolvimento de quatro empresas: Cemig, a Gasmig - também do estado de Minas - Petrobras e Gaspetro.
O gasoduto está em fase de licitação do projeto básico e terá capacidade inicial para transportar 3 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural. Quando estiver pronto, a tubulação poderá transportar também o gás natural da Bacia do Rio São Francisco.
A produção nessa região ainda não começou. Entre as empresas que fazem trabalhos de prospecção estão Petrobras, Shell, Vale, Petra e os grupos mineiros Orteng e Delp. A Cemig tem também tem concessões e perfura a área.
Executivos da State Grid já conhecem integrantes do governo de Minas. Nos últimos meses, eles participaram de negociações com a direção da Cemig. O assunto, no entanto, não foi gás. "Tivemos conversas para participarmos do leilão da linha de Belo Monte", disse o diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais. As conversas não avançaram.
A State Grid formou o consórcio vitorioso com Furnas e Eletronorte, que pertencem à estatal Eletrobras. Os chineses têm 51% do projeto "Nada impede que voltemos a conversar com eles para outro leilão que vai ocorrer daqui a oito meses". Com relação ao gás natural, Morais disse que se a região do São Francisco tiver realmente uma reserva de gás natural economicamente viável a empresa poderá buscar parcerias para a construção de térmicas. Ele não quis adiantar se conta com a companhia chinesa como opção de parceria.
A State Grid tem planos para investir no Brasil R$ 2,2 bilhões até 2015, sem considerar os aportes no linhão de Belo Monte.

Depois de vencer o leilão da linha de transmissão da usina de Belo Monte, a companhia chinesa de infraestrutura de energia State Grid recebe, na segunda-feira (10), em Pequim, uma comitiva do governo de Minas Gerais. O governador Antonio Anastasia (PSDB) vai tentar atrair a empresa para negócios relacionados ao gás natural no estado.

O governo mineiro tem em vista atualmente dois empreendimentos na área: a prospecção de gás na bacia do Rio São Francisco e a construção de um gasoduto de quase 500 quilômetros de extensão, anunciado no fim de 2013. Nos dois, a participação do Estado se dá por meio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e de outras empresas públicas.

Anastasia também terá encontros com executivos de outras empresas, entre elas XCMG, fabricante de equipamentos cuja fábrica no Brasil está para ser inaugurada, em Pouso Alegre, sul de Minas. Segunda-feira, em seu primeiro compromisso, o tucano foi recebido por executivos da Geely Motors, fabricante de automóveis, nas proximidades de Xangai.

O governador tucano disse que sua intenção na viagem é atrair empresas chinesas, sobretudo as dos setor manufatureiro. "Meu objetivo é indústria de manufatura, ou seja, indústria mecânica. Indústria de caminhões, equipamentos, eletroeletrônica". O governador tucano passará por três cidades: Pequim, Xangai e Nanjim.

Com relação ao encontro com executivos da State Grid, em Pequim, Anastasia não quis detalhar o que estará em pauta, mas mencionou o gás natural. "Não tem nada ainda encaminhado. Por ora, vamos dizer que é uma visita exploratória". Em seguida, acrescentou: "Não se esqueça que nós estamos fazendo investimentos de gás no estado. Há interesse nisso. Mas não posso ir nada além disso em razão das cautelas comerciais".

No fim do ano passado, o governo de Minas anunciou a construção de um gasoduto de 475 quilômetros que ligará a cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e Uberaba, no oeste de Minas, onde a Petrobras terá uma unidade de amônia. O gasoduto, orçado em R$ 1,8 bilhão, terá o envolvimento de quatro empresas: Cemig, a Gasmig - também do estado de Minas - Petrobras e Gaspetro.

O gasoduto está em fase de licitação do projeto básico e terá capacidade inicial para transportar 3 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural. Quando estiver pronto, a tubulação poderá transportar também o gás natural da Bacia do Rio São Francisco.

A produção nessa região ainda não começou. Entre as empresas que fazem trabalhos de prospecção estão Petrobras, Shell, Vale, Petra e os grupos mineiros Orteng e Delp. A Cemig tem também tem concessões e perfura a área.

Executivos da State Grid já conhecem integrantes do governo de Minas. Nos últimos meses, eles participaram de negociações com a direção da Cemig. O assunto, no entanto, não foi gás. "Tivemos conversas para participarmos do leilão da linha de Belo Monte", disse o diretor-presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais. As conversas não avançaram.

A State Grid formou o consórcio vitorioso com Furnas e Eletronorte, que pertencem à estatal Eletrobras. Os chineses têm 51% do projeto "Nada impede que voltemos a conversar com eles para outro leilão que vai ocorrer daqui a oito meses". Com relação ao gás natural, Morais disse que se a região do São Francisco tiver realmente uma reserva de gás natural economicamente viável a empresa poderá buscar parcerias para a construção de térmicas. Ele não quis adiantar se conta com a companhia chinesa como opção de parceria.

A State Grid tem planos para investir no Brasil R$ 2,2 bilhões até 2015, sem considerar os aportes no linhão de Belo Monte.

 

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