Infraestrutura

Governo vê risco de racionamento limitado a 5%

Relato foi do porta-voz do Fase, Paulo Pedrosa.

Valor Econômico
19/03/2014 10:13
Visualizações: 1199

 

Governo vê risco de racionamento limitado a 5%
Diante da promessa de abertura do espaço de diálogo com entidades do setor elétrico, o governo fez uma apresentação detalhada de diversos cenários em que o risco de racionamento de energia esteve limitado a 5%. Esse foi o relato do porta-voz do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase), Paulo Pedrosa, após reunião das entidades com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e demais autoridades do setor.
Dentre os cenários apresentados, o risco de haver corte de carga varia entre 2% e 3% na visão do governo. Essa oscilação estaria dentro da margem considerada "normal" pelo setor elétrico. "O sistema hidrotérmico que nós temos admite este nível de risco, está no seu DNA", afirmou Pedrosa, que também é presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).
Segundo ele, o governo informou ainda que, havendo a necessidade de racionamento, o corte de carga no patamar de até 5% seria suficiente para enfrentar a situação de crise, sem afetar o crescimento econômico do país.
O fórum reuniu 16 entidades do setor que, recentemente, enviaram carta ao Ministério de Minas e Energia, pedindo mais transparência nas decisões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O comitê reúne-se uma vez por mês para discutir a situação do sistema elétrico. As entidades saíram da reunião com a promessa do ministro de que terão um assento permanente no CMSE.
Ontem, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou mudança na gestão da Conta de Energia de Reserva, que permitirá o uso de recursos entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões referentes ao pagamento da energia comprada no mercado de curto prazo em fevereiro. Esse recurso será usado em abril.
A Conta de Energia de Reserva é um fundo setorial que deve manter saldo positivo neste ano, devido aos altos preços da eletricidade no mercado de curto prazo. Essa conta recolhe recursos mensalmente das distribuidoras e consumidores livres que se utilizam do mercado de curto prazo.
Em estimativa feita inicialmente, a área técnica da Aneel previa o acúmulo de mais de R$ 4 bilhões até dezembro, que poderiam ser usados para ajudar o setor em momentos de alta do custo da energia no curto prazo, conforme informou o Valor no dia 12 de março.
O superintendente de Estudos de Mercado da Aneel, Frederico Rodrigues, disse que, atualmente, a previsão de uso desses recursos está em R$ 2,9 bilhões. A mudança na estimativa ocorreu porque os recursos que serão usados referem-se aos depósitos ocorridos apenas entre fevereiro e setembro. Segundo Rodrigues, os recursos referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro serão repassados somente em 2015.

Diante da promessa de abertura do espaço de diálogo com entidades do setor elétrico, o governo fez uma apresentação detalhada de diversos cenários em que o risco de racionamento de energia esteve limitado a 5%. Esse foi o relato do porta-voz do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase), Paulo Pedrosa, após reunião das entidades com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e demais autoridades do setor.

Dentre os cenários apresentados, o risco de haver corte de carga varia entre 2% e 3% na visão do governo. Essa oscilação estaria dentro da margem considerada "normal" pelo setor elétrico. "O sistema hidrotérmico que nós temos admite este nível de risco, está no seu DNA", afirmou Pedrosa, que também é presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

Segundo ele, o governo informou ainda que, havendo a necessidade de racionamento, o corte de carga no patamar de até 5% seria suficiente para enfrentar a situação de crise, sem afetar o crescimento econômico do país.

O fórum reuniu 16 entidades do setor que, recentemente, enviaram carta ao Ministério de Minas e Energia, pedindo mais transparência nas decisões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O comitê reúne-se uma vez por mês para discutir a situação do sistema elétrico. As entidades saíram da reunião com a promessa do ministro de que terão um assento permanente no CMSE.

Ontem, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou mudança na gestão da Conta de Energia de Reserva, que permitirá o uso de recursos entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões referentes ao pagamento da energia comprada no mercado de curto prazo em fevereiro. Esse recurso será usado em abril.

A Conta de Energia de Reserva é um fundo setorial que deve manter saldo positivo neste ano, devido aos altos preços da eletricidade no mercado de curto prazo. Essa conta recolhe recursos mensalmente das distribuidoras e consumidores livres que se utilizam do mercado de curto prazo.

Em estimativa feita inicialmente, a área técnica da Aneel previa o acúmulo de mais de R$ 4 bilhões até dezembro, que poderiam ser usados para ajudar o setor em momentos de alta do custo da energia no curto prazo, conforme informou o Valor no dia 12 de março.

O superintendente de Estudos de Mercado da Aneel, Frederico Rodrigues, disse que, atualmente, a previsão de uso desses recursos está em R$ 2,9 bilhões. A mudança na estimativa ocorreu porque os recursos que serão usados referem-se aos depósitos ocorridos apenas entre fevereiro e setembro. Segundo Rodrigues, os recursos referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro serão repassados somente em 2015.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Vencedor do RSE Award e destaque na ROG.e, o Programa de...
28/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
25/09/26
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25