Porto

Greve de fiscais paralisa navios por quase 24 horas

A greve dos fiscais federais agropecuários, que começou na última segunda-feira (6), vem causando atrasos e custos extras aos usuários do Porto de Santos. Pelo menos dois navios ficaram quase 24 horas sem operar, à espera de vistorias e coletas. Desde esta ter&cced

A Tribuna
08/08/2012 08:59
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A greve dos fiscais federais agropecuários, que começou na última segunda-feira, vem causando atrasos e custos extras aos usuários do Porto de Santos. Pelo menos dois navios ficaram quase 24 horas sem operar, à espera de vistorias e coletas. Desde esta terça-feira (7), esses procedimentos acontecem apenas em horário comercial.

Reivindicações salariais e a reposição de vagas através de concurso público são o objetivo da paralisação dos servidores do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), que é vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). A greve não tem data para acabar. Em Santos, apenas 21 engenheiros agrônomos, 12 veterinários e seis agentes são responsáveis por toda a demanda do porto.

De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, embarcações que chegam ao complexo após as 18 horas são obrigadas a esperar até as 8 horas do dia seguinte para que os procedimentos sejam efetuados.

O navio Vitaglory, que chegou ao Terminal de Granéis do Guarujá (TGG) às 17h25 de segunda-feira (6), só foi liberado para operar às 9 horas de terça, após a inspeção dos fiscais federais, que seguem em uma espécie de operação padrão, em horário comercial. Foram mais de 15 horas sem a operação de embarque de 63 toneladas de fertilizantes.

O navio Maritec chegou ao complexo às 12h30 de segunda-feira. E precisou esperar até as 10h15 de terça para iniciar o desembarque de 26 toneladas de trigo, no T-Grão. Durante as 22 horas em que esteve sem operar, o cargueiro foi obrigado a pagar o dobro das tarifas de cais ocupado para a Codesp. Esta é uma regra utilizada para evitar que navios fiquem longos períodos sem operar no complexo.

Segundo Roque, no caso das importações, o Vigiagro tem de coletar mostras do produto que está chegando ao país. Já nas exportações, as condições sanitárias dos porões das embarcações são verificadas antes das operações. Tudo para evitar contaminações.

“A demora também vai afetar as inspeções físicas para deferimento de licenças de importação em terminais e as expedições de atestados fitossanitários para exportações. Haverá prejuízos,” disse o representante dos agentes marítimos.


Garantia

O transporte de animais vivos, produtos in natura, carne resfriada, medicamentos para a saúde humana e agropecuários não será prejudicado pela greve dos fiscais federais agropecuários. É o que garante o delegado do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Ullysses Thuller.

O sindicalista esteve em Santos, acompanhado de outros fiscais da Capital. Depois, eles seguiriam para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, para informar que os procedimentos básicos serão mantidos, mesmo durante a greve. A paralisação começou na última segunda-feira, em todo o país.

Para os produtos considerados de primeira necessidade, não haverá retenção. Basta que seja feito o procedimento normal de importação, com o preenchimento do formulário com prioridade. Haverá então uma análise do comando local para verificar se realmente a mercadoria merece a agilidade na liberação.

No caso das carnes, apenas não será emitido o certificado de exportação. As operações com as importações ocorrerão normalmente, a fim de garantir o produto para o consumo brasileiro.

Com a ausência do certificado de exportação das carnes, o navio acaba retido no porto, já que não conseguirá entrar em outro país sem esse documento.
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