Portos

Governo do Paraná estuda compra do Porto Matarazzo, em Antonina

O governador Orlando Pessuti e o secretário dos Transportes, Mario Stamm Filho, fizeram no último dia 21 uma visita de inspeção ao Porto Matarazzo, em Antonina. Desativadas desde 1972, as instalações estão sendo reformadas pelo empresário Ferna

Redação
26/04/2010 00:03
Visualizações: 936

O governador Orlando Pessuti e o secretário dos Transportes, Mario Stamm Filho, fizeram no último dia 21 uma visita de inspeção ao Porto Matarazzo, em Antonina. Desativadas desde 1972, as instalações estão sendo reformadas pelo empresário Fernando Matarazzo, atual responsável pelo local, que pensa em reativá-las.

 

 

Segundo o governador, o Estado estuda atualmente a possibilidade de comprar a área para anexá-la ao Porto de Antonina. O novo cais serviria para a atracação de navios de menor porte e de turismo.

 

“Seria uma forma de ampliar o Porto de Antonina, estruturar mais um espaço portuário no litoral paranaense. É uma área importantíssima, que não tem similares em nenhum outro lugar do litoral do Brasil. Viemos conhecer o local para depois fazermos os estudos e avaliações necessários para definir se a compra é ou não do interesse do Estado”, disse Pessuti.

 

O prefeito de Antonina, Carlos Machado, se disse satisfeito com o interesse do Estado na aquisição do Porto Matarazzo. “É uma alternativa viável para receber embarcações menores ou de turismo. O sistema portuário do Paraná precisa dessa estrutura, para que, em conjunto com o Porto de Paranaguá e o da Ponta do Poço, receber todo tipo de embarcações. Com isso, teremos o melhor sistema portuário do Brasil”, argumentou.

 

 

As obras de restauro do patrimônio histórico do Porto Matarazzo e de readequação do serviço portuário foram iniciadas em 2000. O porto começou a ser construído no ano de 1900 pelo empresário italiano Francesco Matarazzo, bisavô de Fernando.

 

As obras foram concluídas em 1917. Ali também funcionou o primeiro moinho de trigo do Paraná. O fechamento ocorreu 55 anos depois, após uma greve de quinze dias realizada por sindicatos de estivadores e fornecedores de serviço ao porto.

 

O porto tem 220 metros de cais, que permitem a atracação de navios de 155 metros de extensão e vinte pés (o equivalente a seis metros) de calado. Caso volte a funcionar, serão necessárias obras de dragagem para a atracagem de navios de 33 pés (dez metros) de calado.

 

 

Fonte: Agência Estadual de Notícias    

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