Energia

Governo deve R$ 250 milhões para Impsa

Empresa possui dez parques eólicos em SC.

Valor Econômico
28/01/2013 10:41
Visualizações: 684

 

Uma das empresas mais atuantes do mercado eólico brasileiro, a argentina Impsa aguarda há um ano e meio o pagamento pela Eletrobras da energia fornecida por dez parques eólicos localizados em Santa Catarina, num total de 222 megawatts (MW) de capacidade instalada. Segundo cálculos da companhia, o valor devido pela estatal brasileira já soma R$ 250 milhões, o equivalente a quase 20% dos R$ 1,3 bilhão investidos na construção das usinas, que entraram em operação em junho de 2011. Os parques pertencem à Energimp, sociedade formada pela Impsa (55%) e o FI-FGTS (45%).
Localizados nas regiões de Bom Jardim e Água Doce, na serra catarinense, os parques fazem parte do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), considerada a primeira fase do setor eólico brasileiro. Os projetos contemplados no programa, que inclui também térmicas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), são remunerados pela Eletrobras, gestora da conta Proinfa, abastecida por meio de um encargo pago pelos consumidores brasileiros.
O 'Valor' apurou que até o momento a Eletrobras não assinou o aditivo do contrato de compra de energia dos parques da Impsa. Há, pelo menos, três explicações. A primeira é que, no entendimento da estatal, não existiria regulamentação para a operação dos projetos. A segunda é que a estatal estaria insegura em fazer os repasses, por considerar frágil o licenciamento ambiental das usinas. E a terceira, segundo uma fonte a par do processo, seria a "morosidade" da Eletrobras. Procurada, a estatal não se pronunciou.
A lei que criou o Proinfa (10.438/2002) determinava que os projetos deveriam entrar em operação até o fim de 2006. Esse prazo foi prorrogado para dezembro de 2010 e novamente adiado para o fim de 2011. Com a mudança nos prazos, seria necessário um decreto presidencial que regulamentasse a mudança dos cronogramas. Em seguida, a Casa Civil entendeu que o decreto não era preciso e que bastaria a aprovação de uma regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A agência regulamentou a situação dos parques da Impsa no início de 2012. Segundo informações da Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração da Aneel, não há qualquer pendência hoje relativa à operação de usinas eólicas do Proinfa que entraram em operação após dezembro de 2010.
Segundo o vice-presidente executivo da Impsa, Jose Luis Menghini, a companhia está à disposição para atender qualquer questionamento da Eletrobras. "Decidimos nossos investimentos sonhando com uma paisagem razoavelmente estável, onde as regras do jogo são respeitadas. É óbvio que, quando isto não acontece, afeta um pouco o nosso interesse investidor", afirmou.
Menghini, no entanto, disse que o impasse não influencia o atual plano de investimentos da empresa para o Brasil, que responde por mais de 65% do faturamento global da Impsa, cuja previsão para 2013 é de R$ 3,6 bilhões. Além de geradora, a Impsa é fornecedora de equipamentos para eólicas e hidrelétricas. Seus principais investimentos são a ampliação de uma fábrica de equipamentos eólicos em Pernambuco e a construção de uma nova unidade no Rio Grande do Sul e de outra fábrica voltada para equipamentos para grandes hidrelétricas, também em Pernambuco. A Impsa também possui 1 mil MW de capacidade instalada entre projetos em operação (40%), em implantação (30%) e em início de construção (30%). O 'Valor' apurou que o complexo eólico de Alegria, no Rio Grande do Norte, que entrou em operação em março de 2011, também não recebeu o pagamento pela Eletrobras.

Uma das empresas mais atuantes do mercado eólico brasileiro, a argentina Impsa aguarda há um ano e meio o pagamento pela Eletrobras da energia fornecida por dez parques eólicos localizados em Santa Catarina, num total de 222 megawatts (MW) de capacidade instalada. Segundo cálculos da companhia, o valor devido pela estatal brasileira já soma R$ 250 milhões, o equivalente a quase 20% dos R$ 1,3 bilhão investidos na construção das usinas, que entraram em operação em junho de 2011. Os parques pertencem à Energimp, sociedade formada pela Impsa (55%) e o FI-FGTS (45%).


Localizados nas regiões de Bom Jardim e Água Doce, na serra catarinense, os parques fazem parte do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), considerada a primeira fase do setor eólico brasileiro. Os projetos contemplados no programa, que inclui também térmicas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), são remunerados pela Eletrobras, gestora da conta Proinfa, abastecida por meio de um encargo pago pelos consumidores brasileiros.


O 'Valor' apurou que até o momento a Eletrobras não assinou o aditivo do contrato de compra de energia dos parques da Impsa. Há, pelo menos, três explicações. A primeira é que, no entendimento da estatal, não existiria regulamentação para a operação dos projetos. A segunda é que a estatal estaria insegura em fazer os repasses, por considerar frágil o licenciamento ambiental das usinas. E a terceira, segundo uma fonte a par do processo, seria a "morosidade" da Eletrobras. Procurada, a estatal não se pronunciou.


A lei que criou o Proinfa (10.438/2002) determinava que os projetos deveriam entrar em operação até o fim de 2006. Esse prazo foi prorrogado para dezembro de 2010 e novamente adiado para o fim de 2011. Com a mudança nos prazos, seria necessário um decreto presidencial que regulamentasse a mudança dos cronogramas. Em seguida, a Casa Civil entendeu que o decreto não era preciso e que bastaria a aprovação de uma regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


A agência regulamentou a situação dos parques da Impsa no início de 2012. Segundo informações da Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração da Aneel, não há qualquer pendência hoje relativa à operação de usinas eólicas do Proinfa que entraram em operação após dezembro de 2010.


Segundo o vice-presidente executivo da Impsa, Jose Luis Menghini, a companhia está à disposição para atender qualquer questionamento da Eletrobras. "Decidimos nossos investimentos sonhando com uma paisagem razoavelmente estável, onde as regras do jogo são respeitadas. É óbvio que, quando isto não acontece, afeta um pouco o nosso interesse investidor", afirmou.


Menghini, no entanto, disse que o impasse não influencia o atual plano de investimentos da empresa para o Brasil, que responde por mais de 65% do faturamento global da Impsa, cuja previsão para 2013 é de R$ 3,6 bilhões. Além de geradora, a Impsa é fornecedora de equipamentos para eólicas e hidrelétricas. Seus principais investimentos são a ampliação de uma fábrica de equipamentos eólicos em Pernambuco e a construção de uma nova unidade no Rio Grande do Sul e de outra fábrica voltada para equipamentos para grandes hidrelétricas, também em Pernambuco. A Impsa também possui 1 mil MW de capacidade instalada entre projetos em operação (40%), em implantação (30%) e em início de construção (30%). O 'Valor' apurou que o complexo eólico de Alegria, no Rio Grande do Norte, que entrou em operação em março de 2011, também não recebeu o pagamento pela Eletrobras.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Financiamento
FAPESP destina R$ 50 milhões para projetos de inovação e...
03/07/26
Pessoas
Alessandra Davolio Gomes assume a direção de um dos maio...
02/07/26
Bacia Potiguar
BRAVA Energia inaugura Centro de Operações Integradas e ...
02/07/26
Tecnologia e Inovação
ABPIP desenvolve ecossistema próprio de inteligência art...
02/07/26
Etanol de milho
Atvos lança Pedra Fundamental da primeira planta de etan...
02/07/26
Reconhecimento
Constellation é a única empresa do setor de perfuração d...
02/07/26
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.